Mestrado: Dissertações Defendidas

    2017

  • PAULO DE MORAIS DA SILVEIRA MATTOS
    “EFEITOS DA SALIVA DE LUTZOMYIA INTERMEDIA SOBRE O RECRUTAMENTO CELULAR INDUZIDO POR LEISHMANIA BRAZILIENSIS”.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Dra. CAMILA INDIANI DE OLIVEIRA

    Financiador: 

    Defesa: 2017

    Banca examinadora:

    Dra. Deboraci Brito Prates 1º Examinador
    Dr. Lucas Pedreira de Carvalho 2º Examinador
    Dra. Camila Indiani de Oliveira 3º Examinador

  • HAYNA MALTA SANTOS
    IMPORTÂNCIA DAS RESOLVINAS NA INFECÇÃO POR LEISHMANIA AMAZONENSIS
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Dra. VALERIA DE MATOS BORGES

    Financiador: 

    Defesa: 2017

    Banca examinadora:

    Dra. Cristiana Santos Macedo 1º Examinador
    Dr. Edgar Marcelino Carvalho Filho 2º Examinador
    Dra. Valeria de Matos Borges 3º Examinador

  • ÁTILA DOS SANTOS BATISTA
    “ESTUDO DO EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL E VASCULAR DO CARVACROL SOBRE A INGESTÃO DE ÁGUA E SAL E SOBRE A PRESSÃO SANGUÍNEA EM RATOS”
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Dra.  Josmara Bartolomei Fregoneze

    Financiador: 

    Defesa: 2017

    Banca examinadora

    Dra. Cristiane Flora Villarreal 1º Examinador
    Dra. Hilda Silva Ferreira 2º Examinador
    Dra. Darizy Flávia Silva A. de Vasconcelos 3º Examinador
    Dr. Fabio Rocha Formiga 4º Examinador
    Dra. Josmara Bartolomei Fregoneze 5º Examinador


  • 2016

  • GISELE ROCHA DOS SANTOS
    Presença de aglutininas anti-Leptospirasppem bovinos abatidos em frigorífico no extremo sul do estado da Bahia e fatores de risco associados
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    Resumo:

    INTRODUÇÃO: A bovinocultura no Brasil é uma das principais atividades que compõem o agronegócio do país, sendo o segundo maior rebanho do mundo. O estado da Bahia tem papel importante neste setor, sendo o 10º estado em número de animais abatidos no Brasil em 2015 (4,4% dos animais abatidos no Brasil). Mesmo com índices animadores, a produtividade da pecuária baiana ainda é baixa, tendo as doenças infecciosas e parasitárias como principais entraves à sua melhora. Dentre essas doenças a leptospirose apresenta uma prevalência de 45,42% nos bovinos no estado da Bahia em prévio inquérito. OBJETIVOS: Assim, o presente projeto teve como objetivo: i) analisar a sororeatividade contra Leptospira de bovinos abatidos em estabelecimento com serviço de inspeção federal, no estado da Bahia, utilizando o teste microaglutinação (MAT), ii) avaliar qual o sorovar predominante na população animal pesquisada, iii) avaliar os rins dos animais abatidos em estabelecimento com serviço de inspeção federal, no estado da Bahia quanto a presença de lesões macroscópicas e a sua associação com as reações positivas ao MAT, vi) avaliar possíveis fatores de risco que poderão propiciar o desencadeamento da infecção por Leptospira. Foram analisados soros de 400 bovinos abatidos. MATERIAL E MÉTODOS: Os animais abatidos eram pertencentes a 18 fazendas localizadas em dez municípios do extremo sul da Bahia. Foram preenchidos questionários para identificação de fatores de riscos associados à infecção por Leptospira. Os 800 rins pertencentes aos 400 animais também foram analisados quanto à ocorrência de lesões macroscópicas e condenação no abatedouro.RESULTADOS: As amostras de soros foram testadas por MAT, utilizando 22 sorovares de Leptospira, pertencentes à bateria representativa e 72 (18%) amostras reagiram positivamente ao teste. O sorogrupo Sejroe foi responsável por 71% das reações positivas, seguido por Shermani com 12%, Semaranga com 7%, Autumnalis com 7% e Panama com 3%. Em 16 das 18 fazendas com animais avaliados, houve a detecção de pelo menos um animal positivo. Cinquenta e dois rins foram condenados devido à identificação de lesões macróscopicas, porém apenas 12 deles pertenciam a animais reagentes ao MAT, não havendo associação. Os fatores de risco associados à positividade dosanimais foram sexo feminino, criação extensiva e presença de aborto. CONCLUSÃO:Os resultados sugerem que os animais têm contato com a Leptospira, que, provavelmente, se encontra disseminada na região estudada..

    Palavras-chave:
    SOROLOGIA; RIM; FATORES DE RISCO; BAHIA.

    Orientador: 

    Dr. DANIEL ABENSUR ATHANAZIO

    Financiador: CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

    Defesa: 2016

    Banca examinadora

    Dra. Paula Carvalhal Von Buettner Ristow 1º Examinador
    Dr. Federico Costa 2º Examinador
    Dr. Daniel Abensur Athanazio 3º Examinador

    DISSERTAÇÃO:https://igmdisk.bahia.fiocruz.br/?id=nBCs*sCpsCJZfEA


  • JACQUELINE DE JESUS SILVA
    AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE LEISHMANICIDA DA COMBINAÇÃO DE CURCUMINA E DETC
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    Resumo:

    A leishmaniose é uma doença tropical, negligenciada, causada por protozoários do gênero Leishmania sp. Diferentes espécies de Leishmania causam manifestações clínicas variadas, desde infecções auto-limitadas até aquelas que levam envolvimento visceral. A OMS estima que 350 milhões de pessoas vivem atualmente em área de risco para contrair alguma das diferentes formas desta doença de impacto global. Mundialmente ocorrem cerca de 2 milhões de novos casos, das diferentes formas clínicas, por ano. Os medicamentos para o tratamento da leishmaniose estão frequentemente associados a casos de resistência e graves efeitos colaterais. Assim, a busca de novas drogas é uma demanda premente. A curcumina, um composto natural demonstra atividade in vitro contra cepas de L. amazonensis. O dietilditiocarbamado de sódio (DETC), um antagonista de sistema antioxidante, aumenta a morte do parasito por macrófagos in vitro e é eficaz contra a leishmaniose em modelo murino. A utilização de combinações sinérgicas é estratégia farmacológica valiosa, uma vez que permite a utilização de dosagens mais baixas, reduzindo assim os efeitos colaterais e a possibilidade de seleção de parasitos resistentes. No presente trabalho, investigamos o efeito da combinação de curcumina e DETC contra L. amazonensis in vitro. A combinação de curcumina e DETC na proporção de 10:1, apresentaram valores de IC50 de 3.25 μM e 0,32 μM respectivamente. Análise em isobolograma indica efeito sinérgico quando a combinação atinge 25% e 50% de inibição. Os valores de CC50 para a combinação sobre células de mamíferos foram 23,51 μM e 2,35 μM para a curcumina e DETC, respectivamente. O índice de seletividade da combinação foi 7,23. A curcumina, DECT e sua combinação aumentaram a peroxidação lipídica em 1,42 e 1,94 e 2,75 vezes, respectivamente. As substâncias isoladas e a combinação não causaram a morte das células após 72h de tratamento com a IC50. Para inibição de 75%, as substâncias isoladas permaneceram citostáticas, enquanto a combinação foi citotóxica. As células foram lavadas após 24h para remover as substâncias e apenas de DETC manteve o efeito inibitório. Curcumina e combinação desencadearam marcação positiva para vacúolos autofágicos após 72h de tratamento. Quando avaliadas por microscopia eletrônica de transmissão, de modo geral, as células mostraram alterações mitocondriais e evidências de autofagia após os tratamentos. Finalmente, é possível considerar a combinação de curcumina e DETC como uma possível alternativa terapêutica para o tratamento da leishmaniose. No entanto, mais experimentos devem ser realizados para melhor determinar o mecanismo de ação e avaliação da atividade in vivo da combinação.

    Palavras-chave: 

    Curcumina, DETC, Estresse oxidativo, Combinação de fármacos.

    Orientador: 

    Dr. MARCOS ANDRE VANNIER DOS SANTOS

    Financiador: Conselho Nacional de Pesquisa- CNPq

    Defesa: 2016

    Banca examinadora:

    Dr. Antonio Ricardo Khouri Cunha 1º Examinador
    Dr. Daniel Pereira Bezerra 2º Examinador
    Dr. Marcos André Vannier dos Santos 3º Examinador

    DISSERTAÇÃO:Dissertação – V. final – Jacqueline de Jesus Silva

     

     


  • DONA JEANNE ALLADAGBIN
    “TRAÇO FALCIFORME COMO POTENCIAL DETERMINANTE DA PROGRESSÃO DE DOENÇAS RENAIS NA BAHIA”
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    Resumo:

    TRODUÇÃO: A doença renal crônica (DRC) é uma doença grave que atinge cercade 10% da população mundial. Devido à perda irreversível da função dos rins, os pacientes precisam do tratamento dialítico e desde 2010, no Brasil, a taxa de pacientes em diálise cresce de 3% cada ano. Cerca 93% do tratamento está financiado pelo SUS o que corresponde a 10% do orçamento do Ministério da Saúde. As principais causas de DRC no Brasil e no mundo são diabetes mellitus (DM) e hipertensão arterial sistêmica (HAS), seguido de glomerulopatias. As alterações podem ser complicadas por condições de hipóxia tecidual, as quais podem ser intensificadas pela doença falciforme. Os indivíduos com traço falciforme podem apresentar esse quadro clínico em condições extremas como um esforço físico intenso e prolongado. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre o traço falciforme e a progressão de DRC em Salvador-BA. MATERIAL E MÉTODOS: Foi desenvolvido um estudo de corte transversal, no qual no período de maio de 2014 até novembro de 2015; foram incluídos 306 indivíduos portadores de DRC em programa de hemodiálise nos hospitais e clínicas de referência tais como, Instituto de Nefrologia e Diálise (INED), Hospital Ana Nery (HAN) e Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) há no máximo três anos. cinco mililitros (mL) de sangue total foram coletados em cada paciente para a caracterização do perfil de hemoglobinas variantes pela técnica de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). Como grupo controle, foram utilizados os resultados dos testes de triagem neonatal do APAE realizados em recém-nascidos em Salvador de 2012-2014. RESULTADOS: A frequência de HbAS foi significamente maior nos pacientes em hemodiálise (10,2%) em comparação ao grupo controle (5,05%) OR: 2,04 IC 95% (1,35–2,99). Quando comparamos os pacientes com DRC com e sem traço falciforme, não houve diferença em relação à distribuição do sexo (homens 57,6% vs 50%, respectivamente, p = 0,43). A média de idade não foi diferente entre os dois grupos (52 ± 1 anos vs 56 ± 2, p = 0,21).CONCLUSÕES: A frequência do traço falciforme é maior em pacientes portadores de DRC em programa de hemodiálise em comparação à população geral. Estudos que avaliam o impacto e fisiopatologia da doença renal em indivíduos portadores de traço falciforme podem fornecer informações importantes para desenvolvimento de estratégias de prevenção da progressão para estágio final da doença renal..

    Palavras-chave:

    DOENCA RENAL CRONICA; TRACO FALCIFORME; HEMODIALISE.

    Orientador: 

    Dr. WASHINGTON LUIS CONRADO DOS SANTOS

    Financiador: CNPQ -Conselho Nacional de Pesquisa

    Defesa: 2016

    Banca examinadora

    Dr. Sergio Marcos Arruda 1º Examinador
    Dra. Marilda de Souza Gonçalves 2º Examinador
    Dr. Washington Luis Conrado dos Santos 3º Examinador

    DISSERTAÇÃO: http://http://www.bahia.fiocruz.br/igmdisc/?id=tk1xbpxHqgmBsuN

     

     



  • 2008

  • CLEITON DA SILVA SANTOS
    DESFECHO DA INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR LEPTOSPIRAS PATOGÊNICAS EM DIFERENTES LINHAGENS MURINAS.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Daniel Athanazio

    Financiador: 

    Defesa: 2011

    Banca examinadora:



  • 2006

  • ANA PAULA ALMEIDA SOUZA
    OCORRÊNCIA DE LUTZOMYIA INTERMÉDIA E LUTZOMYIA LONGIPALPIS NUMA ÁREA ENDÊMICA PARA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Aldina Barral

    Financiador: 

    Defesa: 0

    Banca examinadora:



  • 2005

  • MICELY DEL-REY HERMIDA
    FAGÓCITOS MONONUCLEARES INFLAMATÓRIOS POTENCIALMENTE ENVOLVIDOS NO TRANSPORTE DE LEISHMANIA EM HOSPEDEIROS VERTEBRADOS.
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    Resumo:
    A infecção por protozoários do gênero Leishmania modula a função de integrinas em fagócitos inflamatórios. Essa alteração pode interferir na migração celular e apresentação de antígenos ao sistema imune. O objetivo deste estudo é identificar populações de fagócitos mononucleares inflamatórios potencialmente envolvidos no transporte de Leishmania em hospedeiros vertebrados. Inicialmente, definimos um modelo que permite o estudo do processo de migração em um grande número de fagócitos mononucleares inflamatórios. Para isso, foi induzida peritonite em camundongos da linhagem BALB/c com a injeção de Tioglicolato e foram examinadas a cinética de migração celular para o linfonodo regional e as populações de fagócitos mononucleares que compõem o exsudato e sua susceptibilidade à infecção com Leishmania. O influxo celular para o peritônio foi crescente, atingindo o pico de peritonite por volta do quarto dia. A partir de então, o número de células diminuiu, atingindo um platô por volta dos quarenta dias, permanecendo estável até o centésimo dia. Inicialmente, entre 4 horas e o primeiro dia, houve aumento de polimorfonucleares (9 ± 4%, – 12 ± 8% das células), seguindo um predomínio de fagócitos mononucleares (primeiro ao quarto dia) e posterior aparecimento de linfócitos (quadragésimo ao centésimo dia). A migração de fagócitos mononucleares para os linfonodos regionais foi observada 8 horas após o estímulo inflamatório, tornando-se máxima a partir do quarto dia. A migração das células foi confirmada em ensaios de injeção e rastreamento de células marcadas, observando-se a substancial migração dessas células para o linfonodo em um período de doze-vinte e quatro horas. O fenótipo dos fagócitos mononucleares presentes no exsudato peritoneal no quarto dia de inflamação foi: CD11b (78 ± 6%), F4/80 (65 ± 9%) e CD11c (28 ± 15%). A taxa de infecção foi mais alta em células CD11b+ que em células CD11b-: CD11b+/CD11c+ (77%), CD11b+/CD11c- (68%) em comparação com CD11b-/CD11c+ (33%) e CD11b-/CD11c- (30%). Ambos os fenótipos de células macrofágicas (CD11b+ e F4/80+) e dendríticas mielóides (CD11b+CD11c+) tiverem alta infecção. Dentre as células CD11c+ infectadas, 28% expressaram MHC-II, contudo, apenas 6% destas tinham alta expressão de MHC-II. A infecção por Leishmania causou uma redução no número de células positivas para CD11b (78 ± 6% vs 64 ± 13%, p=0.0085), F4/80 (65 ± 9% vs 39 ± 11%, p=0.0007), CD11c (33 ± 6% vs 22 ± 13%, p=0.0581) e MHC-II (27 ± 3% vs 21 ± 3%) quando comparada ao grupo não infectado. Este modelo permite o estudo de uma grande quantidade de células do processo de migração de fagócitos mononucleares inflamatórios para o linfonodo drenante e potenciais alterações nesse processo induzidas pela infecção com Leishmania.

    Palavras-chave: Leishmania, Fagócitos, Migração Celular, Leucócitos Mononucleares.

    Orientador: Washington Conrado

    Financiador: 

    Defesa: 2007

    Banca examinadora:


  • MARIA JOSÉ MENEZES
    PROPRIEDADE IMUNOMODULADORAS DE SALIVA DE LUTZOMYIA INTERMEDIA: EFEITO SOBRE MONÓCITOS HUMANOS.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Camila Indiani de Oliveira

    Financiador: 

    Defesa: 2007

    Banca examinadora:


  • GISELE BARRETO LOPES
    CARACTERIZAÇÃO ULTRA-ESTRUTURAL E MOLECULAR DO VÍRUS DA HEPATITE B E C NO SANGUE E NA SALIVA.
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    Resumo:
    A infecção causada pelo vírus da hepatite C (VHC) é um importante problema de saúde pública, sendo estimado que 170 milhões de pessoas estejam infectadas no mundo. O VHC pode ser encontrado no sangue e em outros fluidos corpóreos como na saliva, sêmen e suco gástrico o que pode explicar o fato de alguns pacientes possuírem rota de transmissão desconhecida. A utilização de testes qualitativos e quantitativos é imprescindível para diagnosticar a infecção pelo VHC e monitorar a terapia. O presente estudo tem o objetivo de verificar a existência de correlação entre os níveis de carga viral do VHC–RNA na saliva e no soro de pacientes infectados pelo VHC. O nível médio do VHC-RNA encontrado na saliva foi de 2,8×104 cópias/mL (3,44 log10) e 7,44 x 103 cópias/mL (3,60 log10), enquanto no soro foi de 5,9×106 cópias/mL (5,87 log10) e 1,51 x 105 cópias/mL (5,17 log10) através do PCR em tempo real e Amplicor®, respectivamente. Foi observado que o nível médio do VHC-RNA presente na saliva foi 1,70 log10 e 1,60 log10 vezes inferior ao encontrado no soro, através do PCR em tempo real e Amplicor®, respectivamente. Foi observada diferença estatisticamente significante entre os níveis VHC-RNA no soro e na saliva. No entanto, não foi observada correlação significante entre os níveis VHC-RNA presentes no soro e na saliva. Foi possível quantificar o VHC-RNA nas amostras de soro e saliva dos pacientes. Entretanto não houve correlação entre os níveis de VHC-RNA encontrados na saliva e no soro dos pacientes, sugerindo a necessidade de estudos epidemiológicos para melhor entendimento da importância da saliva como via de transmissão para o VHC.

    Palavras-chave: HCV, saliva, carga viral, RNA.

    Orientador: Mitermayer Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2007

    Banca examinadora:


  • FRED LUCIANO NEVES SANTOS
    IMPLANTAÇÃO E AVALIAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE ENTAMOEBA HISTOLYTICA E ENTAMOEBA DISPAR EM AMOSTRAS FECAIS.
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    Resumo:
    A amebíase é uma infecção causada pela Entamoeba histolytica e representa um risco em potencial à saúde, em quase todos os países onde as barreiras sanitárias são inadequadas. É a segunda causa de mortalidade entre as parasitoses, alcançando em torno de 100.000 óbitos anuais. Com a descoberta da Entamoeba dispar, organismo comensal morfologicamente idêntico e geneticamente distinto da E. histolytica, a prevalência da infecção tem sido modificada. Neste estudo foi padronizada a reação em cadeia da polimerase para diagnóstico específico das amebas do complexo E. histolytica/E. dispar e aplicada para avaliar a prevalência da infecção em indivíduos atendidos em laboratórios da rede privada e pública de Salvador-BA. Amostras fecais de 52.704 pacientes, provenientes de 27 postos de coleta distribuídos em várias localidades, foram submetidas a exames coproparasitológicos. As amostras positivas para o complexo E. histolytica/E. dispar (n= 262) tiveram seus cistos concentrados por meio da técnica de formol-éter para posterior extração do DNA e diagnóstico através da PCR. Foi observada uma prevalência de 3.4% para o complexo E. histolytica/E. dispar, sendo mais freqüente nas amostras provenientes do serviço público de saúde (5.0%) do que naquelas do serviço privado (3.2%). Através da PCR foi demonstrado que 86.6% destes pacientes estavam verdadeiramente infectados pela E. dispar. Para o restante dos pacientes (14.4%), a PCR foi negativa tanto para E. histolytica como para E. dispar. No ensaio imunoenzimático foi confirmado que estes pacientes não estavam infectados pela E. histolytica e o estudo morfométrico mostrou que o tamanho dos cistos é compatível com as amebas do complexo, afastando a possibilidade de infecção por E. hartmanni. Possivelmente, a presença de inibidores enzimáticos nas fezes diminuiu a sensibilidade da PCR. No entanto, é uma metodologia eficaz para a diferenciação das espécies pertencentes ao complexo devido à sua reprodutibilidade e elevadas especificidade e sensibilidade.

    Palavras-chave: E. histolytica/e/E. dispar; Diagnóstico Diferencial; Epidemiologia.

    Orientador: Neci Matos Soares

    Financiador: 

    Defesa: 2007

    Banca examinadora:


  • FERNANDA OLIVEIRA NOVAIS
    AVALIAÇÃO DO PAPEL DOS NEUTRÓFILOS NA INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR LEISHMANIA BRAZILIENSIS.
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    Resumo:
    Neutrófilos são componentes importantes do sistema imune e fazem parte da primeira linha de defesa contra infecções. Na infecção intradérmica com L. braziliensis demonstramos que os neutrófilos são constantemente recrutados ao sítio de infecção. Além disso, já foi demonstrado que a interação de neutrófilos com macrófagos regula a resposta contra L. major. Neste estudo, investigamos o papel dos neutrófilos na infecção causada por Leishmania braziliensis usando o modelo de infecção intradérmica. Neutrófilos foram purificados de camundongos BALB/c, após a injeção intraperitonial de tioglicolato, sua pureza foi avaliada pela marcação com Gr-1, utilizando a citometria de fluxo. A posterior co-cultura de neutrófilos vivos ou mortos pelo calor com macrófagos peritoniais infectados com L. braziliensis levou a uma redução significativa na taxa de infecção e no número de amastigotas por célula quando comparado com as culturas controle. A presença de neutrófilos vivo ou mortos na cultura de macrófagos infectados com L. braziliensis foi associada a produção de altos níveis de TNF-?. Para avaliar o papel dos neutrófilos in vivo, camundongos foram co-inoculados com neutrófilos vivos e L. braziliensis. Observou-se que estes animais desenvolveram lesões significativamente menores e apresentaram um número menor de parasitas quando comparados com os camundongos controle. Por último, camundongos BALB/c foram depletados de neutrófilos após injeção intraperitonial do anticorpo RB6-8C5 e foram, em seguida, infectados com L. braziliensis. Camundongos depletados apresentaram lesões e carga parasitária maiores quando comparados com camundongos controle, os quais receberam injeção de IgG de rato. Estes dados indicam que os neutrófilos são células fundamentais para a eliminação inicial de L. braziliensis em camundongos BALB/c.

    Palavras-chave: 

    Orientador: Camila Indiani de Oliveira

    Financiador: 

    Defesa: 0

    Banca examinadora:


  • ANA BEATRIZ GUIMARÃES
    PERFIL NA PRODUÇÃO DE CITOCINAS E EFEITO SOBRE A CARGA PROVIRAL DO HTLV, POR COMPOSTOS QUINOLÍNICOS.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Fernanda Grassi

    Financiador: 

    Defesa: 2007

    Banca examinadora:


  • MARINHO MARQUES DA SILVA NETO
    LINFOMAS NÃO-HODGKIN COM MANIFESTAÇÃO EXTRANODAL AO DISGNÓSTICO EM SALVADOR-BAHIA: ASPECTOS CLÍNICOS E CLASSIFICAÇÃO HISTOPATOLÓGICO SEGUNDO A OMS-2001
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    Resumo:
    Linfomas não-Hodgkin (LNH) extranodais representam mais de 20% de todos os linfomas e apresentam atualmente um aumento da taxa de incidência maior que LNH nodais. O trato gastrointestinal é o principal sítio acometido, seguido por cabeça e pescoço e pele. O sítio principal de acometimento pode variar conforme a região geográfica, assim como o subtipo histológico. [OBJETIVOS] Classificar, segundo a OMS-2001, os LNH extranodais ocorridos em Salvador-Bahia; observar o principal sítio extranodal acometido, bem como os principais subtipos histológicos; estudar as principais características clínicas e laboratoriais dos LNH extranodais em nosso meio. [PACIENTES E MÉTODOS] Estudo descritivo, retrospectivo, realizado no período de janeiro de 1999 a julho de 2001, através do levantamento de dados de prontuários dos pacientes do Hospital Aristides Maltez, em Salvador-Bahia. Foram revistos 145 casos de LNH sendo que 44 casos eram de LNH com manifestação extranodal ao diagnóstico. Os casos com manifestação extranodal foram submetidos à revisão histológica, imuno-histoquímica e classificados segundo a OMS-2001. Foram excluídos casos com manifestação extranodal na recidiva, casos de mieloma múltiplo/plasmocitoma e 4 casos sem informações suficientes em prontuário. [RESULTADOS] A freqüência de LNHs extranodais foi de 30,3%. A média de idade foi de 55,6 anos (variando de 17 a 86 anos) e a relação homem/mulher foi de 1:1. A maioria dos pacientes apresentavam estadio avançado (III ou IV), sintomas B, LDH normal, ECOG entre 0 e 1 e IPI entre 0 e 2. Nove pacientes estão vivos e em remissão completa (22,5%). O principal sítio extranodal acometido foram as tonsilas (11 casos), seguidas pela cavidade oral (9 casos), pele (9 casos) e estômago (5 casos), dentre outros. Em 7 pacientes havia dois sítios extranodais acometidos. O subtipo histológico mais freqüente foi o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), em 27 casos (71,1%). [CONCLUSÃO] Diferentemente da maioria da literatura, encontramos as tonsilas como o mais freqüente sítio extranodal de acometimento dos LNH. O LDGCB foi o subtipo histológico mais freqüente.

    Palavras-chave: Linfoma não-Hodgkin, Linfoma não-Hodgkin extranodal, classificação OMS-2001 das neoplasias linfóides

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 0

    Banca examinadora:
    Helenemarie Schaer Barbosa
    Maria da Glória Bomfim Arruda
    Iguaracyra Barreto de Oliveira Araújo


  • RIDALVA DIAS MARTINS FELZEMBURGH
    HISTÓRIA NATURAL DA LEPTOSPIROSE URBANA: ESTUDO LONGITUDINAL PROSPECTIVO EM UMA COMUNIDADE DE ALTO RISCO DURANTE EPIDEMIAS URBANAS EM SALVADOR-BAHIA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    INTRODUÇÃO: A leptospirose, considerada a antropozoonose mais difundida no mundo, é uma doença febril aguda de início súbito causada por espiroquetas do gênero Leptospira. A infecção por Leptospira patogênica produz uma diversidade de sintomas clínicos que podem variar desde uma forma assintomática ou sub-clínica até a doença de Weil que acomete aproximadamente 10% dos casos clínicos e pode levar ao óbito. A leptospirose em Salvador é responsável por epidemias anuais acometendo predominantemente indivíduos residentes em comunidades desprovidas de infra-estrutura sanitária. Para traçarmos medidas efetivas de saúde pública, torna-se necessário entender a história natural da leptospirose urbana, a razão entre casos graves e infecção, os fatores de risco para aquisição da doença. OBJETIVOS: 1- Determinar a taxa de infecção por Leptospira em uma sub-coorte de indivíduos residentes em uma comunidade de alto risco; 2- Calcular a razão entre os casos graves de leptospirose e os indivíduos com infecções assintomáticas ou sub-clínicas; 3- Identificar fatores de risco para aquisição de infecção por Leptospira. MÉTODOS: Uma coorte prospectiva de 9.862 indivíduos foi estabelecida no bairro periférico de pau da lima, Salvador-Bahia e uma sub-coorte de 2.003 indivíduos selecionados randomicamente foi acompanhada anualmente. Destes indivíduos foram coletados dados epidemiológicos e uma amostra de sangue para avaliação sorológica. Para cálculo da taxa de infecção este último termo foi definido como soroconversão ou aumento de quatro vezes o título recíproco na microaglutinação entre amostras pareadas. RESULTADOS: Foi identificada uma taxa de infecção de 49,0 por 1.000 pessoas/anos de seguimento nesta sub-coorte e razões doença grave:infecção de 1:516 na coorte e 1:598 para a ZI Pau da Lima; fatores de risco estatisticamente significantes foram: gênero masculino (RR 1,98; IC 95% 1,19 – 3,29); faixa etária de 25-34 (2,35; 1,12 – 4,94), não ser alfabetizado (2,45; 1,45 – 4,15), passado clínico de leptospirose (5,16; 1,26 – 21,11), contato com lama no peridomicílio (1,95;1,18 – 3,22), contato com lama na rua (2,14; 1,28 – 3,58), contato com lixo no peridomicílio (1,92; 1,13 – 3,26), contato com lixo na rua (2,33; 1,41 – 3,85), contato com alagamento no peridomicílio (2,07; 1,25 – 3,45), contato com alagamento na rua (2,40; 1,38 – 4,16), alagamento da rua (2,40; 1,38 – 4,16), residir em local sujeito a alagamento (1,67; 1,05 – 4,78), contato com esgoto no peridomicílio (2,02;1,22 – 3,36), contato com esgoto na rua (2,95;1,78 – 4,91), desentupir esgoto da rua (2,26;1,35 – 3,77), residir a até 10m de esgotos abertos (1,89; 1,09 – 3,27), possuir gato em casa (2,52; 1,49 – 4,28). Nas análises multivariadas utilizando o modelo de Cox com e sem efeitos aleatórios no domicílio, foram fatores de risco independentes: sexo masculino (2,12; 1,25 – 3,60), faixas etárias de quinze a vinte e quatro (2,74; 1,22 – 6,16) e vinte e cinco a trinta e quatro (4,24; 1,88 – 9,52) ambas em relação aos indivíduos de cinco a quatorze anos, ão ser alfabetizado (2,92; 1,65 – 5,17), contato com alagamento na rua (2,14; 1,20 – 3,82), criar gato no domicílio (2,51; 1,46 – 4,32). CONCLUSÕES: Foi identificada uma alta taxa de infecção na população, destacando-se as faixas etárias de 15 a 34 anos e o sexo masculino com maior número de indivíduos infectados (59%), nenhum fator de risco ocupacional foi identificado, reforçando a hipótese de transmissão peridomiciliar de nossos estudos anteriores. Baseados nestes dados poderemos implementar e avaliar intervenções de saúde pública nesta comunidade de alto risco para infecção.

    Palavras-chave: Leptospirose; Epidemias Urbanas; Historia Natural; Epidemiologia

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 0

    Banca examinadora:
    Jackson M. Lopes Costa
    Edson D. Moreira júnior
    Mitermayer Galvão dos Reis



  • 2004

  • CÉLIA MARIA JESUÍNO BITTENCOURT
    AVALIAÇÃO DE MARCADORES MOLECULARES NO CÂNCER DE PRÓSTATA E CORRELAÇÃO COM FATORES PROGNÓSTICOS EM PROSTATECTOMIA RADICAL.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Luiz A. Freitas

    Financiador: 

    Defesa: 2007

    Banca examinadora:


  • BÁRBARA CRISTINA ALVES DE ASSIS
    CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DA RESPOSTA IMUNE-CELULAR NA PATOGENCIA DA FIBROSE SEPTAL HEPÁTICA EM RATOS(MODELO EXPERIMENTAL DA INFECÇÃO COM O NEMATODA CAPILLARIA HEPÁTICA).
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    Resumo:
    A fibrose septal é um achado histológico que ocorre em diferentes doenças crônicas do fígado e sua patogenia ainda é desconhecida. Algumas hipóteses, como alterações na circulação intra-hepática e participação de mastócitos já foram descartadas. Estudos com modelos experimentais vêm comprovando que a resposta imune está envolvida no seu desenvolvimento. Até o momento estes estudos exploraram a resposta imune humoral. Os resultados demonstraram que o nível de anticorpos no soro não tem relação direta com o surgimento da fibrose septal. Todos os trabalhos na literatura sugerem que a resposta imune celular deve ser pesquisada. Este trabalho propõe contribuir, com um estudo inicial, para o entendimento da participação da população celular na formação dos septos fibrosos, utilizando o modelo experimental de ratos infectados pelo nematoda Capillaria hepatica. Para este estudo, 19 ratos Wistar albinos adultos, ambos os sexos, foram distribuídos em três grupos: 1) infectados pelo nematoda C. hepatica (modelo imunológico); 2) controles normais; e 3) controles com fibrose provocada por tetracloreto de carbono (CCl4) (modelo hepatotóxico). Foram pesquisadas células CD4+, CD8α+ e NKR-P1A+, no fígado e baço destes animais, utilizando-se as técnicas de citometria de fluxo, imunohistoquímica e morfometria. Os números de células CD4+ e CD8α+ aumentaram no fígado dos animais com fibrose septal (infectados pela C. hepatica) em comparação aos animais normais ou aos animais tratados com CCl4. Somente nos animais infectados, células CD4+ e NKR-P1A+ foram observadas nos septos fibrosos, enquanto células CD8α+ se encontravam próximas a estes. Estes resultados podem indicar uma participação direta destas células na formação dos septos fibrosos, e com isto, fortalecem a idéia de que a resposta imune celular está envolvida na patogenia da fibrose septal.

    Palavras-chave: Fibrose septal, Capillaria hepatica, patogenia, resposta imune.

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2006

    Banca examinadora:
    Christina Maeda Takiya
    José Orivaldo Mengel Júnior
    Zilton de Araújo Andrade
    Currículo Lattes


  • CARINE MACHADO AZEVEDO
    ALTERAÇÕES INDUZIDAS EM BIOMPHALARIA GLABRATA(SAY 1818) APÓS TENTATIVAS DE ESTIMULAÇÃO ARTIFICIAL DO SEU SISTEMA INTERNO DE DEFESA.
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    Resumo:
    A Biomphalaria glabrata pode responder de diferentes maneiras à penetração dos miracídios de Schistosoma mansoni, conforme os variados graus de resistência existentes entre as diferentes linhagens. Sabe-se que o caráter resistência/susceptibilidade é determinado geneticamente, sendo a resistência dominante sobre a susceptibilidade. Por outro lado, caramujos muito susceptíveis de início (como os da linhagem FS) podem vir a exibir um padrão de eliminação de cercárias e de reações histopatológicas sugestivo da presença de alta resistência, com o decorrer do tempo de infecção. Esta observação sugere que a B. glabrata pode desenvolver um tipo de imunidade adaptativa. O presente trabalho teve como objetivo estudar o comportamento da infecção pelo S.mansoni em B. glabrata após tentativa de estimulação artificial do Sistema Interno de Defesa destes caramujos. Para isso, caramujos foram previamente inoculados (Grupo I) com miracídios irradiados; tratados com antígenos do S. mansoni (Grupo IIA) ou de um outro parasito a ele não relacionado, a Capillaria hepatica (Grupo IIB); e um outro grupo (Grupo III) constituído por caramujos infectados e posteriormente tratados com oxamniquina + praziquantel. Em seguida, os animais de todos os grupos foram desafiados com 20 miracídios normais, exceto o último grupo, pois no mesmo não ocorreu a cura esperada. Os animais de todos os grupos foram analisados quanto à emissão de cercarias e sacrificados em diferentes pontos da infecção para exame histopatológico. Nos tecidos dos animais previamente “sensibilizados” apareceram nódulos de proliferação hemocitária (granulomas) sem elementos parasitários em seu interior, sendo em menor numero e intensidade no grupo inoculado com antígeno de C. hepatica. O aparecimento destes granulomas não evitou o desenvolvimento normal da infecção de prova, a qual ocorreu em vários órgãos sem aparente reação do hospedeiro, com emissão de cercarias, tal como visto nos controles. Os dados indicam que os hemócitos reagem focalmente e que sua mobilização por estimulação “antigênica” não se transmite ao resto da população hemocitária.

    Palavras-chave: hemócitos, Biomphalaria glabrata, Schistosoma mansoni, reação a antígenos

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 2006

    Banca examinadora:
    Paulo Marcos Zech Coelho
    Marlene Campos Peso de Aguiar
    Zilton de Araújo Andrade
    Currículo Lattes


  • JOÃO PAULO SENA CHAGAS DE OLIVEIRA
    AVALIAÇÃO DO POLIMORFISMO GENÉTICO EM ISOLADOS DE LEISHMANIA AMAZONENSIS
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    Resumo:
    Parasitas da espécie Laishmania amazonensis estão associados com casos de leishmaniose cutânea, muco-cutânea, difusa e visceral. Assim, este trabalho teve como objetivo investigar o polimorfismo genético entre isolados de L. amazonensis. Para isso, isolados de L. amazonensis obtidos de pacientes com diferentes manifestações clínicas da leishmaniose foram analisados usando técnicas moleculares como RAPD; SSR-PCR; PFGE; seguido de hibridações com sondas cromossomo específicas e análise filogenética dos ITSs 1 E 2 do lócus do RNA ribossomal. Também foi avaliada a taxa de infecção em macrófagos humanos e murinos, e a susceptibilidade de promastigotas ao óxido nítrico. Os padrões de RAPD, SSR-PCR e PFGE foram utilizados para a cosntrução de dendrogramas UPGMA mostrando que os diferentes “clusters” em relação aos outros isolados. A árvore filogenética obtida mostra uma divisão entre os isolados de formas tegumentares e os isolados da forma visceral da doença. As hibridações moleculares evidenciam o polimorfismo de tamanho de cromossomos. Não houve diferença nas taxas de infecção de macrófagos entre os diferentes isolados testados bem como na susceptibilidade ao óxido nítrico. Em conjunto, esses dados confirmam a existência de polimorfismo genético em L. amazonensis.

    Palavras-chave: 

    Orientador: Camila Indiane de Oliveira

    Financiador: 

    Defesa: 2006

    Banca examinadora:
    Joice Neves Reis
    Luiz Carlos Júnior Alcântara
    Camila Indiani de Oliveira


  • TORRICELI SOUZA THÉ
    ESTUDO DA HIPERSENSIBILIDADE TARDIA NA FASE CRÔNICA DA INFECÇÃO EXPERIMENTAL PELO TRYPANOSOMA CRUZI : EFEITO DA CICLOFOSFAMIDA EM BAIXAS DOSES NA EXACERBAÇÃO DAS LESÕES.
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    Resumo:
    O Trypanosoma cruzi, agente etiológico da doença de Chagas, determina no homem e em outros vertebrados uma infecção aguda que cursa com miocardite, evoluindo para o óbito em baixa percentagem de casos ou para uma fase crônica. Nesta, o indivíduo pode permanecer em uma forma assintomática, sem alterações eletrocardiográficas e ou radiológicas do coração ou do trato digestivo a qual representa a forma indeterminada da doença. As lesões cardíacas nestes casos são representadas por focos isolados de infiltração por células inflamatórias e são auto-limitadas. Alguns podem evoluir para uma forma crônica cardíaca progressiva, com ou sem envolvimento do tubo digestivo. Os fatores responsáveis pela transição de uma forma indeterminada para uma forma cardíaca da doença, ainda não estão bem esclarecidos. Células regulatórias, CD4+CD25+, podem participar na modulação do sistema imune do hospedeiro, impedindo a progressão do processo inflamatório, por um mecanismo de supressão da hipersensibilidade tardia. Estudos em cães na forma indeterminada demonstraram que o uso de ciclofosfamida em baixas doses interfere na rede supressora imunológica, causando exacerbação das lesões cardíacas. Com o objetivo de estudar o mecanismo envolvido na transição entre a forma indeterminada e a forma crônica cardíaca e o papel da ciclofosfamida na modulação da resposta imunológica, dois grupos de camundongos BALB/C foram infectados com a cepa Colombiana do T. cruzi e acompanhados até a fase crônica (180 dias). Um grupo foi submetido ao tratamento com ciclofosfamida na dose 20mg/kg, ministrado em 3 dose semanais/mês. Um grupo de animais infectados não tratados foi deixado como controle. Todos foram submetidos ao teste cutâneo, pela injeção intradérmica na pata, de antígeno de T. cruzi (3mg/mL). Para estudo evolutivo da hipersensibilidade tardia (24h, 48h, e 72h). Foi feita a medida das patas que receberam antígeno e as que receberam solução salina como controle, comparando os grupos tratados aos não tratados. Coração e músculo esquelético foram submetidos a estudo histopatológico. Também foi feito estudo imunohistoquímico, objetivando caracterizar as populações de células CD4+, CD8+, do infiltrado inflamatório e CD25+ do baço. Nos animais tratados com ciclofosfamida em baixas doses as lesões de miocárdio foram intensificadas, com presença no miocardio de lesões focais necrótico inflamatórias, as quais eram raras ou ausentes, no grupo somente infectado. A reação da pata destes animais também mostrou maior intensidade na resposta ao teste cutâneo com antígeno parasitário, evidenciada pela medida da espessura da pata e pela análise histopatológica com lesões intradérmicas focais, infiltrativas, perivasculares e intersticiais. A imunomarcação das subpopulações de células analisadas mostrou o predomínio de linfócitos T CD8 tanto no grupo tratado como no grupo somente infectado. Foi visto que o tratamento com ciclofosfamida em baixas doses aumentou significativamente a quantidade de células T CD8 positivas no coração dos animais. Em relação às células T CD4 não houve aumento significativo destas nos animais submetidos ao tratamento. A imunomarcação das células T regulatórias (Treg) no baço mostrou um aumento significante no número de células em ativação inicial, que expressam marcadores de superfície CD25 as quais também estão envolvidas na regulação do sistema imune do hospedeiro. Conclui-se com este trabalho que a ciclofosfamida em baixas doses interfere na rede supressora imunológica favorecendo o aumento das lesões inflamatórias e também aumento de reações de hipersensibilidade tardia e que isto se correlacionou com modificações em subpopulações celulares importantes na patogenia de lesões na fase crônica da doença de Chagas.

    Palavras-chave: Trypanosoma cruzi, Doença de Chagas, Forma indeterminada, Ciclofosfamida

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2006

    Banca examinadora:
    Ájax Mercês Atta
    Eduardo Antônio G. Ramos
    Sônia Gumes Andrade


  • ROBSON AMARO AUGUSTO DA SILVA
    AVALIAÇÃO DA IMUNIZAÇÃO DE HAMSTERS COM PLASMÍDEOS CODIFICANTES PARA COMPONENTES SALIVARES DE LUTZOMYIA LONGIPALPIS ( LJM 19) E/OU ANTÍGENO PRASITÁRIO ( KMP11) CONTRA A INFECÇÃO POR LEISHMANIA CHAGASI.
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    Resumo:
    A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica causada por protozoários que fazem parte do complexo Leishmania donovani. Fagócitos mononucleares constituem uma população de células heterogêneas com uma ampla variedade de fenótipos, diferenciação funcional participando tanto da imunidade inata como da adaptativa. Cisteino proteases de parasitos estão engajadas em vários processos como alimentação, infecção de células do hospedeiro e evasão da resposta imune. Cininas são peptídeos inflamatórios e que recentemente têm sido envolvidas em fenômenos de invasão. Neste trabalho, avaliamos o papel das cisteino proteases da L. chagasi na interação com o sistema das cininas, no processo de entrada e multiplicação dos parasitas no interior de macrófagos de hamsters e camundongos BALB/c. [MATERIAL E MÉTODOS] Macrófagos de baço e peritônio foram isolados por adesão em placa de cultura de células, sendo infectados com Leishmania chagasi (5:1) por quatro horas adicionando-se ao meio captopril, bradicinina, cininogênio e HOE-140 e/ou realizando pré-tratamento das Leishmanias com N-metilpiperazina-urea-Phe-homoPhe-vinilsulfona-benzeno (VS) quando necessário. As células foram fixadas, coradas com H&E e avaliadas por microscopia óptica. Os sobrenadantes das culturas foram coletados e avaliados por ELISA quarenta e oito horas após o experimento de invasão. [RESULTADOS] As taxas de infecção se mostraram significantemente aumentadas quando cininogênio ou bradicinina foi adicionada aos meios de cultura. Nestas condições, observou-se produção de IL-10 em sobrenadantes de cultura de células J774. Estes efeitos foram revertidos pelo antagonista do receptor B2 da bradicinina (HOE-140) e pela VS. A ativação do receptor B2 da bradicinina aumentou a proliferação de Leishmanias no interior de macrófagos esplênicos 72 horas após a infecção.[CONCLUSÃO] Estes resultados indicam que a sinalização pelo receptor de bradicinina pode ser utilizada pela Leishmania chagasi nas primeiras etapas da infecção, podendo ser de fundamental importância para o estabelecimento do parasita.

    Palavras-chave: Leishmania chagasi; Macrófagos; Leishmaniose Visceral; Bradicinina; Infecção

    Orientador: Cláudia Ida Brodskyn

    Financiador: 

    Defesa: 8

    Banca examinadora:
    Momtchilo Russo
    Roque Pacheco de Almeida
    Cláudia Ida Brodskyn


  • NATHANAEL DE FREITAS PINHEIRO JÚNIOR
    ADESÃO DE FAGÓCITOS MONONUCLEARES AO TECIDO CONJUNTIVO NA LEISMANIOSE : PAPEL DE INTEGRINAS B E RECEPTORES DE QUIMIOCINAS
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2006

    Banca examinadora:
    João Santana da Silva
    Camila Indiani de Oliveira
    Washington L. Conrado dos Santos


  • ALINE FELIZARDO MAGRE
    EFEITOS DA FOSFORILAÇÃO DE PROTEÍNAS EM LEISHMANIA (L.) AMAZONENSIS.
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    Resumo:
    Leishmania spp. são protozoários parasitas causadores de várias patologias humanas, que incluem desde úlceras cutâneas simples, com resolução espontânea, até comprometimento visceral, potencialmente fatal. O ciclo de vida do parasito apresenta duas formas evolutivas e numerosos morfotipos. A diferenciação durante o ciclo evolutivo do parasito é induzida por modificações no microambiente e é controlada, entre outros fatores, por um complexo balanço entre fosforilação e defosforilação de proteínas específicas, principalmente em resíduos de tirosina, serina e treonina. Ao contrário de células de mamíferos, pouco se conhece a cerca das cascatas de sinalização de protozoários. Nesse estudo foram testados os efeitos dos inibidores de proteína cinases estaurosporina, genisteína e tirfostina 25 na proliferação in vitro de L. (L.) amazonensis. Concentrações a partir de 1 µM de estaurosporina resultaram no completo bloqueio do crescimento celular. Genisteína (10-100 µM) e tirfostina 25 (50-150 µM) inibiram o crescimento de forma dose-dependente. O perfil eletroforético dos parasitos tratados não revelou modificações significativas na expressão de proteínas, mas a fosforilação em resíduos de tirosina e serina foi diminuída. A análise por microscopia eletrônica de transmissão dos parasitos revelou alterações na morfologia mitocondrial, no empacotamento do kDNA, no número de corpúsculos basais e flagelos e, em algumas células, um grande aumento no volume da bolsa flagelar, sugerindo alterações nas vias endocítica e/ou exocítica. Com o objetivo de abordar tais vias neste parasito, estudamos bioquimicamente e citoquimicamente a atividade fosfatase ácida. Parasitos tratados com os três inibidores por 1 h e 24 h apresentaram atividade fosfatase ácida secretada significativamente diminuída. Com a finalidade de estudar as vias de sinalização do parasito na interação com a célula hospedeira, promastigotas pré-tratados com os antagonistas foram incubados com macrófagos peritoneais. Observamos que estaurosporina 1 µM inibiu, de forma significativa, a internalização e a sobrevivência intracelular dos parasitos. Nossos dados sugerem que inibidores de proteína cinases podem exercer efeitos na morfologia, infectividade e proliferação de Leishmania, bloqueando o ciclo celular desses parasitos. Palavras chave: Leishmania, biologia celular, parasitologia.

    Palavras-chave: biologia celular; proliferação celular; fosforilação; protozoários parasitas; Leishmania

    Orientador: Marcos André Vannier dos Santos

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Ulisses Gazos Lopes
    Patrícia Sampaio Tavares Veras
    Marcos André Vannier dos Santos
    Currículo Lattes


  • DANIEL ABENSUR ATANASIO
    ESTUDO EXPERIMENATL COMPARATIVO DA INFECÇÃO POR LEPTOSPIRAS PATOGÊNICAS NO HAMSTER E NO RATO.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Antônio Walter Ferreira
    Zilton Andrade
    Mitermayer Galvão dos Reis



  • 2003

  • FERNANDA DE ALBUQUERQUE PEREIRA
    ESTUDO DO POLIMORFISMOS NOS GENES DAS CITOCINAS ( TGF-BETA1 , IFN-GAMA, IL-6 , IL-10 E TNF-ALFA) EM INDIVÍDUOS PORTADORES DA INFECÇÃO CAUSADA PELO VÍRUS HEPATITE C.
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    Resumo:
    As citocinas possuem um papel fundamental na regulação da resposta imunológica. Na infecção causada pelo vírus da hepatite C (VHC), os níveis de produção das citocinas podem interferir na progressão da doença, persistência viral e resposta terapêutica. Os genes de citocinas são polimórficos em sítios específicos, e determinados polimorfismos localizados em regiões codificadoras/regulatórias podem alterar a expressão e a secreção das citocinas. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a freqüência de alelos polimórficos nos genes do TNF-alfa, TGF-beta1, IL-10, IL-6, e IFN-gama em pacientes portadores da infecção crônica causada pelo vírus da hepatite C. Foram avaliados 128 indivíduos, 34 mulheres e 94 homens, com o diagnóstico de infecção pelo vírus da hepatite C baseado em achados laboratoriais. A genotipagem das citocinas foi realizada através da PCR-SSP, utilizando o kit da One Lambda Incorporation – “Cytokine Genotyping Tray”. Foram comparadas as distribuições dos seguintes polimorfismos: TNF-alfa (-308G/A), TGF-beta1 (códon10 T/C, códon 25 G/C), IL-10 (-1082 A/G; -819T/C; -592A/C), IL-6 (-174G/C) e IFN-gama (+874T/A), entre estes indivíduos infectados pelo VHC e controles sadios doadores de sangue. Foi observada diferença estatisticamente significante na freqüência do polimorfismo do gene do TGF-beta1 (códon 25) entre os indivíduos sadios e os indivíduos infectados com VHC . Não foi observada significância estatística nas freqüências alélicas e genotípicas dos genes que codificam TNF-alfa, IFN-gama, IL-10, TGF-beta1 (códon 10) e IL-6 entre indivíduos infectados com o VHC e controles sadios. Estes achados sugerem uma associação entre o polimorfismo do gene do TGF-beta1 (códon 25) e a susceptibilidade para o desenvolvimento da infecção crônica causada pelo VHC. Estudos complementares de indivíduos expostos ao VHC que conseguiram eliminar o vírus e de pacientes portadores do VHC com avaliação do grau de lesão hepática são necessários para determinar o papel do polimorfismo do gene do TGF-beta1 (códon 25) na susceptibilidade e no estadiamento / progressão da infecção causada pelo VHC.

    Palavras-chave: Hepatite C; Polimorfismo; Genes; Citocinas

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Edécio Cunha Neto
    Amélia Maria Ribeiro de Jesus
    Mitermayer Galvão dos Reis


  • JORGE SADAO NIHEI
    ESTUDO DA MIGRAÇÃO DE CÉLULAS T NK1.1+ NO MÚSCULO ESTRIADO , DURANTE A INFECÇÃO EXPERIMENTAL PELO TRYPANOSOMA CRUZI EM ANIMAIS DESPROVIDOS DE LINFÓCITOS B FUNCIONAIS.
    Mais detalhes

    Resumo:
    Foi anteriormente demonstrado que as células NK (Natural Killer) estão relacionadas às bases para resistência à infecção por Trypanosoma cruzi, pois a depleção de células positivas para NK1.1+ resulta em alta parasitemia de camundongos C57Bl/6 infectados pelo T. cruzi. Estudos de nossa equipe indicaram ainda que as células T NK1.1+ poderiam induzir a formação de células T efetoras/memória, e que a resistência à infecção foi correlacionada com a quantidade de células T CD4+ CD45RBneg presentes antes da infecção. No presente estudo avaliamos a função regulatória de células T NK1.1+ durante a infecção experimental pelo T. cruzi, na ausência de linfócitos B. Utilizamos os seguintes animais: C57Bl/6 controles, MT C57Bl/6, MT reconstituídos (com células B de C57Bl/6 ou B de C57Bl/6 IL-10KO) ou tratados com imunoglobulinas. Neste modelo experimental, observamos que os animais MT apresentaram menores números de células T efetoras/memória no baço comparados aos controles (C57Bl/6), na fase aguda de infecção. A reconstituição com células B ou o tratamento com Ig em animais MT infectados resultou em aumento de células T efetoras/memória, comparado ao controle (MT infectado). Da mesma maneira e até fase crônica de infecção, a transferência adotiva de células B em animais MT causa persistência de células T efetoras/memória no baço. Como a molécula de CD1 (encontrada sobre células B e dendríticas) é reconhecida por células NK1.1, a expressão desta molécula foi também avaliada durante a infecção. Após a infecção, houve diminuição de células CD1+ no baço de animais C57Bl/6, e ausência destas células nos MT. A recuperação desta população celular no baço de MT infectados após reconstituição com linfócitos B foi concomitante à reposição de células T CD4+ NK1.1 no músculo esquelético destes mesmos animais. Houve ainda aumento de CD4+NK1.1 também no músculo esquelético dos animais MT reconstituídos com linfócitos B provenientes de C57Bl/6 IL-10KO. De modo interessante, a depleção de NK1.1 durante a fase crônica, causou aumento de células T efetoras/memória encontradas no músculo esquelético de animais MT. Esses resultados estão relacionados aos dados de histopatologia, onde foi evidenciado maior infiltrado inflamatória no tecido muscular de animais MT tratados com anti-NK1.1, durante a fase crônica da infecção. Nossos resultados indicam desse modo que a presença da célula B estaria ligada à formação de células T CD45RBneg na fase aguda e manutenção/aumento de memória imune na fase crônica de infecção, conferindo ao grupo de animais reconstituídos com células B, maior sobrevida. Sugere-se, portanto que as células T CD4+ NK1.1+ poderiam ser regulatórias no sentido de apresentar atividade anti-inflamatória e que as células +NK1.1+ exerceriam função auxiliar na geração de células T efetoras/memória em nosso sistema experimental.

    Palavras-chave: Célula T NK1.1+; Transferência de linfócitos B; Célula T; Trypanosoma cruzi; Imunorregulação

    Orientador: Fabíola Cardillo

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Edilberto Postol
    Cláudia Ida Brodskyn
    Fabíola Cardillo


  • MARIA BETÂNIA SOUZA DA SILVA
    PREVALÊNCIA E GENOTIPAGEM DO VÍRUS DA HEPATITE C EM USUÁRIOS DE DROGA INTRAVENOSA NA CIDADE DE SALVADOR-BAHIA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    O vírus da hepatite C (VHC) é um vírus RNA, considerado atualmente como o maior agente causador de doença hepática crônica e está associado com cirrose e câncer de fígado. A sua identificação em 1989, permitiu o desenvolvimento de um teste imunoenzimático para detecção de anticorpos contra o VHC e, portanto, o diagnóstico laboratorial específico, possibilitando a exclusão de doadores em bancos de sangue. Baseados nesses imunoensaios, sobretudo nas técnicas moleculares para detecção do VHC-RNA e VHC-genotipos, pode-se estimar a prevalência do VHC, que tem distribuição cosmopolita. Com aproximadamente 170 milhões de pessoas contaminadas no mundo. O VHC é difundido por transmissão parenteral de fluidos sanguíneos, principalmente sangue e hemoderivados, figurando o uso de drogas intravenosas como principal fator de risco. Com intuito de determinar a prevalência do VCH e seus genótipos entre os usuários de drogas injetáveis na cidade de Salvador-Bahia, Brasil, 398 amostras de sangue foram coletadas, nas áreas do Calabar, Engenho Velho da Federação e Ribeira e a prevalência foi estimada pela presença de anti-VHC detectados por ELISA 3a geração e confirmada por RT-PCR. A prevalência e viremia entre estes indivíduos foram de 35,2 % e 83,8 % dos anti-VHC positivos respectivamente. As amostras VHC-RNA positivas foram genotipadas por RFLPs dirigido para região 5´NC do VHC. Os valores encontrados para os genótipos predominantes diferiram dos estudos inicias, realizados na Europa em usuários de drogas intravenosas, contudo concorda com os dados mais recentes da literatura. Com 76,4 % o genótipo 1 foi mais prevalente neste estudo, diferindo do tipo encontrado no grupo de não-UDI que foi o 3. A prevalência neste grupo foi 5,3%, mais de duas vezes do encontrado na população em geral, descrito em estudo prévio. Este dado sugere a possibilidade de existir outros fatores paralelos ao uso de droga intravenosa contribuindo para transmissão do vírus.

    Palavras-chave: Vírus da Hepatite C (VCH); Usuário de droga intravenosa; Genotipo

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Clara Fumiko Tachibana Yoshida
    Zilton de Araújo Andrade
    Mitermayer Galvão dos Reis


  • JULIANA PERRONE BEZERRA DE MENEZES
    AVALIAÇÃO DO PAPEL DE MACRÓFAGOS MURINOS NA INFECÇÃO POR MICOBACTÉRIAS AMBIENTAIS
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    Resumo:
    Micobactérias ambientais podem ser encontradas em água, solo, poeira, alimentos e animais. A importância do estudo dessas micobactérias tem aumentado nos últimos anos, principalmente, devido à predisposição de pacientes com imunodeficiência à infecção por essas espécies de micobactéria. Além disso, a exposição a micobactérias ambientais pode constituir um dos fatores associados à baixa eficácia da imunização com a vacina BCG. As manifestações da doença, assim como a manutenção da infecção micobateriana, dependem da interação entre a micobactéria e o sistema imune do hospedeiro. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a resposta de macrófagos peritoneais de camundongos susceptíveis BALB/c infectados com M. intracellulare ou M. fortuitum. Foram avaliadas as diferenças entre essas duas espécies quanto à capacidade de infectar e sobreviver no interior de macrófagos peritoneais, tratados ou não por IFN-gama, e induzir a produção de óxido nítrico e fusão de fagossomas com lisossomas da célula hospedeira. Foi observado que os macrófagos infectados com M. fortuitum apresentam um maior percentual de células infectadas que aqueles infectados com M. intracellulare, após 4, 24 e 48 horas de infecção. Entretanto, tanto M. fortuitum quanto M. intracellulare são capazes de sobreviver no interior de macrófagos peritoneais, pois não há alteração da carga bacilar dessas duas espécies de micobactéria ao longo da infecção. Observamos ainda que M. intracellulare induziu uma maior produção de óxido nítrico por macrófagos primários infectados e tratados por IFN-gama que M. fortuitum. No entanto, o pré-tratamento com IFN-gama não alterou o percentual de células infectadas nem a viabilidade de M. intracellulare ou M. fortuitum. Com relação à fusão de fagossomas com lisossomas da célula hospedeira, observamos que M. fortuitum induz mais fusão que M. intracellulare e que o tratamento por IFN-gama aumenta a fusão de fagossomas induzidos por M. fortuitum, mas não daqueles induzidos por M. intracellulare. Os dados obtidos neste trabalho mostram que, in vitro, M. fortuitum e M. intracellulare interagem de formas distintas, levando à diferentes respostas do macrófago e a destinos intracelulares distintos. Mostramos ainda que M. intracellulare e M. fortuitum são resistentes ao óxido nítrico produzido por macrófagos após ativação por IFN-gama. Além disso, mostramos que o aumento da produção de óxido nítrico se associa ao aumento da carga bacilar de M. intracellulare.

    Palavras-chave: 1. Micobactérias ambientais. 2. M. intracellulare. 3. M. fortuitum. 4. Macrófago.

    Orientador: Patrícia Sampaio Tavares Veras

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Maria da Glória B. de Almeida
    Sérgio Marcos Arruda
    Patrícia Sampaio Tavares Veras


  • DEBORACI BRITO PRATES
    ESTUDO PROTÉICO DA SALIVA DE LUTZOMYIA LONGIPALPIS (LUTZ & NEIVA, 1912) (DÍPTERA: PHLEBOTOMINAE) E O EFEITO DE SEUS EXTRATOS UTILIZANDO O MODELO DO BOLSÃO INFLAMATÓRIO).
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    Resumo:
    O conteúdo protéico da saliva de Lutzomyia longipalpis (Lutz & Neiva, 1912) (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) foi estudado. Este flebotomíneo é o principal vetor da Leishmaniose Visceral Americana em várias regiões do Brasil. A saliva de vetores desempenha um importante papel na obtenção do alimento sanguíneo, na lubrificação das peças bucais e na transmissão dos parasitos. O conteúdo e o perfil protéico da glândula salivar de fêmeas de Lu. longipalpis em jejum sanguíneo e alimentadas com sangue foram analisados em diferentes momentos. O conteúdo protéico da glândula salivar de fêmeas em jejum aumentou de 1,955 ug/mL no primeiro dia após emergência do inseto adulto para 7,457 ug/mL no terceiro dia, não variando muito até o sétimo dia. Um dia após a alimentação sanguínea, o conteúdo protéico diminuiu para 5,046 ug/mL, porém essa concentração aumentou nos dias subseqüentes, atingindo 8,172 ug/mL no sétimo dia. O conteúdo de proteínas em machos foi menor que em fêmeas. O perfil eletroforético das proteínas da saliva de fêmeas foi analisado por SDS-PAGE. Bandas correspondentes a 45 KDa foram mais intensas. A maioria dos polipeptídeos presente na saliva das fêmeas em jejum estava também presente em fêmeas alimentadas. Contudo, em fêmeas com um dia após a emergência não foi possível observar as bandas de 6, 24, 27 e 130 KDa e em fêmeas com um dia após a alimentação sanguínea, não foi possível observar as bandas de 6, 16, 27, 32, 37, 49, 61 e 130 KDa. O perfil eletroforético bidimensional (2D) de proteínas da saliva de fêmeas com 3, 5 e 7 dias após a emergência revelou um predomínio de peptídeos entre 14 e 45 KDa. O gel 2D de proteínas da saliva de fêmeas com 3 dias revelou 82 spots, o gel de 5 dias revelou 30 spots e o gel de 7 dias, 48 spots; todos os spots foram correspondentes. Além disso, o efeito da saliva e de 6 frações suas, obtidas por HPLC, no recrutamento de leucócitos foi estudado utilizando o modelo do bolsão de ar inflamatório em camundongos BALB/c. Os neutrófilos foram as células predominantes no exsudato. Porém, o recrutamento de macrófagos foi diferencial entre os grupos. O SGS induziu maior recrutamento de macrófagos e os extratos 5, 9 e 10 tiveram uma capacidade de recrutamento de macrófagos acima de 50% com relação ao SGS. Eosinófilos também estiveram presentes no exsudato inflamatório, principalmente quando utilizado o SGS e os extratos 5 e 9 como estímulos.

    Palavras-chave: Lutzomyia longipalpis, saliva, SDS-PAGE, eletroforese bidimensional, bolsão inflamatório.

    Orientador: Aldina Maria Prado Barral

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Constância Flávia Junqueira Ayres
    Washington L. Conrado dos Santos
    Aldina Maria Prado Barral


  • MATHEUS SANTOS DE SÁ
    AVALIAÇÃO INICIAL DE ATIVIDADES IMUNOMODULADORAS DE EXTRATOS DE PELES E GLÂNDULAS PAROTÓIDES DE ANUROS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO
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    Resumo:
    [INTRODUÇÃO] A pele dos anfíbios exibe um verdadeiro arsenal de compostos químicos naturais, com diversificadas atividades biológicas. Esses compostos fazem parte de um complexo sistema de defesa passiva dos anfíbios contra substâncias prejudiciais com as quais eles têm contato nos seus habitats. O semi-árido brasileiro abrange cerca de aproximadamente 11,5% do território nacional, incluindo oito estados da região nordeste e dois da sudeste. O objetivo do trabalho foi investigar a atividade imunomoduladora dos extratos preparados de peles (EP) e glândulas (EG) de espécies de anuros nativos ou endêmicos da região do semi-árido brasileiro. [MÉTODOS] Extratos aquosos foram obtidos a partir da homogeneização da pele dos anuros. (espécies Hyla crepitans, Hyla albopunctata, Hyla spn, Leptodactylus ocellatus, Bufo rubescens, Ceratophrys joazeirensis, Hyla spn2 e Bufo Jimi) em PBS. Para a avaliação da inibição da produção de NO, nós utilizamos células da linhagem J774 (monócitos) que foram cultivadas na presença de IFN-gama, LPS e os extratos (EP e EG). Visando a avaliação da possível capacidade dos extratos em modularem a atividade de macrófagos na produção de NO e de interferir na proliferação de linfócitos, realizamos dosagem de nitrito através do método de Griess e o cultivo de esplenócitos de camundongos BALB/c estimulados com concanavalina A na presença dos extratos de anuros em concentrações atóxicas, respectivamente. A inibição da linfoproliferação foi determinada pela incorporação de 3H–timidina. [RESULTADOS] Dos oito extratos analisados, três tiveram atividade inibitória superior a 50% da proliferação de esplenócitos estimulados e apenas um extrato na inibição da produção de NO. Um desses extratos (preparado a partir da pele de Bufo rubescens) apresentou atividade inibitória de 100%. Identificamos uma molécula ativa neste extrato, com atividade supressora, que é termo-estável e está presente numa fração de peso molecular menor que 10 kDa. [CONCLUSÃO] Nosso trabalho demonstra que espécies de anuros são uma potencial fonte de moléculas com atividade imunomoduladora. Estudos para isolar e caracterizar a molécula ativa da pele de Bufo rubescens estão sendo realizados.

    Palavras-chave: Atividade imunomoduladora; Anuros; Semi-árido brasileiro

    Orientador: Milena Botelho Pereira Soares

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Mariano Gustavo Zalis
    Geraldo Gileno de Sá Oliveira
    Milena Botelho Pereira Soares


  • VIVIANE S. BOAVENTURA DE OLIVEIRA
    CONTRIBUIÇÃO DA AVALIAÇÃO OTORRINOLARINGOLÓGICA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL E NA DETECÇÃO PRECOCE DA LEISHMANIA MUCOSA
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    Resumo:
    Apresentamos dois trabalhos onde investigamos a leishmaniose mucosa (LM) quanto ao diagnóstico precoce e à diferenciação com outras patologias nasais. No primeiro artigo avaliou-se a mucosa nasal de pacientes com leishmaniose cutânea (LC) primária em atividade, buscando diagnóstico precoce de lesão metastática. Por 18 meses foi realizado exame otorrinolaringológico de rotina nos pacientes com diagnóstico de LC primária no ambulatório do Centro de Referências para Doenças Endêmicas Pirajá da Silva (CERDEPS/PIEJ) – no município de Jequié-Bahia. Além da investigação clínica foram realizadas sorologia, reação intradermica de Montenegro (IDRM), biópsia com estudo anatomo-patológico, imunohistoquímica (IMH) e isolamento dos parasitas. Foram encontrados seis casos de doença mucosa e cutânea concomitantes em pacientes com LC primária em atividade. Desses, em cinco a doença estava restrita à mucosa nasal. A maioria apresentava linfadenopatia e IDRM positiva. Cinco casos foram confirmados pela histopatologia com imunohistoquímica ou pela cultura com isolamento do parasita em hamster. A avaliação da produção de citocinas sérica e in vitro, após estimulação de células mononucleares do sangue periférico com antígeno de Leishmania, mostrou não haver diferença estatisticamente significante entre os pacientes com LC e LM concomitantes e aqueles com LC localizada. A identificação de lesão mucosa em pacientes com LC primária certificou a importância da avaliação clínica rotineira da mucosa nasal. No segundo artigo, investigamos a elevada notificação de LM no estado do Acre no ano de 2002. Avaliando 44 pacientes encaminhados com suspeita de LM, verificamos que a leishmaniose foi confundida com diversas doenças da mucosa nasal, utilizando-se como critérios diagnósticos apenas a história clínica e a IDRM. Pelo exame otorrinolaringológico foi possível afastar a suspeita de LM ativa ou cicatrizada em 31 pacientes. Foram realizadas oito biópsias de lesão mucosa. Seis casos de LM foram confirmados pela anatomia patológica com IMH e dez pelo PCR (polimerase chain reaction), cuja sensibilidade foi de 100%. Os erros diagnósticos levaram ao tratamento inadequado com glucantime de pacientes sem LM e o retardo do diagnóstico de outras patologias nasais além do tratamento incorreto de formas clínicas mais graves da LM. Os trabalhos evidenciaram a importância da participação de um otorrinolaringologista na avaliação clínica rotineira de pacientes com leishmaniose na área endêmica.

    Palavras-chave: Leishmaniose mucosa; Otorrinolaringologia; Diagnóstico

    Orientador: Aldina Maria Prado Barral

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Alda Maria da Cruz
    Achiléa Cândida Lisboa Bittencourt
    Aldina Maria Prado Barral


  • TAÍS FONTOURA DE ALMEIDA
    AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DE OSTEOPONTINA NA INFECÇÃO IN VITRO E IN VIVO POR LEISHMANIA SP.
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    Resumo:
    Camundongos da linhagem CBA/J são resistentes à infecção por L. major e susceptíveis à infecção por L. amazonensis, apresentando distintos padrões morfológicos de resposta tecidual e da resposta imune. O infiltrado inflamatório nestes animais é composto principalmente por macrófagos. Macrófagos desempenham importante papel na infecção por Leishmania por serem as principais células hospedeiras do parasito, por apresentarem antígenos a linfócitos T específicos e por secretarem citocinas e quimiocinas. Pouco se sabe sobre os mecanismos envolvidos no recrutamento de macrófagos para o sítio da infecção, embora este seja um importante fenômeno para a manutenção e disseminação da infecção por Leishmania. Osteopontina (OPN) é uma proteína envolvida em migração e adesão celular e que tem sido relacionada à atração de macrófagos para sítios inflamatórios em resposta a diferentes estímulos patológicos, sendo os macrófagos o tipo celular que predominantemente responde a OPN. Este trabalho teve como objetivo avaliar a participação de osteopontina durante a infecção in vitro de macrófagos por Leishmania sp. e durante a infecção in vivo de camundongos CBA/J por este mesmo patógeno. Macrófagos peritoneais inflamatórios e camundongos CBA/J foram infectados por L. major ou L. amazonensis e a expressão de OPN foi avaliada, in vitro, através da expressão de RNAm e, in vivo, através de imunohistoquímica para OPN em células de infiltrados inflamatórios e de linfonodos de drenagem das lesões destes animais. Foi observado que há uma maior expressão de RNAm para OPN em tempos tardios após a infecção de macrófagos e em linfonodos de animais infectados por L. amazonensis. Por regressão linear, foi observada que essa maior expressão e maior número de células expressando OPN no linfonodo de drenagem são dependentes do tempo de infecção por L. amazonensis. Estes dados sugerem que OPN está envolvida na resposta de susceptibilidade de camundongos CBA/J à infecção por L. amazonensis e aponta para a necessidade de ampliar o conhecimento sobre o papel desta proteína no contexto da infecção por Leishmania.

    Palavras-chave: Camundongo CBA/J; Leishmania major; Leishmania amazonensis

    Orientador: Patrícia Sampaio Tavares Veras

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Nicolaus Albert Borges Schriefer
    Cláudia Ida Brodskyn
    Patrícia Sampaio Tavares Veras


  • HERMES PEDREIRA DA SILVA FILHO
    APLICABILIDADE DOS GENES PRÉ-S E S DO VÍRUS DA HEPATITE B(VHB) NOS ESTUDOS DE DIVERSIDADE GENÔMICA
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    Resumo:
    O estudo da diversidade genômica e do perfil molecular dos genes pré-S e S em isolados do VHB foi realizado com a utilização de técnicas da PCR (Polymerase chain reaction) e sequenciamento de DNA. Para genotipagem e análises filogenéticas utilizamos 40 amostras do norte e nordeste do Brasil, selecionadas aleatoriamente de pacientes portadores do VHB: 28 pacientes positivos para o AgHBe, na fase aguda da infecção e provenientes de Salvador-BA; 12 pacientes positivos para o AgHBs, na fase crônica da infecção e provenientes de Rio Branco-AC. O DNA do VHB foi detectado por Nested-PCR utilizando-se primers específicos para as regiões pré-S e S. Os produtos amplificados foram seqüenciados e suas seqüências foram analisadas utilizando os programas Phred/phrap e ABI Prism SEQSCAPE (Applied Biosystems). O alinhamento foi realizado pelo programa ClustalX (v.1.83) e análises filogenéticas foram realizadas pelos programas Mega3 e PAUP. Das 40 amostras oriundas da região norte e nordeste do Brasil, 57,5% (23/40) foram detectáveis por PCR e seqüenciadas. Das amostras provenientes do norte do Brasil verificamos uma diversidade genotípica; com a identificação dos genótipos A (55,6%), D (22,2%) e F (22,2%). Foi demonstrado, também, que na região nordeste, na qual temos poucos estudos dos aspectos genômicos do VHB, a presença do genótipo A (85,7%) e F (14,3%). No estudo destas amostras foram encontrados os seguintes sítios de mutações na região S do vírus: P49R, S61L, I86T e L109P, estando esta última na segunda alça imunodominante da proteína S (small protein) do envelope viral. Foram identificadas, também, mutações na região pré-S: G02E, Y129H, A79L, e a mutação S85P no elemento regulatório da região promotora do gene S (AgHBs); A mudança do nucleotídeo ocorreu sempre na primeira ou segunda posição do códon, reforçando a hipótese de seleção positiva. Estes resultados corroboram com estudos de mutações nas regiões pré-S/S do VHB e evidenciam a necessidade de se estabelecer uma vigilância molecular com o intuito de identificar a prevalência de mutações nas diversas regiões brasileiras, buscando relacioná-las aos genótipos circulantes diferentes formas de evolução da doença e impacto da vacina. A detecção de mutantes do AgHBs pode, ainda, ser extremamente útil para testes diagnósticos do VHB em doadores de sangue e órgãos.

    Palavras-chave: 1. Hepatite B. 2. Filogenia. 3. Diversidade genômica. 4. Mutação.

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Christian Maurice Gabriel Niel
    Luiz C. Júnior Alcântara
    Mitermayer Galvão dos Reis


  • PAULO ROBERTO SANTANA DE MELO
    DENGUE NA BAHIA: DINÂMICA DE DISPERSÃO DO VÍRUS COM A INTRODUÇÃO DO SOROTIPO 3 (DENV 3) NO ESTADO.
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    Resumo:
    O aparecimento de cada novo sorotipo do vírus da dengue no Brasil oferece uma oportunidade para entender como esta infecção é introduzida e subseqüentemente distribuída. Além do mais, este padrão tem implicação para disseminação de vírus similares em um país de tamanho continental. Finalmente, uma vez que o vetor possui hábitos peridomésticos, um novo sorotipo também modela a distribuição de outras infecções com um padrão de disseminação pessoa a pessoa em uma região com uma alta densidade vetorial. No final de 2001, o Brasil tinha somente sofrido epidemias com DENV-1 e DENV-2. Ambos estavam ativamente circulantes quando o DENV-3 foi introduzido em 2002, produzindo os primeiros casos de febre hemorrágica da dengue no estado da Bahia. Nós determinamos a prevalência e distribuição dos sorotipos do vírus no estado durante 2001, 2002 e 2003 baseados nos isolamentos virais do Laboratório Central do Estado (LACEN). Este laboratório é o centro de referência e processa todas as amostras de 30 diretorias regionais de saúde (DIRES). Em 2001, houve 169 isolamentos de DENV-1 e 53 de DENV-2. Em 2002, foram isolados 123 DENV-1, 50 DENV-2, além do aparecimento do DENV-3 (273 isolamentos). As freqüências relativas de isolamentos versus o tamanho da população e o número de amostras submetidas sugerem que estes isolamentos são reflexos da intensidade de sua circulação. Em janeiro de 2002, com DENV-1 e DENV-2 sendo isolados em todo o estado, 95% de todos os isolamentos de DENV-3 foram da capital, Salvador, e os 5% restantes foram de um município conurbado à mesma, onde situa-se o aeroporto de Salvador indicando que este sorotipo pode possivelmente ter chegado por via aérea. Em fevereiro, a infecção estava distribuída em cidades onde as três principais rodovias dão acesso. Em março, ocorreu uma fase de consolidação com o DENV-3 se estendendo em áreas entre as principais rotas terrestres, e em abril o número de isolamentos decaiu rapidamente. A distribuição do DENV-3 em 2002 foi distintamente diferente dos sorotipos circulantes na Bahia e reflete a introdução de um novo sorotipo no estado. Estes dados estão formando uma base para o desenvolvimento de modelos matemáticos com vistas a se predizer a possível introdução do DENV-4 e para o efeito de diferentes intensidades de outros sorotipos circulando simultaneamente.

    Palavras-chave: 

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Cláudia Nones Duarte dos Santos
    Maria da Glória Teixeira
    Mitermayer Galvão dos Reis


  • MANOEL RODRIGUES MEDEIROS NETO
    COMPARAÇÃO ENTRE OS EFEITOS DA DEXMEDETOMIDINA E HALOTANO SOBRE O PERFIL DE RECRUTAMENTO CELULAR INDUZIDO EM RATOS.
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    Resumo:
    Cirurgia e anestesia geral estão associados a disfunção transitória do sistema imune caracterizada por alterações na produção de citocinas e na função e número dos elementos figurados. A disfunção imune observada no pós-operatório e em unidades de terapia intensiva tem sido associada ao aumento de atividade do sistema nervoso simpático e ao conseqüente aumento de concentração plasmática de catecolaminas. A administração de dexmedetomidina, um agonista dos receptores alfa-2 adrenérgicos de recente introdução na prática clínica (1999), reduz o requerimento de anestésicos e atenua a resposta simpática/adrenal ao estresse diminuindo a concentração plasmática de noradrenalina. O objetivo do nosso estudo foi documentar o efeito da dexmedetomidina, administrada préviamente, sobre o perfil de recrutamento celular precoce induzido pela técnica do bolsão de ar dorsal com estímulo por lipopolissacarídeo em ratos submetidos ou não a laparotomia simples. Foi observada uma significativa ação anti-inflamatória nos animais não operados tratados préviamente com dexmedetomidina em relação ao grupo controle (p= 0,0393) que ocorreu principalmente às custas da subpopulação de macrófagos (p=0,0467), esta ação não foi observada nos animais operados . A nossa conclusão é que a dexmedetomidina é uma droga eficaz e segura como agente anestésico único em ratos apresentando ação anti-inflamatória em circunstâncias estresse leve a moderado.

    Palavras-chave: Agonistas alfa-2 adrenégicos, Anestesia, Dexmedetomidina, Imunidade inata

    Orientador: Manoel Barral-Netto

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Patrícia Torres Bozza
    Josmara Bartolomeu Fregoneze
    Manoel Barral Neto


  • CYNARA GOMES BARBOSA
    FREQÜÊNCIA DOS POLIMORFISMOS DOS GENES DO TNF ALFA E DA MTHFR EM UM GRUPO DE PACIENTES LEUCÊMICOS DA CIDADE DO SALVADOR-BA.
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    Resumo:
    As leucemias são neoplasias hematológicas decorrentes do desequilíbrio entre as taxas de proliferação, maturação e apoptose das células hematopoéticas, comumente associadas com polimorfismos gênicos. Polimorfismos nos genes do TNF-alfa e da enzima MTHFR têm sido associados como fatores de susceptibilidade para diversas patologias, inclusive neoplasias hematológicas. O presente estudo investigou a freqüência do polimorfismo -308 da região promotora no gene do TNF-alfa, cuja variante genotípica AA está associada a níveis de transcrição elevados da citocina, e dos polimorfismos C677T e A1298C no gene da MTHFR, que estão associados com atividade enzimática reduzida._x000D_ Para investigação dos polimorfismos foi utilizada a técnica de PCR-RFLP. Foram estudados 94 pacientes leucêmicos, sendo 66 portadores de LMC e 28 de LMA-M3, além de 100 indivíduos da população de Salvador. Dos 66 pacientes com LMC, cinco (7,6%) foram homozigotos para a variante genotípica menos comum (AA) do polimorfismo -308 do TNF. Essa freqüência foi de 3,7% entre os 28 portadores de LMA-M3 e de 3,0% entre os indivíduos do grupo populacional. Dentre os portadores de 66 LMC, dois (3,0%) foram homozigotos para a variante TT do polimorfismo C677T da MTHFR, sendo que foi encontrada frequência de 7,1% entre os portadores de LMA-M3 e de 6,0% para o grupo populacional. Para o polimorfismo A1298C da MTHFR, as freqüências encontradas para a variante CC foram de 4,5% entre os 66 portadores de LMC, 3,6% entre os 28 portadores de LMA-M3 e 5,0% entre os indivíduos do grupo populacional. Diante dos resultados obtidos, concluímos que os polimorfismos -308 (TNF-alfa), bem como C677T e A1298 (MTHFR) parecem não interferir diretamente com os mecanismos de patogênese da LMC e LMA-M3.

    Palavras-chave: Leucemia, Polimorfismos, genes, Salvador.

    Orientador: Marilda de Souza Gonçalves

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Luiz Fernando Lopes
    Maria da Gloriada Mota Bonfim
    Marilda de Souza Gonçalves


  • TATIANA RODRIGUES DE MOURA
    DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO EXPERIMENTAL PARA LEISHMANIA TEGUMENTAR AMERICANA UTILIZANDO LEISMANIA BRAZILIENSIS.
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    Resumo:
    [INTRODUÇÃO] A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença endêmica no Brasil. No entanto, não existe um bom modelo experimental para o estudo da doença. Nosso objetivo foi desenvolver um modelo de infecção com L. braziliensis, o principal agente etiológico da LTA em nosso país, levando em consideração o inoculo de parasitas e o sítio de infecção. [MATERIAL E MÉTODOS] Camundongos BALB/c foram infectados com 105 Leishmania braziliensis (MHOM/BR/01/BA788), na derme da orelha. Os animais foram acompanhados durante 10 semanas para a avaliação do desenvolvimento da lesão e para a avaliação da resposta imune. [RESULTADOS] Observamos que a expansão parasitária foi acompanhada pelo desenvolvimento de uma lesão na derme da orelha, similar à observada em pacientes com LTA (lesão nodular e ulcerada no centro), a qual regrediu espontaneamente, como evidenciado pela presença de uma cicatriz. A análise histopatológica da orelha infectada mostrou a presença de, inicialmente, um infiltrado focal constituído por células mononucleares (linfócitos e monócitos), neutrófilos e poucos parasitas. No auge do desenvolvimento da lesão, havia predominância de macrófagos infectados os quais foram, em seguida, substituídos por um infiltrado inflamatório constituído por histiócitos, plasmócitos, neutrófilos e fibroblastos e pela ausência de parasitas. Os parasitas podem ser detectados no linfonodo regional, durante toda a infecção. A análise da expressão de quimiocinas no linfonodo regional mostra um aumento na expressão de quimiocinas recrutadoras de monócitos/macrófagos e neutrófilos Observamos também um aumento na expressão de IFN-γ, IL-4, IL-5 e IL-10, tanto por células T CD4+ quanto por células T CD8+. Com a regressão da lesão, a expressão destas citocinas diminuiu. [CONCLUSÃO] A inoculação de L. braziliensis na derme da orelha de camundongos constitui um modelo de resistência devido ao desenvolvimento de uma resposta imune do tipo Th1. Contudo, nesse modelo, os parasitas são capazes de sobreviver no linfonodo regional de camundongos infectados apesar do desenvolvimento de uma resposta imune capaz de curar a lesão.

    Palavras-chave: Leishmania braziliensis; BALB/c; Leishmaniose Tegumentar Americana; IFN-gama

    Orientador: Camila Indiane de Oliveira

    Financiador: 

    Defesa: 2005

    Banca examinadora:
    Margarida M. de Lima Pompeu
    Patrícia Sampaio Tavares Veras
    Camila Indiani de Oliveira



  • 2002

  • ANDRÉA BOMURA ROSATO
    AVALIAÇÃO DO POLIMORFISMO GENÉTICO DE LEISHMANIA (VIANNA) BRASILIENSIS.
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    Resumo:
    Os fatores determinantes da forma clínica e do prognóstico da leishmaniose cutânea permanecem pouco conhecidos e são, provavelmente, influenciados pela interação hospedeiro – parasita. As diferenças genéticas entre os parasitas devem ser responsáveis, pelo menos em parte, por estas variações clínico – epidemiológicas. Isolados de Leishmania de quatorze pacientes com a forma cutânea ou mucosa da doença foram selecionados de áreas endêmicas de leishmaniose tegumentar a fim de avaliarmos a diversidade genética dos mesmos, através do RAPD, SSR – PCR, PFGE e seqüenciamento do ITS. Obtivemos polimorfismos gerados por todas as metodologias utilizadas. A heterogeneidade genética observada com um iniciador e com o PFGE correlacionou-se com a origem geográfica dos isolados, mas não com a forma clínica da doença. Conforme análises anteriores, sugerimos que existe polimorfismo genético entre os isolados de L. (V.) braziliensis e que este pode ser correlacionado com a origem geográfica dos mesmos.

    Palavras-chave: Leishmania braziliensis; Polimorfismo Leishmaniose cutânea

    Orientador: Aldina Maria Prado Barral

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Ângela Kaysel Cruz
    Luiz Carlos Júnior Alcântara
    Aldina Maria Prado Barral
    Currículo Lattes


  • TATIANA GIL ALVES PORTUGAL
    ESTUDO COMPARATIVO ENTRE LINFOMAS NÃO HODGKIN EM INDIVÍDUOS HIV-POSITIVOS E HIV-NEGATIVOS EM SALVADOR-BAHIA.ASSOCIAÇÃO COM VÍRUS EPSTEIN-BARR E CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A OMS-2001.
    Mais detalhes

    Resumo:
    INTRODUÇÃO] Diferentes aspectos clínico-epidemiológicos e patológicos tem sido descritos em neoplasias ocorrendo em pacientes HIV positivos (HIV+).Linfomas fazem parte deste grupo, sendo o linfoma não Hodgkin (LNH) a segunda neoplasia mais comum em pacientes com AIDS. Devido a esta alta incidência, a ocorrência de alguns subtipos de LNH em pacientes HIV+ é considerado critério diagnóstico de AIDS. Algumas manifestações clínicas da AIDS, incluindo a freqüência e aspectos de neoplasias têm grande variação geográfica. [OBJETIVOS] Desde que pouco se sabe a cerca da ocorrência de linfomas em pacientes HIV+ no nosso meio, este trabalho foi desenvolvido com objetivo de: a) caracterizar e classificar de acordo com a OMS os LNH ocorrendo nestes pacientes e comparar com aqueles ocorrendo em um grupo de pacientes HIV-negativos (HIV-) em Salvador- Bahia; b) investigar associação do vírus Epistein-Barr (EBV) no tecido tumoral destes pacientes.[MATERIAL E MÉTODOS] Para tanto: a) revisamos os prontuarios dos pacientes com LNH e/ou realizamos entrevistas com médicos envolvidos no atendimento em serviços de referência no atendimento de LNH e/ou AIDS em Salvador; b) realizamos análise histológica e imunohistoquímica do material em parafina referente às biópsias do diagnóstico destes LNH e classificamo-os conforme a OMS-2001; c) submetemos este material à pesquisa para EBV por técnicas de imunoistoquímica e hibridização in situ. [RESULTADOS] Obtivemos 17 LNH em HIV+ (casos) e comparamos estes com 31 LNH em HIV- (controles). Encontramos dentre os HIV +, com diagnóstico de LNH, um predomínio de indivíduos jovens do sexo masculino. Tais pacientes apresentavam na sua maioria, estadios clinicos avançados, tipo histológicos de comportamento clinico agressivo e imunofenótipo B. O comprometimento extra-nodal primário foi freqüênte e em geral, os níveis de CD4<200 cél/mm3. O percentual de casos positivos para EBV foi significativamente maior nos casos quando comparado com os controles(p =0,001) [CONCLUSÃO] Concluímos os LNH em HIV+ têm aspectos clínicos e histopatológicos distintos dos descritos na população geral: apresentam alto grau de malignidade, têm tendência a se manifestarem em sítios extra-nodais e exibem uma alta associação com a infecção pelo EBV. Esperamos com este trabalho contribuir para melhor caracterização dos casos de LNH em pacientes HIV + no nosso meio.

    Palavras-chave: Linfoma não Hodkin; HIV; Vírus Epstein-Barr.

    Orientador: Iguaracyra Barreto de Oliveira Araújo

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Carlos Roberto Brites Alves
    Maria da Glória da Mota Bonfim
    Iguaracyra Barreto de Oliveira Araújo
    Currículo Lattes


  • ALEXANDRA VALENTINA BARROS DE SANTANA
    AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE CÉLULAS CD8, CD68 E NECROSE CASEOSA NA PLEURITE CRÔNICA TUBERCULOSA
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Marcelo Chalhoub Coelho Lima
    Washington L. C. dos Santos
    Sérgio Marcos Arruda


  • RICARDO SANTANA DE LIMA
    TERAPIA CELULAR EM CAMUNDONGOS COM CARDIOPATIA CHAGÁSICA CRÔNICA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    A doença de Chagas é uma das maiores causas de insuficiência cardíaca nos paises da América Latina. A destruição progressiva do miocárdio ocorre em cerca de 30% dos indivíduos infectados por Trypanosoma cruzi, causando a cardiomiopatia chagásica crônica, uma doença que permanece ainda sem um tratamento eficaz. Tem sido demonstrado, em vários estudos em pacientes e em modelos animais de cardiopatia isquêmica, que o transplante singênico de células da medula óssea é capaz de induzir o reparo e a melhora na função cardíaca. No presente trabalho é demonstrado o efeito do transplante de células de medula óssea no modelo murino de cardiomiopatia chagásica crônica. Células de medula óssea foram injetadas por via intravenosa em camundongos chagásicos crônicos BALB/c e C57BL/6. As células de medula óssea injetadas migraram para o coração, e causaram uma redução significante nos infiltrados inflamatórios e na fibrose intersticial característicos da cardiomiopatia chagásica crônica. O efeito benéfico foi observado por até 6 meses após o transplante de células de medula óssea. O transplante de células de medula óssea não afetou a parasitemia nem o parasitismo tecidual. Uma intensa apoptose de células inflamatórias do miocárdio foi observada após a terapia com células de medula óssea. As células de medula óssea transplantadas obtidas de camundongos chagásicos e de camundongos normais tiveram efeito similar no reparo do coração chagásico. Esses resultados demonstram que o transplante de células de medula óssea é eficaz para o tratamento da miocardite chagásica crônica e indicam que o transplante autólogo de medula óssea pode ser uma terapia eficiente para pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica.

    Palavras-chave: Terapia celular; doença de Chagas; cardiopatia; transplante; células de medula óssea

    Orientador: Milena Botelho Pereira Soares

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Antônio C. Campos de Carvalho
    Washington L.C dos santos
    Milena Botelho Soares


  • JOSÉ FERNANDO OLIVEIRA COSTA
    INVESTIGAÇÃO DE ATIVIDADES ANTI-LEISHMANIA AMAZONENSIS , ANTI-TRYPANOSOMA CRUZI E IMUNOMODULADORA EM EXTRATOS DE PLANTAS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO.
    Mais detalhes

    Resumo:
    A Organização Mundial de Saúde estima que 80% da população mundial depende da medicina tradicional, onde cerca de 25.000 espécies de plantas são usadas nas preparações de extratos vegetais. No semi-árido brasileiro, que inclui oito estados e corresponde a 11,5% do território nacional, estima-se haver 8 mil espécies vegetais pouco estudadas quanto às atividades farmacológicas. Diante dessa vasta biodiversidade e da necessidade da descoberta de novas moléculas bioativas, é de fundamental importância o estudo farmacológico da flora dessa região, tendo em vista a acelerada degradação ambiental que põe em risco de extinção um grande número de espécies. Este trabalho teve como objetivo a investigação da atividade anti-Leishmania amazonensis, anti-Trypanosoma cruzi e imunomoduladora em extratos de plantas nativas ou endêmicas do semi-árido brasileiro. O material vegetal utilizado neste estudo foi coletado e identificado por uma equipe de botânicos integrantes do Instituto do Milênio do Semi-Árido (IMSEAR/MCT). Os extratos foram obtidos a partir de 69 espécies vegetais e com solventes de diferentes polaridades químicas. Para os ensaios de atividade farmacológica, testaram-se inicialmente os extratos para a determinação de concentrações tóxicas para células de camundongos (esplenócitos), sendo utilizadas nos ensaios subseqüentes aquelas com até 30% de citotoxicidade. Para os ensaios de atividade antiparasitária in vitro, os parasitas foram cultivados em presença dos extratos e o percentual de inibição foi medido através da determinação do metabolismo do MTT. Os ensaios de inibição da linfoproliferação foram realizados cultivando as células na presença do mitógeno concanavalina A e dos extratos. A proliferação foi determinada através da medida da incorporação de timidina tritiada. Para a avaliação da inibição da produção de óxido nítrico (NO), cultivou-se macrófagos peritoneais de camundongo na presença de IFN-γ e LPS e dos extratos. A produção de NO foi avaliada pela dosagem de nitrito, através do método de Griess. Dos 174 extratos avaliados, 3 apresentaram atividade anti-leishmania acima de 90% e 10 apresentaram atividade anti-T. cruzi superior a 60%. Em relação à atividade imunomoduladora, 47 extratos apresentaram atividade inibidora da linfoproliferação superior a 80%, enquanto que 16 dos 174 extratos testados apresentaram atividade de inibição da produção de NO acima de 70%. Frações obtidas a partir de 2 extratos de vegetais com atividade imunomoduladora foram reavaliadas, identificando-se as ativas. Os extratos e frações avaliados apresentam um potencial farmacológico importante, sobretudo em relação à atividade imunomoduladora. Outros extratos ativos serão fracionados e estas, assim como as frações já obtidas serão re-fracionadas para reavaliação com o intuito identificar as moléculas responsáveis pela atividade, podendo ser no futuro candidatas a novos fármacos.

    Palavras-chave: Atividade anti-L. amazonensis; Ativ. anti-T. cruzi; Atividade imunomoduladora; Plantas do semi-árido

    Orientador: Milena Botelho Pereira Soares

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    José Maria Barbosa Filho
    Lain C. Pontes Carvalho
    Milena Botelho Soares


  • ELISALVA TEIXEIRA GUIMARÃES
    PAPEL DA INTERLEUCINA-4 DA PROTAGLANDINA E2 DURANTE A INFECÇÃO DE CAMUNDONGOS BALB/C POR LEISHMANIA AMAZONENSIS.
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    Resumo:
    O papel de citocinas durante a infecção experimental por L. amazonensis não é tão bem estudado quanto no modelo de infecção por L. major. Neste trabalho foi investigado o papel dos mediadores solúveis IL-4 e PGE2 no curso da infecção de camundongos BALB/c por L. amazonensis. Camundongos BALB/c IL-4 +/+ e IL-4 -/- foram infectados por diferentes inóculos de L. amazonensis e submetidos ao tratamento com indometacina, um inibidor da síntese de PGE2. A produção de IFN-gama (no sobrenadante da cultura de células do linfonodo) e os níveis de anticorpos no soro foram determinados por ELISA. Os níveis de NO séricos foram determinados através de seus produtos, o nitrito e o nitrato, pela reação de Griess. Apesar das lesões e da carga parasitária em camundongos BALB/c IL-4 +/+ e IL-4 -/- progredirem de forma similar quando infectados por 5 x 106 L. amazonensis, houve um aumento de resposta Th1 em camundongos IL-4 -/- como indicado pela produção elevada de IFN-gama e de anticorpos anti-leishmania IgG2a neste grupo de animais. A produção de NO foi semelhante nos dois grupos de estudo. No entanto, camundongos IL-4 -/- desenvolvem lesões e carga parasitária menores que IL-4 +/+ após a infecção por 105, 104 ou 103 parasitos. Camundongos IL-4 -/- produzem cerca de 100 vezes mais NO que IL-4 +/+ após a infecção por 104 L. amazonensis. Após o tratamento com indometacina, há uma diminuição das lesões e da carga parasitária em camundongos BALB/c IL-4 +/+. Em contrapartida, apesar haver uma redução significativa no tamanho das lesões de camundongos BALB/c IL-4 -/- tratados com esta droga, nenhuma diferença na carga parasitária foi observada. As lesões dos grupos tratados com indometacina apresentavam macrófagos não vacuolados e pequenas ou ausentes áreas de necrose. A PGE2 e a IL-4 são fatores associados à susceptibilidade durante a infecção por L. amazonensis.

    Palavras-chave: Leishmania amazonensis; BALB/c, IL-4; PGE2; indometacina.

    Orientador: Milena Botelho Pereira Soares

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Leda Quércia Vieira
    Luiz A. Rodrigues de Freitas
    Milena Botelho Soares


  • EDILANE VOSS BOAVENTURA
    IMPACTO DA RESISTÊNCIA À PENICILINA NA EVOLUÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES COM MENINGITE PNEUMOCÓCICA EM SALVADOR-BA.
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    Resumo:
    A meningite pneumocócica apresenta altas taxas de letalidade e morbidade mesmo diante de terapia adequada. Em adição, o aparecimento de S. pneumoniae resistente à penicilina tem gerado dificuldades para o tratamento dessa patologia. Entretanto, ainda é questionável qual o papel dos antibióticos na evolução clínica dessa patologia. Este trabalho, teve como objetivos, caracterizar a apresentação e evolução clínicas de pacientes com meningite pneumocócica, identificando fatores de risco para letalidade e avaliar o impacto da resistência à penicilina na sobrevida dos pacientes. Entre dezembro/95 e novembr/02 foram identificados todos os pacientes com sinais e sintomas de meningite que apresentaram cultura de líquor positiva para S. pneumoniae, avaliados no hospital estadual de referência para doenças infecciosas em Salvador. Dados clínicos e epidemiológicos foram obtidos através de entrevista com familiar e revisão de prontuários. A susceptibilidade antimicrobiana foi determinada através da associação do Kirby Bauer com E-test e validados em relação a Microdiluição em Caldo. A definição de resistência utilizada foi baseada no NCCLS. A reação de Quelung foi utilizada para sorotipagem dos isolados. As análises estatísticas foram realizadas utilizando os programas Epi Info 6 e R. Na análise univariada foi calculado o RR para avaliar associação entre diversos fatores e letalidade. Análise de sobrevida foram realizadas utilizando o modelo de Cox. Durante o período do estudo foram identificados no HCMaia, 428 casos de meningite pneumocócica, dos quais 64% foram do sexo masculino. Pacientes com idade <2 anos representaram 46% (198/428) do total. A taxa de não-sensibilidade à penicilina foi de 15%, com apenas 1(0,2%) isolado com alta resistência à penicilina. A associação do Kirby-Bauer com E-test apresensou sensibilidade de 88% e especificidade de 99,7%, quando comparados a microdiluição em caldo. A letalidade foi de 39%, com 35% de seqüelas. Os sorotipos mais freqüentes foram 14 (14%), 3(10%), 6B(8%), 19F(7,5%), 6ª(7%). 23F(5,6%), 18C(5%). Os fatores de risco para letalidade encontrados na análise univariada foram idade <2 anos e >50 anos; sexo feminino, coma na admissão; isolado com CIM≥0,62 Μg/ml; isolados do sorotipo 14, 6B e 18C. A associação letalidade com CIM uma faixa abaixo do cut-of para resistência, permanece significante mesmo quando corrigida pelas possíveis variáveis de confundimento no modelo de Cox. A taxa de não-susceptibilidade encontrada foi de 15% para penicilina e 0,2% para Cefalosporinas. Com essa taxa de não-sensibilidade, a penicilina não pode mais ser considerada tratamento antimicrobiano empírico indicado para meningite pneumocócica, em Salvador, a droga de escolha atualmente seria Cefotaxime ou Ceftriaxone. Nossos dados validaram a utilização da associação do Kirby-Bauer com E-test em nosso meio. A associação de letalidade com CIM uma faixa abaixo da definição de resistência sugere uma re-avaliação do ponto de corte utilizado da determinação de resistência à penicilina para pacientes com meningite pneumocócica.

    Palavras-chave: Meningite pneumocócica, resistência à penicilina, Streptococcus pneumoniae, Bahia

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Carlos Roberto Brites Alves
    Edson Duarte Moreira Jr.
    Mitermayer Galvão dos Reis


  • GISÉLIA DOS SANTOS SANTANA
    ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE NÍVEIS PLASMÁTICOS DE ZINCO E RESPOSTA IMUNE NA LEISHMANIOSE HUMANA
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Roque Pacheco Almeida
    Mitermayer G. dos Reis
    Johan Van Weyenbergh


  • GILVANÉIA SILVA SANTOS
    ESTUDO DO POLIMORFISMO -670 E DA EXPRESSÃO DO GENE FAS NA LEISHMANIOSE CUTÂNEA LOCALIZADA: POSSÍVEL ASSOCIAÇÃO COM DADOS CLÍNICOS
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    Resumo:
    A expressão do Fas/FasL tem sido descrita como crucial para resistência à infecção por Leishmania, independente de uma resposta Th1, no modelo murino. Visto que esses dados na leishmaniose humana são ausentes, nós quantificamos a expressão de Fas (CD95) ex vivo em PBMC de pacientes com leishmaniose cutânea localizada e investigamos o polimorfismo – 670 da região promotora do gene Apo-1/Fas por PCR-RFLP. Foram realizadas marcações com anti-CD95 e marcadores de linhagens (CD3, CD4, CD8, CD14, CD16, 16b, CD56 e CD49d em PBMC separados pelo gradiente de densidade e análise por citometria de fluxo. Quarenta pacientes com leishmaniose cutânea localizada (oriundos de área endêmica de Jequié e Jequiriçá-BA) foram incluídos após consentimento livre e esclarecido. Os resultados foram comparados com um grupo de 27 controles urbanos sadios e correlacionados com dados clínicos e demográficos (idade, IDRM, sorologia, tamanho de lesão, tempo da doença). As análises do polimorfismo na posição -670 do gene Fas demonstraram que o genótipo GG foi o mais freqüente entre os pacientes com LCL (45%), com 35% e 20% de GA e AA, respectivamente. Em controles normais, a freqüência dos genótipos GA, AA e GG foram 51,9%, 18,5% e 29,6%, respectivamente. A expressão de Fas em PBMC, dos pacientes comparados com os controles, foi aumentada em linfócitos e monócitos, mas um maior aumento foi observado em monócitos. A expressão de Fas em monócitos correlacionou negativamente (p=0,03, r=053) com duração da doença. Nenhuma correlação foi observada entre a expressão de Fas e resposta imune humoral (IgG anti-Leishmania) ou celular (IDRM), sugerindo que a expressão de Fas e/ou apoptose poderia ser um terceiro parâmetro imune independente modificando a evolução da doença.

    Palavras-chave: Leishmaniose cutânea, Apoptose, Polimorfismo

    Orientador: Johan Van Weyenbergh

    Financiador: 

    Defesa: 2004

    Banca examinadora:
    Angelina Xavier Acosta
    Marilda de Souza Gonçalves
    Johan Van Weyenbergh


  • CECÍLIA BEATRIZ FIUZA FAVALI
    PAPEL DAS MOLÉCULAS CO-ESTIMULATÓRIAS NA IMUNOMODULAÇÃO DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR HUMANA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    A leishmaniose humana apresenta um amplo espectro de manifestações clínicas que variam desde a forma cutânea localizada até a forma com comprometimento visceral. O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o papel de moléculas co-estimulatórias na leishmaniose humana. Assim, verificou-se o efeito destas moléculas na produção de citocinas ( TNF-alfa, IFN-gama e IL-10) e caracterização fenotípica por citometria de fluxo de células de pacientes com a forma tegumentar da doença. Pacientes da área endêmica de Jequié – BA foram avaliados por exame clínico, Teste de Montenegro (DTH) e histopatologia. Células mononucleares de sangue periférico (CMSP) foram obtidas e plaqueadas numa concentração de 5×106/ml para coleta de sobrenadante e a dosagem de citocinas foi realizada pela técnica de ELISA. A análise fenotípica dos linfócitos T foi realizada por citometria de fluxo, coletando-se as células e marcando-as com anticorpos conjugados a fluorocromos (CD4, CD8, CD25 e CTLA4). As células de pacientes com leishmaniose tegumentar foram estimuladas com antígeno solúvel de Leishmania (SLA 10 ug/ml) com ou sem a adição de CTLA4 solúvel (para bloquear a interação CD28-B7) ou anti-CD40L (para bloquear a interação CD40-CD40L). Os resultados encontrados demonstram que o bloqueio da interação CD28-B7, via CTLA4 solúvel inibe a produção das citocinas IFN-gama , IL-10, IL-12 e TNF-alfa. Este efeito é mais pronunciado nos pacientes que apresentam duração da lesão inferior a sessenta dias. Por outro lado, a interação CD40-CD40L parece não ser essencial na imunomodulação da leishmaniose tegumentar humana, já que não foram observadas alterações significativas na produção de citocinas quando se utilizou o anticorpo anti-CD40L. Não se verificou alteração significativa no padrão fenotípico de células CD4+ e CD8+ quanto aos marcadores de ativação recente (CD 25) nem quanto à expressão de CTLA4.

    Palavras-chave: Leishmaniose Cutânea. Citocinas. Imunomodulação

    Orientador: Cláudia Ida Brodskyn

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Maria Olívia A. R. Bacelar
    Fabíola Cardillo
    Claudia Brodskyn


  • LUIZ FABIANO BORGES OLIVEIRA
    AVALIAÇÃO DE MARCADORES CLÍNICOS E IMUNOLÓGICOS ASSOCIADOS AO PROGNÓSTICO DA EVOLUÇÃO CLÍNICA E DA RESPOSTA TERAPÊUTICA NA LEISHIMANIOSE CUTÂNEA LOCALIZADA
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Amélia Ma. Ribeiro de Jesus
    Luiz A. R. de Freitas
    Aldina Barral



  • 2001

  • JORGE RABELO DE SOUZA
    MARCADORES IMUNOISTOQUÍMICOS DE CÉLULAS B NO DIAGNÓSTICO DE LINFOMA DE HODGKIN
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    Resumo:
    Estudos moleculares têm demonstrado que as células malignas dos linfomas de Hodgkin (LH) são derivadas de células B. Entretanto, apenas uma pequena parte das células neoplásicas destes linfomas expressa antígenos de diferenciação linfóide B. De acordo com o imunofenótipo, a Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou os LH em dois grupos: o LH clássico (CD30+, e CD20 +/-), compreendendo 4 subtipos (celularidade mista, esclerose nodular, depleção linfocítica e rico em linfócitos) e o LH predominância linfocitária (LHPL) (CD30-, CD20+, BOB1+ e Oct2+). Assim, a imunofenotipagem tornou-se indispensável para classificar os LH e para realizar o diagnóstico diferencial do LH com outras entidades, como o linfoma anaplásico de grandes células (LACG), o qual exibe aspectos semelhantes à depleção linfocítica do LP. Estudar a utilidade de marcadores de células B, no diagnóstico diferencial entre os subtipos de LH clássico e LHPL e LH e LACAG. Foram estudados 109 casos consecutivos de LH em crianças até 16 anos, inclusive, diagnosticados entre 1973 e 2002 no Hospital Martagão Gesteira – Salvador/BA. Os critérios de exclusão foram: insuficiência de material para imunohistoquímica e casos de recidiva. Foram utilizados os seguintes marcadores: CD20, BSAP, Oct-2, BOB.1, CD30, CD15 e ALK-1. Os casos de LH ocorreram predominantemente no sexo masculino (78%) com idade abaixo de 10 anos (67%). Dos 109 casos, 93 apresentaram o fenótipo clássico, 14 fenótipo LHPL, um LACG e um não classificado. Entre os LH clássicos, o subtipo mais comum foi celularidade mista (59,1%), seguido por esclerose nodular (35,5%), depleção linfocítica (4,3%) e rico em linfócito (1,1%). A expressão de marcadores de célula B foi observada em apenas parte das células neoplásicas em 84 casos (90,3%) com fenótipo clássico, dos quais 18 foram positivos para CD20 e 66 para BSAP. Em contraste, nos casos de LHPL todas as células neoplásicas foram positivas para marcadores de célula B. Todos os casos de LHPL co-expressaram BOB-1 e Oct-2 nas células tumorais. Em nove casos CD30 positivos, as células tumorais foram negativas tanto para marcadores linfóides B quanto para a proteína ALK-1. Embora o imunofenótipo não tenha permitido o diagnóstico diferencial nestes casos, a morfologia era compatível com o LH. A imunoistoquímica é indispensável para o diagnóstico diferencial entre o LH clássico e o LHPL. Este método também contribui, para o diagnóstico diferencial entre o LH e LACG, porém uns poucos casos permanecem na “zona cinza”, pois os anticorpos disponíveis não permitem o diagnóstico diferencial entre estas entidades. Em tais casos, a conjunção de morfologia, imunoistoquímica e achados clínicos são indispensáveis para um diagnóstico conclusivo.

    Palavras-chave: Linfoma de Hodgkin, imunoistoquímica, diagnóstico diferencial.

    Orientador: Iguaracyra Barreto Oliveira Araújo

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Maria da Glória Bonfim
    Eduardo Antônio G. Ramos
    Iguaracyra Barreto de O. Araújo


  • REJANE CONCEIÇÃO SANTANA
    EFEITO DO ESTRESSES TÉRMICO AGUDO NA EXPRESSÃO DE C-FOS EM CÉREBRO DE RATOS
    Mais detalhes

    Resumo:
    Diferentes grupos de pesquisa têm se dedicado à investigação dos mecanismos cerebrais de controle cardiovascular, do balanço hidrossalino e da termorregulação. Entretanto, informações detalhadas sobre aspectos anatômicos, funcionais e neuroquímicos da rede neuronal responsável pela termorregulação são escassas. Objetivos desse trabalho foram: 1. Verificar a ativação de diferentes áreas cerebrais durante o estresse térmico agudo em ratos sob diferentes condições de hidratação (animais normoidratados, desidratados e hiperosmóticos); 2. Mensurar a concentração plasmática de Na+, K+ e da osmolaridade plasmática, assim como a temperatura corporal de animais normoidratados, desidratados e hiperosmóticos. No estudo da expressão de c-Fos, foram utilizados três grupos experimentais com 16 ratos cada (Wistar, machos, 250-320g), sendo um grupo de normoidratados, um grupo de desidratados e um grupo de animais hiperosmóticos. Cada grupo foi subdividido em dois grupos com 8 ratos em cada, sendo o grupo controle mantido em condições normais de Ta (23  2°C) e outro grupo exposto a Ta elevada (máximo 34 °C) durante 45min. Em outro grupo experimental, as mesmas condições foram repetidas e foram feitas as determinações da temperatura corporal, das concentrações plasmáticas de Na+e K+ e, da osmolaridade plasmática. Os resultados do presente estudo demonstraram que, ratos submetidos ao estresse térmico agudo durante 45 minutos, sob diferentes condições de hidratação (normoidratado, desidratado e hiperosmótico), apresentam mudanças nas concentrações plasmáticas de Na+ e K+, osmolaridade plasmática, da temperatura corporal, assim como apresentaram aumento na expressão de c-Fos no núcleo neuronal de diferentes estruturas hipotalâmicas e extrahipotalâmicas conhecidas por estarem envolvidas no controle da temperatura corporal e do balanço hidrossalino. O aumento da expressão de c-Fos nas áreas: septal lateral (LSV) e área preóptica, em resposta ao estresse térmico e à desidratação sugere um papel integrador destas áreas para o controle homeostático e termorregulatório.

    Palavras-chave: Sistema nervoso central, Temperatura corporal, Genes c-fos.

    Orientador: Josmara Fregoneze

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Marcos André Vannier dos Santos
    Patrícia S. T. Veras
    smara Fregoneze


  • DANIELA FARIAS LARANGEIRA
    MODULAÇÃO DA INFECÇÃO LEISHMANIÓTICA EM MODELO MURINO POR LISADOS E FRAÇÕES DE LISADOS DE AMASTIGOTA DE LEISHMANIA
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Maria Ilma Andrade Santos Araújo
    Johan Weyenbergh
    Lain Carlos Pontes de Carvalho


  • ALMÉRIO LIBÓRIO LOPES DE NORONHA
    ESTUDO MORFOLÓGICO IN SITU DA RESPOSTA IMUNO-INFLAMATÓRIA NA TUBERCULOSE PULMONAR HUMANA
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: Tuberculose; Autópsia; Granuloma; SIDA

    Orientador: Manoel Barral-Netto

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Álvaro A. Cruz
    Aristides Cheto de Queiroz
    Manoel Barral-Netto
    Currículo Lattes


  • MANOEL LEÔNCIO DA PENHA FILHO
    ANTICORPOS MONOCLONAIS ANTI-LEISHMANIA CHAGASI – PADRONIZAÇÃO DE REAÇÃO IMUNOHISTOQUÍMICA E PRODUÇÃO DE ANTICORPOS VISANDO A QUANTIFICAÇÃO DE ANTÍGENOS
    Mais detalhes

    Resumo:
    O diagnóstico de certeza da leishmaniose visceral (LV) só é conseguido através da demonstração do parasito diretamente ou em cultura o que implica em procedimentos demorados envolvendo certo risco e/ou dor. Este estudo tem como objetivos a produção de AcMc anti-Leishmania chagasi, padronização de um ensaio de imunohistoquímica para visualização de amastigotas de Leishmania utilizando AcMc e verificação do potencial de um ELISA de inibição utilizando AcMc em quantificar amastigotas de Leishmania. Camundongos BALB/c foram imunizados com antígeno de amastigotas de L. chagasi ou com a proteína recombinante Lc-13 cujo gene foi clonado de uma biblioteca de cDNA de L. chagasi. Os esplenócitos destes animais foram fundidos com células SP 2-0 através de polietilenoglicol. Estes, juntamente com um AcMc já disponível, o 5A9H8, foram usados em um ensaio de imunohistoquímica utilizando fígado de hamster infectado com L. chagasi parafinado fixado em formalina, testando-se diferentes protocolos de exposição de epitopos. Também com os mesmos AcMc foi realizado um ELISA de inibição a fim de quantificar amastigotas de Leishmania. Foram encontrados dois clones reativos em cada fusão; o 10B4/6 e o 10D8 na primeira e o 2C10D5 e o 11E8H7 na segunda. Os AcMc 10B4/6 e o 10D8 são ambos IgG1, reconhecem antígenos com peso molecular entre 47 e 57 kDa e são possivelmente idênticos. Foi encontrada marcação de amastigotas, em tecidos infectados, com os seguintes AcMc: 5A9H8, em seções pré-tratadas com calor, e o 10B4/6 e o 10D8, em seções pré-tratadas com pronase. No ELISA de inibição o AcMc 5A9H8 mostrou-se capaz de detectar no mínimo 105 parasitos por poço de placa de microtitulação.

    Palavras-chave: Imunohistoquímica; Anticorpos Monoclonais; ELISA; Leishmania chagasi.

    Orientador: Lain Pontes de Carvalho

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Sílvia Inês Sardi
    José Orivaldo Mengele Júnior
    Lain Carlos P. de Carvalho


  • ELVES ANDERSON PIRES MACIEL
    TRANSMISSÃO PERI-DOMICILIAR E FATORES DE RISCO PARA AQUISIÇÃO DE LEPTOSPIROSE DURANTE EPIDEMIAS URBANAS EM SALVADOR, BAHIA.
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    Resumo:
    A leptospirose é causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. Estima-se que apenas 10% dos casos clínicos evoluam para formas graves. Tradicionalmente, a leptospirosis é considerada uma doença esporádica associada com fatores de risco profissionais e atividades recreacionais, porém, no Brasil, epidemias urbanas anuais tem emergido. Nesse cenário, fatores de risco para leptospirose, associados ao trabalho e ao ambiente peri-domiciliar foram identificados. Este trabalho tem como objetivo, avaliar a exposição prévia a leptospiras patogênicas, no nível comunitário, e investigar fatores de risco para infecção prévia por leptospira; determinar a existência de transmissão peri-domiciliar da leptospirose, no cenário das epidemias urbanas. Um estudo de caso-controle comparando a taxa de infecção prévia por leptospira (título recíproco no MAT  25) entre contactantes domiciliares de casos graves de leptospirose e indivíduos vizinhos controle. Foi observada uma elevada prevalência de infecção prévia na população deste estudo, 10%. Além disso, mulheres e crianças na comunidade são expostos a leptospirose, diferindo dos casos graves, em que mais de 80% são homens adultos, não sendo conhecidos os fatores determinantes desta discrepância. A comparação da taxa de infecção prévia por leptospira (título recíproco no MAT ≥ 25) nos contactantes domiciliares de um caso índice de leptospirose grave e contactantes domiciliares de indivíduos controle sadios mostrou que entre 63 contactantes domiciliares de 20 casos índice e 182 indivíduos controle vizinhos, de 52 domicílios, 27% (17) e 4% (7) apresentaram evidência sorológica para uma infecção por Leptospira (OR ajustado 8.38, 95% CI 2,68-26,25). Foi observa uma elevada prevalência (7,5%) de infecção prévia por leptospira na população estudada. Mulheres e crianças são expostos igualmente, na comunidade. Fatores de risco ocupacionais e associados ao ambiente peri-domiciliar foram identificados. Contactantes de casos índice tiveram mais que 5 vezes o risco de uma infecção prévia do que seus vizinhos controle, indicando a importância da transmissão no ambiente peri-domicilar.

    Palavras-chave: Leptospirose; Transmissão peri-domiciliar; Epidemias Urbanas.

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    José Tavares Neto
    Edson Duarte Moreira Jr.
    Mitermayer G. dos Reis


  • ISADORA CRISTINA DE SIQUEIRA
    AVALIAÇÃO DE ANTÍGENOS RECOMBINANTES CANDIDATOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE VACINA PARA LEPTOSPIROSE
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    Resumo:
    A leptospirose, causada pela espiroqueta patogênica Leptospira interrogans, é a zoonose de maior distribuição mundial (WHO 1999), atingindo principalmente países tropicais, onde representa um problema importante para saúde pública. Abordagens preventivas, como vacinas eficazes para seres humanos precisam ser desenvolvidas urgentemente. Estratégias baseadas em antígenos recombinantes oferecem uma alternativa custo-efetiva e têm sido usadas para desenvolver vacinas licenciadas para uso na prevenção de outras doenças bacterianas. Proteínas recombinantes de Leptospira interrogans têm sido caracterizadas e induzem resposta protetora parcial em modelo experimental de imunização para leptospirose. Com isso, surge a necessidade de avaliação e identificação de antígenos recombinantes candidatos para uma vacina segura e efetiva contra leptospirose. Com o recente sequenciamento do genoma de Leptospira, novas proteínas serão identificadas, tornando-se necessário a avaliação destas proteínas para seleção daquelas que possam representar potenciais alvos para uso em vacina e métodos diagnósticos. Nesta dissertação, padronizamos e validamos ensaios de antigenicidade, imunogenicidade e localização, para caracterização de proteínas de Leptospira. Além disso, caracterizamos uma nova proteína, LigB, que possui homologia com outras proteínas como intimina e invasina, fatores de virulência de E. coli enteropatogênica e Yersinia pseudotuberculosis, respectivamente. A expressão de LigB está presente em cepa virulenta de L. interrogans e não é detectada em cepa atenuada, demonstrando que sua expressão está correlacionada com a virulência. Além disso, a expressão de LigB está aumentada durante a infecção do hospedeiro e sua localização parece ser na superfície da membrana externa de bactéria. A caracterização de LigB aponta esta proteína como uma candidata promissora para uso no desenvolvimento de uma vacina eficaz contra leptospirose.

    Palavras-chave: Leptospirose, Vacina, Antígenos Recombinantes.

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Zilton Andrade
    Lain Pontes de Carvalho
    Mitermayer G. dos Reis


  • LUCAS PEDREIRA DE CARVALHO
    AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE EM PACIENTES COM CANDIDÍASE VAGINAL RECORRENTE
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    Resumo:
    A candidíase vaginal recorrente é uma doença de distribuição mundial causada pelo fungo do gênero Candida. Caracterizada pela ocorrência de pelo menos 4 episódios de candidíase no período de 1 ano, esta doença atinge cerca de 5% das mulheres sadias no mundo. O mecanismo pelo qual ocorre a transformação da Candida da sua forma não patogênica para a forma patogênica não é esclarecido. Trabalhos contraditórios tem sido publicado a respeito da imunopatogênese da candidíase vaginal recorrente. Enquanto alguns estudos mostram diminuição da resposta linfoproliferativa e do teste intradérmico de hipersensibilidade tardia para o antígeno de Cândida nestas pacientes, outros não encontram diferença entre os níveis de citocinas de pacientes com candidíase vaginal recorrente e mulheres sadias. Resposta alérgica (hipersensibilidade tipo I) com altos níveis de IgE e presença de eosinófilos também tem sido reportadas em pacientes com candidíase vaginal recorrente. O presente estudo teve como principal objetivo cacterizar a resposta imune em pacientes com candiíase vaginal recorrrente e avaliar o papel de citocinas e antagonistas de citocinas na modulação da resposta imune nestas pacientes. Participaram deste estudo 20 pacientes com diagnóstico de candidíase vaginal recorente e 7 mulheres com candidíase vaginal esporádica com controle. Para a análise da resposta linfoproliferativa e para a dosagem de citocinas, CMSP foram lavadas a incubadas em presença de antígneo de C. albicans, PPD, TT ou PHA por 72 hs para adosagem de citocinas ou 5 dias para o ensaio de transformação blástica. Em algumas culturas foram adicionadas anticorpos monoclonais anti-IL4, anti-IL10 ou IL-12 humana recombinante. A resposta linfoproliferativa foi realizada através da incorporação de 3H Timidina e a dosagem de IFN-y, IL-5 e IL-10 foi realizada pela de ELISA sanduiche. Todas as pacientes com candidíase vaginal recorrente tiveram teste de hipersensibilidade tardia para o antígeno de C. albicans negativo. A resposta linfoproliferativa para o antígeno C. albicans foi baixa nas 7 pacientes nas quais foi feita a avaliação (1239 ± 861 com). Índices de estimulação mais elevados (p<0,05) foram observados quando PPD (IE=4,5) ou TT (IE=32) foram utilizados como estímulo nas culturas destes, pacientes em comparação com culturas estimuladas com antígeno de C. albicans (IE=1,3). A produção de IFN-y em 19 pacientes variou de 0 a 1132 pg/ml com média e desvio padrão de 144 ± 329 pg/ml. Ausência de produção de IFN-y foi observada em 8, baixa produção foi observada em 9 e apenas 2 produziram níveis elevados de IFN-y. Nos sobrenadantes de culturas de células mononucleares de mulheres com candidíase vaginal esporádica foram encontrados altos níveis de IFN-γ quando estimuladas com antígeno de C. albicans (353 ± 248 pg/mi). Baixos níveis de IL-5 e IL-10 foram encontrados nos sobrenadantes de culturas de pacientes com candidíase vaginal recorrente estimuladas com antígeno de C. albicans. A adição de anticorpos monoclonais anti-IL-10 às culturas estimuladas com antígeno de C. albicans restaurou a resposta linfoproliferativa e a produção de IFN-y de 889 ± 339 cpm, para 3421 ± 1908 cpm e de 64 ± 70 pg/ml, para 750 ± 753 pg/ml respectivamente. A adição de anticorpos monoclonais anti-IL-4 não restaurou a resposta linfoproliferativa ou a produção de IFN-y. A adição de IL-12 recombinante humana foi capaz de restaurar a produção de IFN-y de todas as pacietes com candidíase vaginal recorrrente (p=0,0004). Pacientes com candidíase vaginal recorrente apresentaram altos níveis de IgE sérica específica para o antígeno de C. albicans, embora não tenha havido diferença entre os níveis de IgE sérica antígeno específica quando estes dados foram comparados com os níveis encontrados em controles. Estes resultados indicam que a maioria das pacientes com candidíase vaginal recorrente apresentam uma incapacidade de produzir IFN-y quando células mononucleares são estimuladas in vitro com antígeno de C. albicans e que a neutralização de IL-10 ou a adição de IL-12 restaura esta produção. Estes dados contribuem para o entendimento da imunopatogênese desta importante enfermidade e abre perspectivas para a utilização da imunoterapia no tratamento da candidíase vaginal recorrente.

    Palavras-chave: Candidíase vaginal, imunidade

    Orientador: Amélia Maria Ribeiro de Jesus

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Lain P. de Carvalho
    Ricardo Ribeiro dos Santos
    Amélia de Jesus



  • 2000

  • EVANDRO MORAES SILVA
    ESTUDO PRELIMINAR SOBRE O PAPEL DO SUÍNO DOMÉSTICO (SUS SCROFA DOMESTICUS) COMO POSSÍVEL RESERVATÓRIO PARA LEISHMANIA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    A leishmaniose visceral é endêmica no Estado da Bahia, ocorrendo com uma das maiores incidências no País. Embora o suíno esteja constantemente presente nas áreas endêmicas, é desconhecido seu papel na epidemiologia da leishmaniose visceral. Com o fim de esclarecer algo neste aspecto, foi realizado um inquérito sorológico numa amostragem da população suína de Jequié, usando-se testes de ELISA (o ELISA I utiliza um lisado de promastigotas (Leishmania chagasi) como antígeno, e o ELISA II utiliza a proteína recombinante rK39 como antígeno), ambos expostos a um conjugado anti IgG de suíno ligada a peroxidase. Foram também feitas pesquisas do parasito em esfregaços de tecido, tentativas para o isolamento em meio de cultura para identificação de leishmanias em amostras de fígado e pele do animal. Em alguns animais soropositivos foram feitos xenodiagnósticos com triatomíneos e flebotomíneos. Foi realizado também um estudo experimental objetivando verificar a susceptibilidade do porco doméstico à infecção por L. chagasi e acompanhar a evolução da resposta imune humoral dos animais. O ELISA I resultou em 41,3% de positivos (38/92) e ELISA II em 51,1% positivos (47/92); contudo não foi isolado nem identificado Leishmania sp. dos animais. O Sus scrofa domesticus tem baixa susceptibilidade a infecção por L. chagasi e tem a capacidade de responder à exposição ao parasito produzindo anticorpos circulantes.

    Palavras-chave: Leishmaniose visceral, suínos, epidemiologia, Bahia.

    Orientador: Carlos Roberto Franke

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Marilda de Souza Gonçalves
    Claudia Brodskyn
    Carlos Roberto Franke


  • STELAMARES BOYDA DE ANDRADE
    ESTUDO FISIOPATÓLOGICO COMPARATIVO DA INFECÇÃO POR CAPILLARIA HEPATICA EM RATOS E CAMUNDONGOS
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Eduardo Luiz Trindade Moreira
    Eduardo Antônio G. Ramos
    Zilton Andrade


  • PEDRO FLÁVIO COSTA MOTTA 
    IMUNOADJUVANTES EM MODELO MURINO DE INFLAMAÇÃO BRONCOPULMONAR ALÉRGICA
    Mais detalhes

    Resumo:
    A prevalência das alergias respiratórias está aumentando em todo mundo. O ácaro da poeira doméstica Dermatophagoides pteronyssinus é o agente ambiental mais relacionado às alergias respiratórias perenes. O entendimento da imunopatologia das alergias respiratórias como sendo uma hipersensibilidade a agentes ambientais inócuos, tal qual o ácaro da poeira, ainda não fez da imunoterapia a linha principal de tratamento dessas doenças. Imunoadjuvantes como a Listeria monocytogenes, utilizados em modelos animais associados antígenos alergênicos parecem proteger os animais de forma eficaz contra a indução de alergia respiratória. No presente estudo foi testada a injeção de L. monocytogenes morta por calor além de outros adjuvantes, associada ao extrato de D.pteronyssinus na tentativa de proteger os bronquíolos de camundongos A/J contra desafios posteriores com aerossol desse extrato. O modelo utilizado induziu alterações histopatológicas características das alergias mas, não houve êxito em proteger os bronquíolos dos camundongos de desafios posteriores com nenhum dos adjuvantes testados apesar da associação da ovoalbumina com o adjuvante completo de Freund ter exercido pequena proteção com relação ao infiltrado eosinofilico.

    Palavras-chave: Inflamação, Camundongo CBA, Imunoadjuvantes, Alergia

    Orientador: Lain Pontes de Carvalho

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Álvaro Augusto Souza da Cruz Filho
    Eduardo Antônio G. Ramos
    Lain Pontes de Carvalho


  • CLÁUDIO PEREIRA FIGUEIRA
    APOPTOSE NA LEISHMANIOSE EXPERIMENTAL MURINA: O MODELO DO CAMUNDONGO CBA
    Mais detalhes

    Resumo:
    Apoptose é um tipo de morte celular geneticamente regulada, com características morfológicas e bioquímicas específicas, essencial na organogênese e na manutenção da homeostase do organismo. Este evento celular também está envolvido na patogênese de diferentes doenças. Nas doenças parasitárias, como na doença de Chagas, tem sido demonstrado a importância deste evento para o estabelecimento da infecção pelo Trypanosoma cruzi. Na leishmaniose poucos trabalhos tem investigado a participação da apoptose nos mecanismos de resistência e susceptibilidade desta doença. Nós avaliamos a ocorrência deste evento no modelo de leishmaniose murino, utilizando camundongos isogênicos CBA infectados com L. amazonensis, para as quais são susceptíveis, ou L. major, para as quais são resistentes. Diferente de outros modelos que utilizam camundongos com background genético distintos, este modelo permite apontar para fatores relacionados ao parasito que possam estar determinando o padrão de resposta. Foram utilizadas diferentes técnicas para a detecção da apoptose em diferentes fases deste processo. Células do linfonodo de drenagem foram avaliadas no intervalo de 7 a 42 dias de infecção. Nós observamos através da contagem com a coloração de azul de tripan, que houve um aumento no número de células mortas nos linfonodos dos animais infectados com L. amazonensis, porém em relação ao número de células totais, o percentual de células mortas foi semelhante entre os dois grupos. Através da análise na citometria de fluxo com marcação com anexina-V, verificou baixa frequência de células apoptóticas, tanto em células totais como em linfócitos T CD4+ e TCD8+. Porém, verificou-se uma diminuição na frequência de células CD4+ nos animais infectados. A análise in situ através da marcação com a técnica de TUNEL, observou-se com 7 dias um maior número de células apoptóticas nos animais infectados com L.major e com 21 dias um maior número de células em apoptose nos animais infectados com L. amazonensis, no 42º dia não houve diferenças entre os grupos. Na microscopia eletrônica foram evidenciados os aspectos típicos de apoptose nos dois grupos, sendo que foram observados com mais frequência macrófagos com corpos apoptóticos nos linfonodos dos animais infectados com L. amazonensis no 42º dia. A análise histopatológica mostra aumento no número de macrófagos com 42 º dia nos animais infectados com L. amazonensis. Os dados apresentados mostram diferenças na cinética e na frequência da ocorrência de apoptose na resposta de resistência e de susceptibilidade.

    Palavras-chave: Leishmaniose; Camundongo isogênico;Apoptose; Leishmania amazonensis; Leishmania major

    Orientador: Luiz Antonio Rodrigues de Freitas

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Roque Pacheco de Almeida
    Johan Van Weyenbergh
    Luiz A. R. de Freitas


  • FRANCINALDO SOARES SILVA
    EFEITO DA SALIVA DE LUTZOMYIA LONGIPALPIS (DIPTERA: PHLEBOTOMINAE) SOBRE A RESPOSTA INFLAMATÓRIA EM CAMUNDONGOS BALB/C
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    Resumo:
    Os indivíduos que são continuamente expostos às picadas de insetos exibem uma seqüência regular de sensibilidade, iniciando com uma fase ausente de reação, seguida de uma resposta do tipo tardia, depois tardia e imediata, somente imediata e culminando com a ausência completa de reação às picadas, onde os indivíduos voltam à situação inicial, atingindo um nível de desensibilização. Evidencia-se a formação de uma resposta específica contra os componentes salivares e que estes elementos poderão constituir-se em alvos para possíveis vacinas contra as doenças transmitidas por insetos. Sensibilizar camundongos BALB/c com picadas de Lutzomyia longipalpis e desafiá-los com 0,2 par de glândula salivar, no intuito de investigar a cinética das células inflamatórias e a resposta imune saliva. Camundongos BALB/c foram sensibilizados com picadas de fêmeas do flebótomo Lutzomyia longipalpis com intervalos de 10 dias. Ao final das sensibilizações, coletou-se o soro para a dosagem de anticorpos antisaliva. Após 10 dias da ultima exposição, inoculou-se 10 l de saliva com ou sem 0.2 par de saliva na orelha dos camundongos e a seguir fragmentos de tecidos auricular foram retirados e fixados em formol a 10% para as análises histológicas. O bolsão inflamatório foi construído pela injeção de LPS ou saliva e as células coletadas 12 horas depois. Após cinco exposições, os camundongos apresentaram altos níveis de anticorpos IgG total e de anticorpos IgG1. O infiltrado inflamatório na orelha dos camundongos cinco vezes expostos mostrou-se mais intenso do que nos demais grupos de camundongos. Houve um aumento do número de neutrófilos, macrófagos e mastócitos ao longo das sensibilizações. Nos animais com 5 exposições após 2h de desafio com SGS foi observado hemorragia e o edema foi mais intenso. Nas orelhas após 48h do desafio com SGS foi observado necrose e células de aspecto apoptótico. Os neutrófilos foram as células que predominaram no exsudato inflamatório dos três grupos de camundongos. O número de Mo/M foi maior no exsudato do bolsão inflamatório dos animais controle injetados com SGS, com marcada redução nas exposições subseqüentes. A saliva de L. longipalpis induz uma resposta inflamatória com características indicativas de uma resposta mista, combinando elementos do tipo Th2 de aspectos de uma reação tardia do tipo DTH. Ademais, a saliva apresenta uma potente capacidade de recrutar macrófagos, a qual é progressivamente modulada após as exposições, o que pode ser relevante na infecção por Leishmania, um parasita predominantemente intramacrofágico.

    Palavras-chave: Lutzomyia longipalpis. Saliva. Inflamação. Picada de insetos.

    Orientador: Aldina Maria Prado Barral

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Neuza Alcântara
    Zilton Andrade
    Aldina Barral


  • JANEIDE DA SILVA MAGRANI
    ESTUDO DA PARTICIPAÇÃO DOS RECEPTORES HISTAMINÉRGICOS CENTRAIS H1 E H2 NO CONTROLE DA INGESTÃO DE ÁGUA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    Diversos estudos têm mostrado a participação das vias histaminérgicas cerebrais no controle das funções neuroendócrinas e comportamentais. Entretanto poucos trabalhos foram realizados para esclarecer o papel destas vias no controle hidrossalino. Assim, o objetivo do presente trabalho foi investigar a participação das vias histaminérgicas centrais no controle da ingestão hídrica. Foram realizados quatro grupos experimentais estudando os efeitos dos agonistas e antagonistas dos receptores histaminérgicos dos tipos H1 e H2 sobre a ingestão de água em animais normoidratados, após privação hídrica, após desidratação osmótica e pós-prandial. Os três primeiros grupos experimentais foram realizados entre 7 e 12 horas da manhã e o quarto grupo foi realizado durante o período noturno, iniciando-se as 18:00 horas. No primeiro grupo, ratos normoidratados receberam microinjeções bilaterais no núcleo ventromedial hipotalâmico (VMH), do agonista dos receptores histaminérgicos do tipo H1, HTMT (6-[2-(4-Imidazol) etilamino]-N-(4-trifluorometilfenil) heptanecarboxamide), nas doses de 100 e 200 nmol e do agonista para os receptores do tipo H2, dimaprita, na dose de 100 nmol. No segundo grupo animais em privação hídrica por 14 horas durante o período noturno, receberam, no VMH, microinjeções de mepiramina, antagonista dos receptores histaminérgicos do tipo H1, e cimetidina antagonista dos receptores do tipo H2, nas doses de 100 e 200 nmol. O terceiro grupo experimental foi realizado em animais sob desidratação osmótica induzida pela administração oro-gástrica de salina hipertônica (solução salina 9% num volume de 10% do peso corporal). Nestes três grupos, o volume ingerido pelos animais foi monitorado a cada 15 minutos, durante duas horas. No quarto grupo experimental os animais receberam no VMH microinjeções de mepiramina e cimetidina, na dose de 200 nmol para a investigação da ingestão hídrica pós-prandial. A ingestão alimentar e hídrica deste grupo foram monitorados a cada 30 minutos durante as primeiras 4 horas do período noturno e ao fim deste período (6h). Os resultados mostram que a administração dos agonistas histaminérgicos HTMT (100 nmol e 200 nmol), e dimaprita (100 nmol), estimula a ingestão de água em animais normoidratados. No segundo grupo experimental, observou-se que a microinjeção bilateral no VMH de cimetidina e mepiramina (100nmol e 200 nmol), inibe a ingestão de água em animais desidratados por privação hídrica. No terceiro grupo experimental, com animais sob desidratação osmótica, a administração de cimetidina e mepiramina (200 nmol) inibe a ingestão hídrica, sendo que a mepiramina apresentou efeito dipsogênico mais potente. No quarto grupo experimental, verificou-se que apenas mepiramina (200 nmol) levou a significativa redução da ingestão de água pós-prandial ao final do período noturno. Os dados presentes demonstram que ambos os receptores histaminérgicos dos tipos H1 e H2, participam diretamente do processo de controle da ingestão hídrica, sendo que os receptores do tipo H1, parecem ser mais efetivos no controle da ingestão hídrica do que os receptores do tipo H2. A utilização dos antagonistas histaminérgicos H1 e H2 em animais desidratados por privação hídrica e por administração de salina hipertônica, demostram a existência de um tônus histaminérgico endógeno que participa dos mecanismos cerebrais de controle da ingestão hídrica em condições fisiológicas de forma a manter a homeostasia hidrossalina.

    Palavras-chave: Hipotálamo; Núcleo Ventromedial Hipotalâmico; Histamina; Receptores H1 e H2.

    Orientador: Josmara Fregoneze

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Irismar Reis de Oliveira
    Ramon El-Bachá
    Josmara Fregoneze


  • EDINETE MELO DA SILVA 
    INIBIÇÃO DA REPLICAÇÃO DO HIV-1 PELO ALCALÓIDE INDÓLICO CORONARIDINA E O SEU ANÁLOGO 18-METOXI-CORONARIDINA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    Os alcalóides são utilizados como analgésicos, estimulantes do sistema nervoso central, e no tratamento de algumas enfermidades, como a malária e o câncer. Experimentalmente, os alcalóides exercem potentes efeitos farmacológicos sobre uma ampla variedade de patógenos, inclusive o HIV-1. A 18-metoxi-coronaridina (18M-COR), análogo sintético do alcalóide indólico de origem vegetal Coronaridina (COR), apresenta atividade leishmanicida, in vitro, e anti-dependência química, in vivo. Investigar se COR e 18M-COR inibem a replicação do HIV-1 em células mononucleares do sangue periférico (PBMC) e macrófagos humanos. PBMC de doadores normais foram infectados com isolados primários de HIV-1, com diferentes tropismos para receptores de quimiocinas (R5, R5X4 e X4), e expostos a diferentes concentrações de COR ou de 18M-COR. A replicação viral foi avaliada após sete dias pela medida da atividade da transcriptase reversa ou da quantificação do antígeno p24, nos sobrenadantes de cultura. Macrófagos derivados de monócitos foram infectados por um isolado monocitotrópico de HIV-1 e expostos a 18M-COR, durante 21 dias. A replicação do HIV-1 foi avaliada a cada 7 dias, como citado acima. A viabilidade celular dos PBMC e macrófagos expostos aos alcalóides foi avaliada pelos ensaios de exclusão do corante azul de Trypan e pelo XTT. Verificamos que COR e 18M-COR exercem efeito inibitório dose-dependente sobre a replicação do HIV-1, independentemente do seu tropismo celular, em concentrações que não alteram a viabilidade das células-alvo. A 18M-COR (50M) inibe a replicação viral, em PBMC, atingindo até 70±8%, 75±3% e 72±6% de inibição do crescimento dos vírus R5, R5X4 e X4, respectivamente. Resultados semelhantes foram observados sobre o crescimento do HIV-1 em macrófagos: após 14 dias de cultura, encontramos entre 49% e 61% de inibição, e entre 66% e 83% após 21 dias, para as concentrações 12,5M e 25M, respectivamente. Em PBMC, o efeito inibitório da 18M-COR é ligeiramente inferior ao exercido pelo anti-retroviral AZT e, em macrófagos, os efeitos são similares. Dados preliminares sugerem que a 18M-COR inibe a replicação viral através da inibição da enzima transcriptase reversa do HIV-1. A 18M-COR inibe a replicação de isolados primários de HIV-1 em PBMC e em macrófagos, independentemente do uso preferencial de correceptores pelos isolados testados; esta atividade anti-retroviral é provavelmente mediada através da inibição da enzima viral transcriptase reversa.

    Palavras-chave: HIV-1, AIDS, Alcalóides, Produtos Naturais.

    Orientador: Dumith Chequer Bou-Habib

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Eudes da Silva Velozo
    Carlos Roberto Brites Alves
    Dumith Chequer Bou-Habib


  • SANDRA ROCHA GADELHA
    EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR DO HIV-1 NO ESTADO DO CEARÁ, BRASIL
    Mais detalhes

    Resumo:
    No Brasil, o HIV-1 é representado predominantemente por vírus do subtipo B, embora um aumento no número de vírus não Bs e recombinantes tem sido registrado. O HMA, baseado no gene env, tem sido muito usado neste país como ferramenta para monitorar a distribuição dos subtipos. Como a recombinação intersubtipo é uma importante fonte de variação genética do HIV-1 é de fundamental importância ampliar a subtipagem por HMA para duas regiões distintas do genoma do HIV: env e gag. O principal objetivo deste trabalho é identificar subtipos circulantes do HIV-1 no estado do Ceará. Este estado está localizado na região Nordeste do Brasil, onde o turismo sexual e a prostituição infantil são fatores que favorecem a disseminação da epidemia do HIV. As amostras foram coletadas no Hospital São José, que é o maior hospital para HIV/AIDS no Ceará. Células mononucleares do sangue periférico foram separadas pela metodologia de Ficol-Hipaque e o DNA genômico extraído através da digestão com proteinase K, seguido de purificação com fenol-clorofórmio. O DNA genômico foi usado para amplificar fragmentos dos genes env e gag através de PCR. Foi utilizada a técnica de HMA para identificar os subtipos circulantes nessa população. Amostras correspondentes à variante brasileira do subtipo B (motivo GWGR) foram identificadas por RFLP usando a enzima de restrição FokI. Foram analisamos 149 amostras positivas para HIV-1 coletadas no ano 2000. Os subtipos B, F e B/F foram identificados. A prevalência do subtipo B foi de 94% e a prevalência de ambos subtipo F e recombinante B/F de 3%. Baseado na análise com a enzima FokI, 34% das amostras foram identificadas como a variante brasileira do subtipo B (motivo GWGR). Foi demonstrado, nesse estudo, uma predominância de subtipo B semelhante a estudos anteriores realizados com amostras da região sudeste do Brasil. Além disso, foi demonstrado, pela primeira vez, a presença de subtipo F e recombinante B/F no estado Ceará. Estes resultados contribuem para um conhecimento geral da epidemia do HIV no Brasil, fornecendo informações importantes para o planejamento de estratégias relevantes para a saúde pública em nosso país.

    Palavras-chave: Epidemiologia molecular; HIV-1, Ceará

    Orientador: Bernardo Galvão Castro Filho

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Luís Fernando de Macedo Brígido
    Mitermayer Galvão dos Reis
    Bernardo Galvão


  • CLARISSA ROMERO TEIXEIRA 
    AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ADJUVANTE DE LECTINAS VEGETAIS NA VACINAÇÃO CONTRA LEISHMANIOSE CUTÂNEA EXPERIMENTAL.
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    Resumo:
    A saliva do vetor flebotomíneo contém uma grande variedade de moléculas que modulam a resposta hemostática, imune e inflamatória do hospedeiro influenciando o estabelecimento do parasita. Neste trabalho, utilizamos o modelo do bolsão de ar em camundongos BALB/c e C57BL/6 com o objetivo de caracterizar a resposta inflamatória induzida pelo homogeneizado de glândula salivar (SGH) de Lutzomyia longipalpis. Em nossos resultados, foi possível observar uma cinética diferente de recrutamento celular entre as duas linhagens. Enquanto em BALB/c ocorreu o recrutamento significante de macrófagos e eosinófilos após doze horas, apenas neutrófilos foram recrutados em C57BL/6. Analisando as quimiocinas que poderiam estar envolvidas neste recrutamento diferenciado, detectamos um aumento na expressão de CCL2/MCP-1 induzido em BALB/c mas não em C57BL/6. Este dado foi confirmado quando camundongos BALB/c foram tratados com anticorpo monoclonal anti-CCL2/MCP-1 ou bindarit, uma droga que inibe a síntese de CCL2/MCP-1. Estes tratamentos induziram uma redução no recrutamento de macrófagos, e na expressão de CCL2/MCP-1. A produção de CCL2/MCP-1 também foi observada in vitro quando macrófagos J774 foram expostos ao SGH. O efeito do SGH também foi neutralizado após pré-incubação com soro contendo anticorpos anti-SGH e também em camundongos pré-expostos a picadas de L. longipalpis. Com o objetivo de avaliar qual(is) molécula(s) da saliva estariam envolvidas neste efeito, utilizamos construções de cDNA e proteínas recombinantes da saliva de L. longipalpis como estímulo. Observamos que a proteína recombinante de 11kDa da saliva de L. longipalpis, assim como o seu cDNA, parece ter uma atividade inflamatória mais inicial. As proteínas recombinantes da família “yellow” e de 61kDa e os cDNA equivalentes a estas proteínas teriam um efeito mais tardio. A combinação do SGH com a L. chagasi resultou em um efeito aditivo no recrutamento de neutrófilos e macrófagos quando comparado à resposta inflamatória induzida apenas pela L. chagasi nas duas linhagens. O SGH também modificou o perfil de expressão de CCL2/MCP-1, CCL4/MIP-1, CCL11/eotaxina e CXCL1/KC induzida pelo parasita nas duas linhagens de camundongo. Estes resultados sugerem que a saliva de L. longipalpis desempenharia papel importante na modulação da resposta inflamatória do hospedeiro induzida pelo parasita resultando no recrutamento de uma maior quantidade de células inflamatórias para o local da picada.

    Palavras-chave: Flebótomo; Saliva; Leishmaniose; Inflamação; Quimiocinas

    Orientador: Manoel Barral-Netto

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    João Santana da Silva
    Amélia Maria Ribeiro de Jesus
    Manoel Barral-Netto


  • SORAIA MACHADO CORDEIRO 
    CARACTERIZAÇÃO FENOTÍPICA E GENOTÍPICA DE ISOLADOS DE NEISSERIA MENINGITIDES DE CASOS DE MENINGITE NO HOSPITAL COUTO MAIA, SALVADOR-BA
    Mais detalhes

    Resumo:
    Infecções por Neisseria meningitidis estão associadas a altos índices de morbi-mortalidade. Em Salvador, a incidência anual média da meningite meningocócica, no período de fevereiro de 1996 a janeiro de 1999 foi de 2,25/100000 hab., acometendo, principalmente, crianças menores de 02 anos (14,19/100.000hab.), uma taxa de letalidade geral de 7,9% e 4,7% de seqüelas neurológicas. Assim, se faz necessário a disponibilidade de um método simples, eficaz na caracterização molecular deste patógeno, para um melhor entendimento na distribuição e transmissão da doença. Este trabalho, teve como objetivos, descrever a distribuição fenotípica e genotípica da Neisseria meningitidis isolada de casos de meningite de Salvador-BA e validar a utilização do método da NgREP-PCR em estudos de vigilância epidemiológica. A população do estudo foi formada por pacientes do Hospital Couto Maia, Salvador-BA, que tiveram cultura de líquor positiva para Neisseria meningitidis. Para a caracterização fenotípica, as amostras foram submetidas a testes de aglutinação, na determinação dos sorogrupos (A, B, C, W135 e Y) e testes de dot-blot, utilizando anticorpos monoclonais, na determinação dos 18 sorotipos e 18 sorosubtipos e a caracterização genotípica foi realizada pela Reação da Polimerase em Cadeia – NgREP-PCR. Durante o período do estudo foram identificados no HCM, 272 casos de meningite meningocócica, dos quais, 258 tiveram isolados analisados. A distribuição dos sorogrupos, identificou o predomínio de sorogrupo B, em 79,8% (206 de 258) dos isolados, seguido do sorogrupo C, em 18,6% (48 de 258), do sorogrupo W135, em 1,2% (3 de 258) e do sorogrupo Y em 0,4% (1 de 258), nenhum caso sorogrupo A foi identificado. A distribuição dos sorotipos e sorosubtipos demonstrou a predomínio de 4,7;P1.19,15 (63,2%); 4,7;P1.7,1 (4,3%); 2a:P1.2 (3,5%); 4,3:P1.3 (1,9%); Outros (24,8%). Foram caracterizados pelo NgREP-PCR 84,5% (218 de 258). Através da análise visual, os isolados foram caracterizados e agrupados em 34 padrões correlacionados, sendo que, 16 desses padrões, abrangeram 91,7% do total das amostras. Através da análise pelo software GelCompar II versão 4.1, cada padrão correlacionado registrou um índice de similaridade, entre suas amostras, superior a 80%. Além disso, o método do NgREP-PCR foi capaz de identificar padrões que se correlacionaram perfeitamente à sorosubtipagem e principalmente, de identificar o clone dominante encontrado na população estudada. Assim, o NgREP-PCR pode ser utilizado como ferramenta em estudos de vigilância epidemiológica.

    Palavras-chave: Meningite meningocócica, Fenótipos, Genótipos, Biologia Molecular, Bahia.

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Hagamenon Rodrigues da Silva
    Edson Duarte Moreira
    Mitermayer Reis


  • MARIA ALICE SANT’ANNA ZARIFE
    ESTUDO DA RESPOSTA IMUNE NA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC).
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    Resumo:
    Segundo dados da OMS, o vírus da hepatite C (VHC) afeta 150 milhões de pessoas em todo o mundo. Por ser uma infecção assintomática na maioria dos indivíduos, estudos sorológicos de base populacional são necessários para estimar a prevalência da infecção, e implementar medidas de prevenção. Os objetivos desse estudo foram: verificar a prevalência da infecção pelo vírus C da hepatite em uma amostra de 30 “áreas sentinelas” da cidade de Salvador, Bahia, determinar a associação desta prevalência com o sexo, idade, escolaridade, renda familiar e distribuição pelas áreas estudadas, e analisar os genótipos encontrados. Foram examinadas 1308 amostras de soro coletadas pelo Estudo de Avaliação do Impacto sobre a Saúde do Programa de Saneamento Ambiental de Salvador e Cidades do Entorno da Baía de Todos os Santos. A prevalência do VHC foi determinada através do método de ELISA automatizado de 3a geração, MEIA (Microparticle Enzyme Immunoassay, Axsym, Abbott), confirmada pelo RIBA III (Chiron), e pela Reação em Cadeia da Polimerase (RT-PCR). A genotipagem foi realizada pelo método RFLP (Restriction Fragment Lenght Polimorfism). A prevalência da infecção pelo VHC encontrada foi 1,5% (20/1308). Dez amostras foram positivas pela ELISA e confirmadas pelo RIBA e por RT-PCR (VHC-RNA detectável); três amostras foram positivas pela ELISA, positivas pelo RIBA e negativas por RT-PCR (VHC-RNA indetectável); três amostras foram positivas pela ELISA, indeterminadas pelo RIBA, e positivas por RT-PCR; quatro amostras foram ELISA positivo, RIBA negativo, com RT- PCR positivo. Essa prevalência associou-se com idade acima de 20 anos (p< 0,05), escolaridade superior a 12 anos (p<0,01), nível de renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos (p<0,05) e com local de residência na Barra. Não houve associação significativa com o sexo (p= 0,66). Quinze amostras VHC-RNA positivas foram genotipadas, obtendo-se uma frequência maior do genótipo 3 (8/15), seguida pelos genótipos 1 (6/15), e 2 (1/15). Duas das 17 amostras VHC-RNA positivas não tiveram o genótipo determinado. Concluindo, a prevalência de infecção pelo VHC encontrada na amostra estudada foi 1,5%, e associou-se com idade, escolaridade, renda familiar e local de residência na Barra. A distribuição genotípica encontrada neste tipo de estudo, com predomínio do genótipo 3 seguido pelos genótipos 1 e 2, foi diferente do que foi demonstrado em pacientes portadores do anti-VHC acompanhados em ambulatórios e hospitais de Salvador, quando foi encontrado um predomínio do genótipo 1, seguido pelos genótipos 3 e 2.

    Palavras-chave: Vírus C da hepatite, Genótipos, Prevalência, Bahia.

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2008

    Banca examinadora:
    Eduardo Hage Carmo
    Raymundo Paraná Ferreira Filho
    Mitermayer Reis


  • FÁBIO DAVID COUTO
    ESTUDO DA PREVALÊNCIA DO POLIMORFISMO C677T NO GENE DA ENZIMA METILENOTETRAHIDROFOLATO REDUTASE (MTHFR): ASSOCIAÇÃO COM HEMOGLOBINAS VARIANTES E FATORES LIGADOS AOS NÍVEIS SÉRICOS DE HOMOCISTEÍNA EM RECÉM-NASCIDOS DE DUAS MATERNIDADES DE SALVADOR-BAHIA
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    Resumo:
    O metabolismo da homocisteína pode ser afetado por carência nutricional de vitaminas (B6, B12 e folatos) ou por alterações genéticas que afetam o funcionamento de enzimas envolvidas em sua via metabólica. A homozigose para a mutação C677T no gene da enzima metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) tem sido relacionada com a hiperhomocisteinemia, descrita como fator de risco importante e independente para a ocorrência de doenças cardiovasculares. As hemoglobinopatias estruturais, principalmente a hemoglobina S, também tem sido associada a estes eventos. No presente estudo foi determinada a prevalência da mutação C677T da MTHFR, por PCR e RFLP, em 843 recém-nascidos de Salvador-Bahia, correlacionando a presença desta mutação com o perfil de hemoglobinas determinado por HPLC. Os níveis séricos de homocisteína, vitamina B12 e folatos foram determinados em um subgrupo de 75 recém-nascidos, com os diferentes genótipos para o polimorfismo C677T da MTHFR: 25 selvagens (C/C), 25 heterozigotos (C/T) e 25 homozigotos (T/T) mutantes, todos portadores de hemoglobina AA. A freqüência do alelo T foi de 23,4%, com prevalências de 36,2% da heterozigose e 5,3% da homozigose para o polimorfismo C677T da MTHFR. O alelo T foi normalmente distribuído entre os gêneros (p = 0,206) e entre os diferentes genótipos de hemoglobinas p = 0,696. Diferenças estatísticas não foram encontradas para os níveis de homocisteína, folatos e vitamina B12 entre os diferentes genótipos do polimorfismo C677T da MTHFR. Contudo as análises estratificadas para os níveis de folatos e vitamina B12 demonstraram que os recém-nascidos com níveis destas vitaminas abaixo dos valores medianos e portadores dos genótipos C/T e T/T apresentaram maior freqüência entre os neonatos com níveis de homocisteína acima de 6,7 μmol/L. Também foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os pesos dos recém-nascidos e os níveis de folatos (p = 0,043). Nossa população apresenta freqüência elevada do alelo T do polimorfismo C677T da MTHFR associada as hemoglobinopatias estruturais, o que pode influenciar na incidência das doenças vasculares freqüentemente observadas entre os portadores de hemoglobinopatias estruturais. De acordo com os resultados, os folatos são poderosos preditores dos níveis de homocisteína assim como do peso dos recém-nascidos, independente da mutação C677T; contudo,este efeito é potencializado pela presença da homozigose do alelo T.

    Palavras-chave: Enzimas; Vitaminas, Homocisteína, Triagem neonatal, Bahia

    Orientador: Marilda de Souza Gonçalves

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Carmem Silva Bertuzzo
    Angelina Xavier Acosta
    Marilda Gonçalves


  • GEORGE MARIANE SOARES SANTANA 
    AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DOS RECEPTORES FCGAMA EM LEUCÓCITOS DE PACIENTES COM LEISHMANIOSE CUTÂNEA LOCALIZADA
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Maria Ilma Andrade Santos Araújo
    Milena Botelho Pereira Soares
    Johan Weynbergh


  • MOEMA CORTIZO BELLINTANI
    AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE IMUNOMODULADORA DE FISALINAS ISOLADAS DE PHYSALIS ANGULATA L. EM MACRÓFAGOS ATIVADOS E NO CHOQUE ENDOTÓXICO
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    Resumo:
    Physalis angulata é uma erva de ciclo anual, amplamente difundida pelo mundo, utilizada pela medicina popular para o tratamento de uma variedade de patologias. Neste trabalho foram testadas as atividades imunomoduladoras de fisalinas, esteróides purificados do extrato de P. angulata. Os experimentos foram realizados in vitro em cultura de macrófagos inflamatórios ou in vivo através de ensaio de letalidade induzida por LPS. A adição das fisalinas B, F ou G, mas não da fisalina D, causa uma redução dose-dependente na produção de óxido nítrico (NO) por macrófagos estimulados com LPS e IFN-γ. A produção de TNF-α, IL-6 e IL-12 por culturas de mocrófagos estimulados com LPS ou LPS e INF-γ também foi inibida pela fisalina B de forma dose-dependente. A adição de RU 486, um antagonista do receptor de glicocorticóides, bloqueia a atividade inibitória da dexametasona na produção de IL-12 por macrófagos ativados, mas não reverte os efeitos inibitórios in vitro da fisalina B na produção de citocinas ou NO. O tratamento de camundongos com as fisalinas B, F ou G previne a morte induzida por uma dose letal de LPS. Camundongos tratados com fisalina B apresentaram níveis séricos de TNF-α mais baixos que os camundongos controle que foram apenas estimulados com LPS. Os resultados encontrados neste trabalho demonstram que as fisalinas B, F e G de P. angulata são substâncias imunomoduladoras potentes, que agem através de um mecanismo diferente da dexametasona.

    Palavras-chave: Physalis angulata, Fisalinas, Macrófagos, Choque endotóxico , Plantas medicinais, esteróides

    Orientador: Milena Botelho Pereira Soares

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Mauro Martins Teixeira
    Johan Van Weyenbergh
    Milena Botelho Pereira Soares


  • MARCO ANTONIO ARAÚJO SILVANY 
    AVALIAÇÃO DE ANTÍGENOS RECOMBINANTES VISANDO O DESENVOLVIMENTO DE TESTE IMUNODIAGNÓSTICO PARA LEISHMANIOSE VISCERAL
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Roque Almeida
    Ricardo Ribeiro dos Santos
    Lain Carvalho


  • CLAUDIA DE CARVALHO SANTANA 
    EFEITO DA INDUÇÃO DE TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA A ANTÍGENO CARDÍACO NO DESENVOLVIMENTO DE MIOCARDITE AUTOIMUNE E MIOCARDITE CHAGÁSICA EXPERIMENTAL
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    Resumo:
    O protozoário Trypanosoma cruzi é o agente etiológico da miocardite chagásica crônica (MCC). A patogênese da MCC, contudo, permanece desconhecida. Evidências indiretas sugerem que uma resposta imunológica contra o parasito ou contra componentes cardíacos pode ter um papel importante na patogenia da doença. Nesse trabalho, a participação de autoimunidade no desenvolvimento da MCC é demonstrada em camundongos nos quais tolerância imunológica a antígenos cardíacos específicos foi induzida ou reforçada previamente à infecção pelo T. cruzi. A tolerânica foi induzida pela administração de antígenos cardíacos na presença de adjuvante completo de Freund e anticorpo monoclonal anti-CD4. Camundongos tolerizados desenvolveram MCC menos intensa do que os controles não tolerizados que receberam apenas o anti-CD4 e adjuvante. Esses resultados confirmam a noção de que a auto-tolerância, em particular a antígenos cardíacos, pode ser reforçada/induzida em animais normais.

    Palavras-chave: Doença de Chagas. Auto-imunidade. Miosina. Tolerância

    Orientador: Lain Pontes de Carvalho

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Sérgio Arruda
    Zilton Andrade
    Lain Carvalho


  • DANIELE DECANINE
    ESTUDO DA REGULAÇÃO MOLECULAR DA APOPTOSE EX VIVO E IN VITRO EM PACIENTES COM HAM / TSP.
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    Resumo:
    O vírus linfotrópico de células T humano – tipo I (HTLV-I) é o agente etiológico da Leucemia/Linfoma de células T no adulto (ATL), da Mielopatia Associada ao HTLV-I/Paraparesia Espástica Tropical (HAM/TSP), e de outras patologias. Os IFN-alfa e IFN-beta foram recentemente introduzidos no tratamento de ATL e HAM/TSP, embora seus mecanismos de ação ainda estejam pouco esclarecidos. A presença da iNOS e seu recém-descoberto papel anti-apoptótico na ATL inciou novas perspectivas terapêuticas. Considerando a correlação entre a linfoproliferação induzida pelo HTLV-I e as patologias associadas, buscamos estudar a regulação molecular da linfoproliferação e da apoptose ex vivo e in vitro em indivíduos soropositivos assintomáticos e pacientes com HAM/TSP. A expressão ex vivo do mRNA das moléculas pró-apoptóticas Fas, FasL e pró-caspase-3 foi maior nos indivíduos assintomáticos quando comparados aos pacientes com HAM/TSP, sugerindo que uma diminuição da morte celular programada poderia ter influência no processo patológico. O aumento do mRNA da iNOS nos assintomáticos foi correlacionado a inibição da linfoproliferação in vitro pelo L-NMMA (inibidor da iNOS). Por outro lado, apenas o IFN-beta mostrou atividade anti-proliferativa significante, mas não pró-apoptótica in vitro em células mononucleares de pacientes com HAM/TSP. Porém, as células mostraram-se sensíveis ao estímulo com anti-CD3 na indução da apoptose. A estimulação com o IFN-beta ou anti-CD3 não diminuiu a expressão do mRNA da proteína viral Tax, sugerindo que os efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos ocorrem independente da transcrição viral. De acordo com nossos resultados, o uso combinado de IFN-beta e outras drogas antivirais ou pró-apoptóticas poderia ser considerado em futuros ensaios terapêuticos.

    Palavras-chave: Apoptose; HTLV-I; Mielopatia; Interferons

    Orientador: Johan Van Weyenbergh

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Washington Luís C. dos Santos
    Marilda Gonçalves
    Johan Weynbergh



  • 1999

  • MIGUEL ÂNGELO RODRIGUES BRANDÃO
    MELANOMA CUTÂNEO: AVALIAÇÃO CLÍNICA, DEMOGRÁFICA E HISTOPATOLOGIA DE 274 CASOS DIAGNOSTICADOS NA BAHIA
    Mais detalhes

    Resumo:
    O melanoma é o câncer com maior aumento na incidência nos últimos anos e suas características precisam ser conhecidas no Estado da Bahia. Este estudo é composto de duas partes: Dissertação sobre os aspectos gerais do melanoma e como segunda parte um estudo dos casos acompanhados pelo autor que tem como objetivo avaliar as características clínicas, demográficas, epidemológicas e histopatológiacas do melanoma cutâneo no Estado da Bahia, como também determinar as diferenças raciais, distribuição entre as instituições e o papel da manipulação prévia inadequada como fator prognóstico. Estudo retrospectivo em duas instituições. No período 1/03/1992 a 31/12/2000, 274 casos sucessivos com comprovação histológica, acompanhados por um mesmo cirurgião oncológico. Variáveis estudadas: instituição; idade; sexo naturalidade; procedência; raça; local da lesão primária; nível de Clark; espessura de Breslow; fase de crescimento; tempo de doença; biópsiaincisional excisional; presença de ulceração; associação com gravidez; uso de reposição hormonal e anticocepicional oral; tipo histológico; manipulação prévia; tratamento; recorrência; sobrevida e mortalidade. Foram considerados como critérios para manipulação prévia inadequada: cirurgia da lesão primária sem estudo anátomo-patológico; cauterização química ou elétrica; margens inadequadas;nodulectomia e não linfadenectomia no estádio III. 274 caso, 80 (rede pública) e 194 (clínica privada). Perda de seguimento de 1,46%. O Tempo médio de seguimento foi de 05 anos. Idade média de 52,4 anos. Sexo masculino 44,9%, feminino 55,1%. O tempo médio entre a percepção da lesão até o diagnóstico foi de 22,2 meses. O nível de Clark não foi mensurado em 10,9% dos laudos e a espessura de Breslow em 35%. A rede pública apresentou maiores níveis de Clark; espessura de Breslow; ulceração; fase de crescimento vertical e estadios mais avançados. Em relação à raça: Brancos 73,4%, pardos 10,9% e negros 15,7%. A raça branca predominou no serviço privado (87,6%) e a negra no serviço público (42,5%). Tipo histológico: 19,0% acral lentiginoso, 47,1% superficial, 25,9% nodular, 2,9 tipo lentigo maligno, 5,1% não classificado. Na raça branca o malanoma superficial correspondeu a 53,7% e na raça negra predominou o acral lentiginoso 81,4%. Os pacientes foram estadiados como: I 52,9%; II 25,2%; III 12,0% e IV 9,9%. Em relação a manipulação prévia: 34,3% sem manipulação, 41,6% com manipulação prévia adequada e 24,1% com manipulação prévia inadequada. A recidiva nestes grupos ocorreu em 2,1%, 2,6% e 25,8% respectivamente (p<10 –17 ) e a mortalidade em 11,7%, 2,6% e 40,9% respectivamente (p<10 –11 ) . A recidiva global foi de 8,0% e a mortalidade global 15,0%. Foram significativas para mortalidade, na analise univariada: nível de Clark IV e V; espessura de Breslow> 1,51mm; ulceração; tipo histológico nodular e acral lentiginoso; fase de crescimento vertical; presença de recidiva; manipulação prévia inadequada e estadiamento III e IV. A análise multivariada, com regressão logística revelou que os fatores prognósticos independentes para mortalidade foram o estádio, (p<000001), com odds ratio de 42,83 (IC 96% 14,9 – 122,6); seguido da manipulação prévia inadequada, p=0,004 e odds ratio de 3,83 (IC 95% 1,5 – 9,7). Diferenças significativas entre as instituições públicas e privadas, com dados de pior prognóstico no serviço público. A Bahia possui um alto percentual de melanoma acral lentiginoso, diferente dos dados do Brasil. Predominância do melanoma acral na raça negra. O atraso no diagnostico foi significativo. A manipulação prévia inadequada foi um fator prognóstico adverso, para a recidiva e mortalidade, sendo superada apenas pelo estadiamento.

    Palavras-chave: Melanoma; Acral, Manipulação prévia, Raça, Bahia

    Orientador: Luiz Antonio Rodrigues de Freitas

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Jorge Luiz Andrade Bastos
    Achiléa L. Bittencourt
    Luiz A. R. de Freitas


  • MARCELO DOS SANTOS TEIXEIRA
    OBTENÇÃO DE CÉLULAS COM PROPRIEDADES IMUNOMODULADORAS IN VITRO: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DOS EFEITOS DE ANTICORPOS ANTI-CD4 E DE CULTIVO CELULAR PROLONGADO
    Mais detalhes

    Resumo:
    A indução de tolerância por anticorpos anti-CD4 tem sido descrita em modelos animais in vivo e existem relatos de seu uso experimental em seres humanos. Métodos para obter resultados semelhantes com um tratamento in vitro poderiam evitar graves efeitos colaterais e viabilizar a sua aplicação a um número maior de pacientes. Contudo, efeitos modulatórios de anticorpos anti-CD4 sobre a resposta de células T in vitro ainda não foram descritos. Neste trabalho, ensaios de reação mista linfocitária foram usados para testar a resposta de células do baço de camundongos à estimulação por aloantígenos e por um superantígeno em presença do anticorpo monoclonal anti-CD4 YTS177.9. Em ambos os casos, o uso deste anticorpo reduziu a proliferação induzida pelo antígeno. Células de baço previamente cultivadas por dez dias na presença de antígeno, com e sem anti-CD4, foram capazes de inibir a proliferação de células idênticas não tratadas, em resposta ao mesmo antígeno. A adição de anti-CD4 ao cultivo exacerbou o efeito inibidor, de maneira dose-dependente. Estes efeitos não puderam ser verificados em um cultivo semelhante realizado por três dias, devido à intensa proliferação residual a este tempo. Estes resultados indicam um efeito modulatório in vitro de anticorpos anti-CD4 sobre esplenócitos de camundongos e podem representar a primeira evidência de tolerância dominante induzida por anticorpos in vitro.

    Palavras-chave: Tolerância; Anti-CD4; In vitro

    Orientador: Lain Pontes de Carvalho

    Financiador: 

    Defesa: 2003

    Banca examinadora:
    Denise Lemaire
    Patrícia S. T. Veras
    Lain Pontes de Carvalho


  • CELSO VINICIUS RODRIGUES
    EFEITO MUTAGÊNICO AMBIENTAL DE METAIS PESADOS EM MULHERES DE SANTO AMARO DA PURIFICAÇÃO – BAHIA.
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    Resumo:
    Os compostos metálicos plúmbicos são bem conhecidos e vem sendo utilizados desde os primórdios das civilizações. Por outro lado os elementos cadmiosos foram descobertos recentemente em 1817. Atualmente esses dois metais possuem uma ampla utilidade na indústria e comércio. Entretanto, devido a diversificação em suas utilizações, surgiram problemas relacionados à toxidade ocupacional e ambiental humana. Tem sido frequentemente demonstrado que o chumbo e cádmio sâo agentes capazes de inibir ações enzimáticas, alterar a fidelidade na síntese de DNA e ocasionar; mutações, alterações citogenéticas, câncer e distúrbios reprodutivos. A proposta do presente trabalho é investigar os efeitos clastogênicos ambientais do chumbo e cádmio em pessoas severamente expostas à ação deletéria da fumaça e escória industriais em Santo Amaro da Purificação. As análises citogenéticas procederam-se em sangue periférico de trinta mulheres que residiam a menos de mil metros da indústria poluidora. Um grupo controle foi estimulado em uma população com perfil cultural, sócio-demográfico e econômico semelhante ao grupo exposto. Foram analisadas 100 metáfases de cada participante (50 em coloração convencional e 50 em Banda GTW). Com intuito de realçar e melhor evidenciar as diferenças citogenéticas entre as populações, também foi realizado um estudo paralelo de Instabilidade Cromossômica, onde estimulou-se as células metafásicas (in vitro) com um comprovado agente mutagênico; Mitomicina c “MMc”. As mensurações toxicológicas para o chumbo e cádmio foram feitas no sangue e urina, respectivamente. O número de células com alterações cromossômicas foi significativamente mais elevado no grupo exposto. Resultados que também foram corroborados com a Análise de Instabilidade Cromossômica. Da mesma forma, o Índice Mitótico e os tipos de alterações citogenéticas, também foram diferentes estatisticamente ao serem comparados entre os distintos grupos estudados. Os atuais achados sugerem que a poluição ambiental provocada pelo chumbo e cádmio tenha sido provavelmente a causa das elevadas taxas de alterações citogenéticas encontradas nas mulheres investigadas. Informações que se tornam um forte embasamento para a realização de futuros estudos mais abrangentes e detalhados (genotóxicos e mutagênicos) na população que se encontra ambientalmente exposta na cidade de Santo Amaro da Purificação, Bahia.

    Palavras-chave: Chumbo, Cádmio, Meio ambiente, Santo Amaro da Purificação – Bahia

    Orientador: Edson Duarte Moreira Júnior

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Helma Pinchemel Cotrim
    Kátia de Albuquerque Coelho
    Edson Moreira


  • TONYA AZEVEDO DUARTE
    AVALIAÇÃO DO PAPEL DO INTERFERON-GAMA NA MODULAÇÃO DA RESPOSTA TECIDUAL CONTRA O MYCOBACTERIUM BOVIS
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    Resumo:
    O IFN-y tem sido implicado na defesa do hospedeiro contra as micobactérias. Esta citocina, produzida e liberada por linfócitos T recrutados para o sítio da infecção, é considerada o agente chave da ativação endógena, promovendo efeitos antimicobacterianos de macrófagos. Diversos modelos experimentais têm sido desenvolvidos para delinear o papel de citocinas responsáveis pelo controle da tuberculose. O presente estudo visa delinear o papel do IFN-y na modulação da resposta inflamatória granulomatosa no tecido hepático e pulmonar em camundongos infectados experimentalmente com o M. bovis. Os experimentos foram realizados utilizando-se camundongos com deficiência do gene responsável pela produção do IFN-y (C57BL/6 IFN-y-/-) e camundongos que produzem IFN-y (C57BL/6 IFN-y+/+), ambos infectados por via intravenosa com M. bovis. Avaliou-se a capacidade de sobrevida e multiplicação do M. bovis no fígado e pulmões, assim como características histopatológicas nestes dois órgãos. No curso da infecção (15, 30, 50 e 100 dias pós-infecção) a CFU (unidade formadora de colônia) foi quantificada no tecido hepático e pulmonar dos dois grupos de camundongos. A carga bacilar dos animais IFN-y-/- foi significantemente maior que nos IFN-y+/+. A quantidade de CFU foi maior no fígado que nos pulmões dos animais IFN-y-/- durante todo o estudo, enquanto nos IFN-y/+ apenas no primeiro ponto estudado (15 dias pós-infecção). Adicionalmente, nos camundongos IFN-y-/- ocorreu um aumento contínuo da carga bacilar com o transcurso da infecção, enquanto os camundongos IFN-y+/+ foram capazes de reduzir a carga bacilar no tecido hepático nos períodos mais tardios da análise. As alterações histopatológicas começam mais tardiamente nos camundongos IFN-y-/- (30 dias de pós-infecção). Estes formam granulomas sempre em menor número e tamanho que os IFN-y+/+. As alterações granulomatosas no fígado persistem até os 100 dias no camundongo IFN-y-/- e diminuem nos IFN-y+/+. Portanto, a presença do IFN-y influenciou na sobrevida e multiplicação do M. bovis no fígado e pulmões dos camundongos, assim como na formação e resolução do processo granulomatoso.

    Palavras-chave: Micobacterium bovis; Tuberculose; Interferon-gama

    Orientador: Sergio Arruda

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Zilton Andrade
    Luiz Freitas
    Sérgio Arruda


  • SHEILLA ANDRADE DE OLIVEIRA SIQUEIRA
    INFLUÊNCIA DA DESNUTRIÇÃO NA ESQUISTOSSOMOSE EXPERIMENTAL DO CAMUNDONGO.
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    Resumo:
    A patologia da esquistossomose é inicialmente devido à inflamação granulomatosa ao redor dos ovos depositados pelo S. mansoni com subsequente formação de fibrose. O presente estudo examinou as possíveis repercussões da desnutrição no hospedeiro e nos parasitos. Os camundongos desnutridos mostraram uma baixa resposta granulomatosa, caracterizada por granulomas pequenos e esparsos no tecido hepático, sem formação de fibrose periportal. Os animais eutróficos apresentaram uma intensa resposta inflamatória com maior número de granulomas e maior percentual de tecido fibroso. A resposta imune humoral específica para SEA mostrou-se alterada em animais desnutridos, que apresentaram níveis de anticorpos IgG1, IgG2b e IgG3 específicos contra SEA de 2 a 4 vezes mais baixos do que os níveis de camundongos eutróficos. Não foram observadas diferenças na produção de citocinas (IFN-, IL-4 e IL-5) e na proliferação celular por esplenócitos obtidos dos dois grupos experimentais. Estes achados indicam que os camundongos desnutridos apresentam um perfil de resposta imune semelhante aos animais alimentados com dieta normoproteica, contudo os níveis de anticorpos mostraram-se estatisticamente inferiores nos animais alimentados com dieta hipoproteica. Alterações no desenvolvimento dos parasitos oriundos de hospedeiros desnutridos foram evidenciadas no sistema reprodutor dos machos, bem como na oviposição das fêmeas (redução). Estes resultados, permitem inferir que a baixa fecundidade dos parasitos e a presença de possíveis distúrbios na maturação desses ovos, decorrentes da deficiência protéica, são fundamentais na reação granulomatosa pouco intensa sem progressão para a fibrose periportal, observada nos animais desnutridos.

    Palavras-chave: Esquistossomose mansônica; Camundongos; Desnutrição

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Eridan de Medeiros Coutinho
    Mitermayer Galvão dos Reis
    Zilton Andrade


  • ANA LUCIA MORENA AMOR
    INFECÇÃO DE CAMUNDONGOS POR TRYPANOSOMA CRUZI: ALGUNS ASPECTOS DA INTERAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO ENVOLVENDO O ÁCIDO SIÁLICO E A TRANS-SIALIDADE.
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    Resumo:
    O ácido siálico atua em diversos fenômenos biológicos, podendo exibir um efeito potenciador da infecção de células de mamíferos por T. cruzi in vitro. Células deficientes em ácido siálico são menos infectadas por tripomastigotas de T. cruzi, e esse fenômeno é revertido pela sialilação destas células. Neste trabalho investigou-se o possível papel do ácido siálico na migração do T. cruzi do espaço intravascular e no tropismo desses parasitos a diferentes órgãos. Camundongos BALB/c foram dessialilados com sialidase de Vibrio cholera antes de infectá-los intravenosamente com tripomastigotas. Amostras de sangue foram coletadas e retirados diversos órgãos 48 horas pós-infecção. A parasitemia foi mensurada através de hemocitômetro e o DNA parasitário nos órgãos quantificados através de hibridização com uma sonda marcada com 32P, correspondendo a um segmento de DNA satélite do T. cruzi. A saída dos parasitos da circulação e o tropismo para diferentes tecidos foi semelhante em animais dessialilados ou não. Foi também investigado, se trans-sialidase (TS; enzima que transfere ácido siálico de glicoproteínas do hospedeiro para moléculas da membrana parasitária), com ou sem atividade enzimática ligam-se a tecido cardíaco utilizando-se uma reação de imunoperoxidase. Foram usados reagentes TS recombinantes (ativa, inativa e representando apenas o domínio C-terminal) e um anticorpo monoclonal anti-TS. Foi observada coloração do tecido tanto nos cortes incubados com TS ativa quanto com a inativa e ausência de coloração quando incubado fragmento correspondendo ao domínio C-terminal da molécula de TS. Nossos achados com a dessialilação sugerem que o ácido siálico não é um ligante envolvido na saída do T. cruzi do compartimento intravascular. A ligação da TS ao coração se dá por sua região catalítica, independendo de atividade enzimática.

    Palavras-chave: Trypanosoma cruzi; Camundongo; Ácido siálico; Trans-sialidase

    Orientador: Lain Pontes de Carvalho

    Financiador: 

    Defesa: 2002

    Banca examinadora:
    Denise Lemaire
    Luiz Freitas
    Lain Carvalho


  • REGIS BERNARDO BRANDIM GOMES
    AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ANTICORPOS CONTRA A SALIVA DE LUTZOMYIA LONGIPALPIS EM CRIANÇAS NUMA ÁREA ENDÊMICA DE LEISHMANIOSE VISCERAL
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    Resumo:
    Pessoas que vivem numa área endêmica de Leishmaniose Visceral apresentam anticorpos anti-saliva do vetor Lutzomyia longipalpis. Nós avaliamos IgG total assim como as subclasses IgG1, IgG3, IgG4 e IgE contra o lisado de glândula salivar de L. longipalpis nos soros de crianças (idade entre 0- 5 anos) naturalmente expostas. Os soros foram obtidos em um estudo prospectivo no qual realizou-se sorologia (ELISA) e o teste de hipersensibilidade tardia (DTH) contra antíegeno de Leishmania. Os indivíduos que foram negativos para ambos os testes na primeira avaliação (fase 1), foram acompanhados, testados mais uma vez (fase 2) e classificados em quatro grupos (positivo para sorologia e DTH, sorologia positiva e DTH negativo, sorologia negativa e DTH positivo e sorologia e DTH negativos). Quinze soros de cada grupo em ambas as fases foram testados pela técnica de ELISA, e cinco dos mesmos grupos pela técnica de Western blot usando extrato de glândula salivar como antígeno. Um aumento significante e IgG, IgG1 e IgE anti-saliva foi observado nos grupos que convertem a sorologia e o DTH anti-Leishmania na segunda fase. Um aumento significante de IgG4 foi observado somente no grupo que converte a sorologia anti-Leishmania. Não se observou um aumento na resposta de IgG anti-saliva quando utilizou-se a saliva de Phlebotomus papatasi e L. whitmani. A análise por Western blot mostrou um aumento de reconhecimento de bandas no grupo que converte o DTH. Existe pelo menos 10 antígenos no qual dois (50 e 36 kDa) são reconhecidos comumente pelo soro das crianças com DTH positivo. Nossos resultados mostram um aumento de anticorpos IgG, IgG1 e IgE anti-saliva no grupo de indivíduos com DTH positivo. Anticorpos contra as proteínas da glândula salivar de flebótomos podem ser relevantes nos estudos de epidemiologia das leishmanioses e na imunidade natural.

    Palavras-chave: Leishmania donovani chagasi; Anticorpos; Lutzomyia e hipersensibilidade tardia

    Orientador: Aldina Maria Prado Barral

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Paulo Pimenta
    Luiz Freitas
    Aldina Barral


  • ALENA RIBEIRO ALVES PEIXOTO MEDRADO
    PARTICIPAÇÃO DE MIOFIBROBLASTOS NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO – INFLUÊNCIA DO RAIO LASER DE BAIXA POTÊNCIA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    O reparo tecidual que se processa durante a cicatrização de ferimentos cutâneos se faz às custas de intensa proliferação celular, deposição de novos elementos da matriz extracelular, bem como seu posterior remodelamento. Nesta fase da cicatrização, entre muitos outros elementos celulares, destacam-se os miofibroblastos. Diversas variáveis podem interferir no curso da cicatrização tecidual, incluindo fatores endógenos e exógenos. Um dos fatores exógenos recentemente estudado é a terapia com laser de baixa potência. Contudo, a eficácia desta fototerapia tem suscitado opiniões contraditórias, e numa tentativa de contribuir para o seu entendimento, ela foi particularmente considerada. Realizaram-se ferimentos cutâneos padronizados no dorso de 72 ratos Wistar, e em seguida, aplicação pontual do raio laser de baixa potência do tipo Ga-As-AI com diferentes densidades de energia. Os animais foram sacrificados com 24, 48 e 72 horas, bem como, 5, 7 e 14 dias. Procedeu-se a análise das secções teciduais coradas por hematoxilina-eosina, sírius vermelho e orceína. Para a realização do estudo dos miofibroblastos, os anticorpos anti-vimentina, anti-actina-alfa de músculo liso e anti-desmina foram usados pela técnica de imunohistoquímica. As características ultraestruturais destas células foram estudadas através da microscopia eletrônica de transmissão. Observou-se que nos grupos submetidos à laserterapia, houve maior redução de edema e infiltrado inflamatório, assim como desgranulação de mastócitos. Com a evolução da cicatrização, os níveis de colágeno demonstraram-se mais pronunciados nos grupos tratados com laser. Com relação às fibras elásticas, não se constatou diferenças entre os grupos. A marcação imunohistoquímica de miofibroblastos expressando o fenótipo desmina/actina alfa de músculo liso foi mais evidente nos 3º, 5º e 7º dias do período pós-operatório, e foi superior nos grupos tratados. Os achados ultraestruturais revelaram a presença de células com filamentos intracitoplasmáticos, corpos densos abaixo da membrana plasmática, rico retículo endoplasmático rugoso e núcleo chanfrado. O grupo tratado com 4 J/cm2 de densidade de energia apresentou resultados mais favoráveis, comparativamente ao de 8J/cm2. O laser contribuiu para a redução do edema pós-operatório, e proporcionou um aumento do colágeno, em comparação ao grupo controle. Adicionalmente, induziu uma maior expressão de miofibroblastos no leito do ferimento.

    Palavras-chave: Miofibroblastos; Cicatrização de feridas; Lasers

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Cristina Takyia
    Luiz Freitas
    Zilton Andrade
    Currículo Lattes


  • JORGE CLARÊNCIO SOUZA ANDRADE
    AVALIAÇÃO EX VIVO E IN VITRO DA DIVERSIDADE DO REPERTÓRIO VB EM LINFÓCITOS T DE PACIENTES COM LEISHMANIOSE CUTÂNEA LOCALIZADA.
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    Resumo:
    Muitos trabalhos recentes na literatura em doenças infecciosas, como toxoplasmose, malária, doença de Chagas e filariose avaliaram a relação da diversidade do repertório dos linfócitos T Vβ com as respectivas patologias visando identificar deleção ou hiper reatividade clonal implicada na patologia da doença. Nosso objetivo neste trabalho é avaliar o repertório T Vβ através de: 1) Caracterizar o repertório T Vβ em células do sangue periférico, comparando pacientes com LCL com indivíduos normais; 2) Comparar células do linfonodo com sangue periférico de pacientes com LCL; 3) Avaliar o efeito do estímulo com antígeno de Leishmania braziliensis na expressão de Vβs; 4) Comparar células de voluntários normais antes e após imunização com vacina antileismaniose. Utilizando a técnica de Citometria de Fluxo e usando anticorpos monoclonais anti TCR Vβ , anti CD4 e anti CD8, mostram uma expansão diferencial, oligoclonal, tanto para CD4+ quanto CD8+ e peptídica preferencial. Nesta análise verificamos que o gene Vβ12 foi o mais relacionado com a infecção por Leishmania braziliensis, (dados na tabela abaixo), e que os indivíduos vacinados apresentam uma grande ativação policlonal após 60 dias de imunização, mais evidenciada em CD4+.

    Palavras-chave: Leishmaniose cutânea; Linfócitos R

    Orientador: Manoel Barral-Netto

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Walderez Ornelas Dutra
    Lain P. de Carvalho
    Manoel Barral-Netto


  • TÂNIA REGINA MARQUES DA SILVA
    ESTUDO COMPARATIVO DA INTERAÇÃO DE MYCOBACTERIUM INTRACELLULARE AVIRULENTA E VIRULENTA COM MACRÓFAGOS MURINOS DA LINHAGEM J774
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Radovan Borojevic
    Sérgio Arruda
    Patrícia Veras


  • DJALMA GOMES FERRÃO CARVALHAL 
    UM ENSAIO DE ADESÃO OTIMIZADO PARA O ESTUDO DE INTERAÇÕES ENTRE MACRÓFAGOS E MATRIZ CONJUNTIVA BASEADO NO ENSAIO DE STAMPER-WOODRUFF.
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    Resumo:
    O objetivo deste trabalho é desenvolver um ensaio de adesão, baseado no ensaio de Stamper-Woodruff, para o estudo das interações entre macrófagos e matriz conjuntiva. Foram induzidos bolsões inflamatórios em camundongos da linhagem BALB/c para obtenção de secções de pele inflamada, e células macrofágicas da linhagem J774G.8 foram utilizadas na padronização do ensaio. Secções de 7 μm de espessura foram colocadas em lâminas de vidro, fixadas com acetona e bloqueadas com BSA. Foi estabelecida a concentração de 106 células/100 μl como a mais apropriada para a realização do ensaio, através de diluições seriadas. Células J774G.8 sem tratamento prévio ou tratadas com: ácido tetraacético diamino etileno, Mn++, lipopolissacarídeo, forbol miristato acetato, zimosan, os peptídios CS-1 e RGD, os anticorpos anti-CD49d ou contra a cadeia β2 de integrinas, foram adicionadas às secções e incubadas por 30 minutos à temperatura ambiente. Como resultado, as células macrofágicas aderem preferencialmente às áreas de inflamação. A adesão das células é dependente de cátions divalentes e pode ser modulada por substâncias que promovam a ativação celular. Além disso, a adesão mediada por integrinas pode ser inibida por peptídios RGD e CS-1 ou com anticorpos contra integrinas da família β1 e β2. A adesão das células macrofágicas é inibida mais intensivamente pela infecção com Leishmania mas não com a infecção por Mycobacterium ou por fagocitose de partículas de látex. Desta forma, o ensaio desenvolvido foi capaz de demonstrar a especificidade da adesão de células macrofágicas pela matriz conjuntiva bem como de sugerir a existência de mecanismos específicos de regulação das interações entre macrófagos e a matriz conjuntiva durante a infecção por Leishmania.

    Palavras-chave: Macrófagos, Moléculas de adesão, Tecido conjuntivo

    Orientador: Washington Luís Conrado dos Santos

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Wilson Savino
    Luiz Freitas
    Lain Pontes de Carvalho
    Washington dos Santos


  • ELISÂNGELA VITÓRIA ADORNO 
    TRIAGEM NEONATAL: INVESTIGAÇÃO DE HEMOGLOBINOPATIAS EM RECÉM-NASCIDOS DA CIDADE DO SALVADOR, BAHIA. INVESTIGAÇÃO DA PRESENÇA DE HEMOGLOBINOPATIAS ESTRUTURAIS E DE SÍNTESE EM RN DA CIDADE DO SALVADOR-BAHIA-BRASIL.
    Mais detalhes

    Resumo:
    As hemoglobinopatias apresentam freqüência mundial elevada. No Brasil, tem sido registradas freqüências elevadas para a HbS, estimando-se 0,1 a 0,3% de recém-nascidos (RN) com anemia falciforme (SS). A talassemia α apresenta freqüência de 20 – 23% entre algumas populações estudadas. Um total de 600 amostras de sangue de cordão umbilical foi investigada. Os RN foram provenientes da Maternidade Pública Tsylla Balbino (SESAB) e as amostras coletadas no período de fevereiro a junho de 2000. A análise de hemoglobinas foi realizada por eletroforese em fitas de acetato de celulose pH 8,9 e em ágar – citrato pH 6,0; os dados hematológicos foram obtidos através de contador de células eletrônico (Coulter Count T – 890). O DNA foi isolado dos leucócitos e utilizado para a investigação das talassemias α23,7 Kb e α24,2Kb por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). Os dados referentes aos RN foram obtidos através de entrevista às mães, consulta aos prontuários médicos e observação do RN. A análise estatística foi realizada através do software EPI-INFO versão 6.04. Foram encontrados 538 (90,9%) RN com perfil de hemoglobinas normal (AF); 33 (5,6%) heterozigotos para a HbS (ASF), 19 (3,2%) heterozigotos para a HbC (ACF) e 02 (0,3%) homozigotos para a HbC (CF). O peso, gênero e idade gestacional não demonstraram associação com a presença de hemoglobinas anormais. Vinte e seis RN com perfil ASF foram distribuídos de acordo com a classificação racial: 11 (42,30%) foram mulatos, 08 (30,77%) pretos e 07 (26,90%) brancos. A análise hematológica entre os RN com padrão de AF e ASF não demonstrou diferenças estatisticamente significativas. A análise hematológica entre os RN AF e ACF apresentou diferenças significativas para os valores de Ht (p=0,008), Hm (p=0,017) e CHCM (p=0,0045). Os padrões SF e SCF não foram encontrados na análise da presente amostra. A talassemia α23,7 Kb foi detectada em 134 (22,71%) dos RN, entre os quais 120 (20,34%) foram heterozigotos e 14 (2,37%) homozigotos. Dos 30 RN com padrão de hemoglobinas ASF, 10 (33,33%) foram heterozigotos e 01 (3,34%) homozigoto para a talassemia α23,7 Kb; entre os 16 RN ACF analisados, 04 (25,0%) foram heterozigotos para a talassemia α23,7 Kb. A análise estatística dos valores hematológicos entre os RN com genes α normais e os talassêmicos apresentou diferenças significantes em todos os parâmetros analisados. Entre os RN portadores de talassemia α23,7 Kb, os ASF e ACF apresentaram valores de Hb, Ht e Hm menores que os AF, com diferenças significativas. A talassemia α2 4,2Kb não foi encontrada na presente amostra. Os resultados encontrados de talassemia α23,7Kb e de hemoglobinas variantes confirmam as freqüências elevadas previamente descritas em nossa região. As análises estatísticas relacionadas ao peso, gênero e idade gestacional não demonstraram correlação com o tipo de hemoglobina presente. A presença da HbC pode modificar os valores hematológicos nos RN, assim como a presença da talassemia α, principalmente quando associada a hemoglobinas variantes. Os dados encontrados no presente estudo, indicam a necessidade da realização de programa de triagem neonatal de hemoglobinopatias estrutural e de síntese na cidade do Salvador, com posterior seguimento clínico dos portadores e aconselhamento genético às famílias.

    Palavras-chave: Triagem neonatal; Hemoglobinopatia; Hemoglobina S. Talassemias.

    Orientador: Marilda de Souza Gonçalves

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Mari Stella Figueiredo
    Edson Duarte Moreira Jr.
    Marilda Gonçalves



  • 1998

  • JULIE ALVINA GUSS PATRÍCIO
    EFEITO GLICOINOSITOLFOSFOLIPIDA (GIPL) DE TRYPANOSOMA CRUZI NA ATIVAÇÃO DE CÉLULAS MONONUCLEARES HUMANAS DO SANGUE PERIFÉRICO.
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    Resumo:
    Os GIPLs estão presentes no glicocálix de Leishmania e T cruzi e são considerados importantes para a sobrevida do parasito. Os GIPLs estão implicados na modulação da resposta macrofágica murina. Pouco se sabe sobre o efeito do GIPL de T. cruzi sobre células humanas. Nós investigamos o efeito do GIPL da cepa Colombiana de T. cruzi (GIPLcol) sobre macrófagos e linfócitos derivados de células mononucleares do sangue periférico (CMSP). O GIPL (10 a 20 μg/ml) foi adicionado a culturas de macrófagos humanos estimulados ou não com LPS (500pg/ml). A produção de TNFα , IL8, IL12 e IL10 foi dosada 48 horas depois. O GIPl não teve efeito sobre a produção de citocinas em macrófagos não estimulados. A adição do GIPL em células estimuladas com LPS levou a redução da produção de TNFα , IL12 e IL10. Esta inibição não foi devido a toxicidade do GIPL, já que as células permaneceram viáveis depois de 5 dias de cultura com GIPL (10 μg/ml). Nós também testamos se a adição de GIPL modula a produção de IFNγ por linfócitos ativados por anti-CD3. Células Mononucleares do Sangue Periférico estimuladas com anti-CD3 solúvel (10μg/ml) produzem altas concentrações de IFNγ. A adição do GIPL não interferiu com esta produção. O GIPL não estimula a produção de IFNγ e a proliferação de linfócitos de pacientes com doença de Chagas. Com base nesses dados, concluímos que o GIPL parece estar envolvido na sobrevivência parasitária, através da supressão de macrófagos.

    Palavras-chave: Trypanosoma cruzi, Macrófagos, Citocinas

    Orientador: Manoel Barral-Netto

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Ajax Mercês Atta
    Milena Soares
    Manoel Barral-Netto


  • RENÉE AMORIM DOS SANTOS
    O ESTUDO DO ENCÉFALO NA SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA NA BAHIA, BRASIL.
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    Resumo:
    O envolvimento do sistema nervoso central (SNC) como causa de morbidade e mortalidade nos casos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é evidenciado pela alta frequência das manifestações neurológicas e neuropatológicas. O comprometimento do SNC pode decorrer da ação direta do vírus, tendo como principal repercussão primária a encefalopatia pelo HIV ou de forma indireta pelo desenvolvimento de afecções oportunistas resultantes da imunossupressão. A variedade dos quadros neurológicos depende de vários fatores como: o estágio da doença, a forma de contaminação pelo vírus, a terapêutica utilizada e as diferenças regionais que favorecem a presença de associação com enfermidades de importância local. No Brasil, os estudos com séries mais representativas sobre as lesões do SNC nos pacientes com AIDS estão restritos ao Sudeste e Sul do país cuja realidade regional é distinta do Nordeste. Avaliar as alterações do encéfalo nos casos de AIDS em Salvador, Bahia. Determinar a prevalência de anormalidades pelo exame anatomopatológico e imuno-histoquímico. Estabelecer a frequência das infecções oportunistas e da encefalopatia pelo HIV e suas associações, estudando as características morfológicas. Detectar a presença do HIV no tecido cerebral. Comparar os dados obtidos com aqueles de outras regiões do Brasil e do mundo. O estudo consta de 62 casos consecutivos de AIDS necropsiados no Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (UFBA) no período de 1991 a 1999. Os encéfalos foram avaliados através do estudo macroscópico, histológico e imuno-histoquímico. A presença de HIV foi detectada utilizando-se imuno-histoquímica com o anticorpo monoclonal p24. O estudo mostrou elevada prevalência de lesões encefálicas ocorrendo em 93,5% dos casos, sendo que destes 61% apresentaram alterações macroscópicas e 64,5% sintomas neurológicos. As infecções oportunistas foram responsáveis pelo maior número de lesões ocorrendo em 53% dos casos, assim distribuídas: toxoplasmose 29%, tuberculose 10%, criptococose 6,5%, histoplasmose 4,8%, citomegalovirose 4,8% e Leucoencefalopatia multifocal progressiva 3,2%. A lesão por ação direta do HIV foi observada em 9,5% dos casos e todos apresentaram intensa positividade para p24 em macrófagos e/ou células gigantes multinucleadas. Em 29% dos encéfalos sem alterações histológicas características da ação direta do HIV foi observada positividade para proteína p24 em macrófagos. Os resultados obtidos demonstram a importância do estudo microscópico do SNC no diagnóstico da encefalopatia por HIV e de infecções oportunistas na AIDS. Mostram ainda, que existem diferenças na frequência das alterações diretamente relacionadas com o vírus e infecções oportunistas, quando se compara com estados do Sul e Sudeste do Brasil e outras regiões do mundo. Destaca-se que a neurotuberculose foi a segunda infecção oportunista em frequência, diferentemente do que se observa no Sul/Sudeste do Brasil. Entre as alterações histológicas ressalta-se a elevada frequência de alterações no plexo coróide e epêndima sugerindo tratar-se de importantes portas de entrada e fontes de disseminação de doenças.

    Palavras-chave: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida; HIV; Sistema Nervoso Central; Infecções oportunistas

    Orientador: Aristides Cheto de Queiroz

    Financiador: 

    Defesa: 2001

    Banca examinadora:
    Carlos Brites
    Helenemarie Barbosa
    Aristides Queiroz


  • CLÁUDIA MARIA CUNHA BORGES
    COMPORTAMENTO DOS HEMÓCITOS E DA MATRIZ EXTRACELULAR DE BIOMPHALARIA GLABRATA COM DIFERENTES GRAUS DE RESISTÊNCI AO SCHISTOSOMA MANSONI: (ESTUDO ULTRAESTRUTURAL)
    Mais detalhes

    Resumo:
    O sistema interno de defesa dos moluscos é baseado sobretudo no encapsulamento, fagocitose e destruição das formas invasoras pelos hemócitos. Estudos realizados com o auxílio de técnicas de microscopia eletrônica permitiram elucidar as principais características ultraestruturais destas células e das cápsulas ou complexos encapsulantes por elas formados. Entretanto, as modificações que os hemócitos exibem em animais com diferentes graus de susceptibilidade ao S. mansoni, o comportamento da matriz extracelular nos complexos encapsulantes e a formação de granulomas ainda não foram suficientemente explorados. Exemplares de B. glabrata provenientes de regiões geográficas distintas foram submetidos às análises histológicas (coloração pela hematoxilina/eosina, sírius-vermelho, orceína e Weigert), ultraestruturais e bioquímicas (técnica de hidroxiprolina). Os achados confirmam que somente um tipo celular (hemócito fagocítico) está presente nas reações celulares. Os elementos da matriz extracelular pesquisados não mostraram participação no interior ou na periferia das reações celulares hemocitária.: As reações teciduais de defesa em B. glabrata contra o S. mansoni são exclusivamente celulares não estando associadas à síntese e deposição de elementos da matriz extracelular.

    Palavras-chave: Biomphalaria glabrata; Schistosoma mansoni; Fibras colágenas e elásticas; Complexos encapsulantes

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 2000

    Banca examinadora:
    Silvana Thiengo
    Marlene Peso de Aguiar
    Zilton Andrade


  • MARCOS TUCUNDUVA DE FARIA
    LEPTOSPIROSE EPIDÊMICA EM SALVADOR, BAHIA: ESTUDO DE RESERVATÓRIOS E DESENVOLVIMENTO DO TESTE DE REAÇÃO EM CADEIA DA ENZIMA TAQ DNA POLIMERASE (PCR) PARA A SUA IDENTIFICAÇÃO
    Mais detalhes

    Resumo:
    Em Salvador a leptospirose é uma antrozoonose urbana com surtos epidêmicos. A sua letalidade pode chegar a 15%. Em todo o mundo os roedores peridomiciliares são considerados os principais reservatórios sinantrópicos de leptospirosee estão relacionados como aos fatores de risco associados a doença. Em Salvador não existem estudos recentes a respeito dos reservatórios de leptospirose. A partir da importância da doença e da falta de estudos recentes com reservatórios foi desenvolvido esse estudo. Capturar e determinar os reservatórios de leptospirose no município de Salvador. Determinar a prevalência da infecção por leptospiras nesses reservatórios através do teste de microaglutinação (MAT) e isolamento em meio de cultura EMJH (IMC). Carcaterizar os sorogrupos de leptospiras nesses reservatórios e comparar com os leptospirose nos reservatórios através do teste de reação em cadeia da enzima DNA Tac polimerase (PCR). Foram utilizadas armadilhas (Tomahawk livetraps, 20X20X60 cm, Tomahawk®) para captura dos animais.Os testes de IMC e MAT foram realizados de acordo com os padrões da OMS. Nos testes de PCR foram utilizados 3 pares de “primers” de Mérien e Gravekamp. Os dados foram analisados em programa de análise de dados epidemiológicos EPI-INFO 6.2 e EXCELL. Foram capturados 142 Rattus norvegicus e 8 Didelphis marsupialis. A positividade dos R. norvcegicus ao IMC foi 80%, os D. Marsupialis foram todos negativos. O R. norvegicus apresentaram 70% de positividade ao teste de MAT e os D. Marsupialis 85%. A comparação entre os testes de isolamento em meio de cultura e MAT demonstrou que 89% dos R. norvegicus apresentaram positividade a pelo menos um dos testes. Os testes dos resultados do PCR com o IMC ( teste padrão ouro) demonstraram, respectivamente, sensibilidade e especificidadede 89% e 97% para o teste de PCR. Os R. norvegicus são o principal reservatório de leptorpirose em Salvador, Bahia. O sorogrupo mais prevalente nos R. norvegicus foi Icterohaemorrhagiae, sendo ainda o sorogrupo mais prevalente nos casos humanos atendidos no hospital Couto Maia.

    Palavras-chave: Leptospirose; Reservatórios; PCR; Rattus norvegicus

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2000

    Banca examinadora:
    Eulógio Caldas
    Zilton Andrade
    Mitermayer Reis


  • MARCUS WELBY BORGES OLIVEIRA
    AVALIAÇÃO DOS PERFIS DE RESPOSTA DE MACRÓFAGOS PERITONEAIS DE BALB/C INFECTADOS IN VITRO COM LEISHMANIA AMAZONENSIS OU LEISHMANIA BRASILIENSIS.
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    Resumo:
    Camundongos CBA são resistentes a infecção com L. major (Lm) e altamente susceptíveis a L. amazonensis (La). A resistência à infecção por Lm é mediada por uma resposta imune do tipo Th1 enquanto a susceptibilidade a La está associada com uma resposta imune do tipo Th2. As lesões de camundongos CBA infectados com L. major apresentam um infiltrado mononuclear misto, composto por pucos macrófagos infectados, granulomas e um aumento progressivo do número de linfócitos na lesão. Camundongos CBA infectados com L. amazonensis apresentam uma reação tecidual caracterizada pela presença de um infiltrado monomórfico, com macrófagos altamente parasitados e poucos linfócitos nas lesões desses animais. Considerando-se o papel de quimiocinas nos eventos relacionados com o recrutamento de leucócitos para os sítios inflamatórios, analisou-se se as diferenças existentes na composição do infiltrado de lesões de camundongos infectados com Lm ou La correlacionam-se com uma expressão diferenciada dessas moléculas. Para isso, inctou-se camundongos CBA com 5×106 promastigotas de L. major (Lm), L. amazonensis (La) e avaliou-se a expressão de RNAm para CXC quimiocinas (KC, MIG e CRG-2), CC quimiocinas (JE, MCP-5 e RANTES) e algumas citocinas (TNF-α e IL-4) nas lesões desses animais através da técnica RT-PCR semi-quantitativa. Os resultados apresentados demonstraram que a expressão de RNAm para as quimiocinas MIG e MCP-5 foi significativamente maior nas lesões de camundongos do grupo Lm nos diferentes períodos após infecção. Camundongos infectado com La apresentaram uma baixa expressão de MIG, CRG-2, KC e TNF-α no primeiro dia após a infecção e um aumento na expressão de IL-4 no 40º dia. Esses dados demonstram uma expressão diferenciada de RNAm para quimiocinas e citocinas em camundongos CBA infectados com Lm e La que pode estar relacionada com os diferentes perfis de infiltrado inflamatório e resposta imuno-celular envolvidos com resistência ou susceptibilidade.

    Palavras-chave: Camundongos CBA; L. major; L. amazonensis; Imunopatologia; Citocinas; Quimiocinas

    Orientador: Luiz Antonio Rodrigues de Freitas

    Financiador: 

    Defesa: 8

    Banca examinadora:
    Ricardo Gazzinell
    Milena Soares
    Luiz Freitas


  • FERNANDO LUÍS DE QUEIROZ CARVALHO
    RECEPTORES SEROTONINÉRGICOS CENTRAIS: PARTICIPAÇPÃO NA REGULAÇÃO DA GLICEMIA BASAL E INDUZIDA POR ESTRESSE EM RATOS.
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    Resumo:
    A homeostase da glicose é fundamental para o equilíbrio metabólico do organismo. O sistema nervoso central, através de várias vias de neurotransmissão, exerce grande influência neste processo, visando a manutenção dos níveis glicêmicos dentro da normalidade. Neste trabalho, estudamos o papel dos receptores serotoninérgicos 5-HT4, 5-HT1A, 5-HT1B e 5-HT1D centrais, na regulação da glicemia basal e na resposta hiperglicêmica ao estresse em ratos no estado de jejum e no estado alimentado. Para tanto, imediatamente após a coleta basal, administramos no 3º ventrículo de ratos machos Wistar, o antagonista seletivo para os receptores 5-HT4, o GR 113808, nas doses de 40,80 e 160 nmol/rato ou o agonista misto para os receptores 5-HT1A/1B/1D, L-694.241, nas doses de 30, 60 e 120 nmol/rato. Animais controles receberam solução salina, pela mesma via. O jejum ao qual os animais foram submetidos durava 19 horas; os grupos alimentados também foram submetidos ao jejum (14 h), porém tiveram livre acesso ao alimento por três horas até uma hora antes do início dos experimentos. Em todos os grupos experimentais as amostras foram obtidas através de cânula previamente implantada na átrio direito através da veia jugular. Nos grupos submetidos a estresse de imobilização, os animais foram introduzidos em estressadores e as coletas subsequentes à coleta basal foram efetuadas. Em animais não estressados todas as coletas foram obtidas nas próprias gaiolas individuais. As amostras foram centrifugadas e, em seguida, foi feita a dosagem da glicemia. O bloqueio dos receptores 5-HT4, com GR 113808, induziu uma resposta hiperglicêmica evidente tanto em ratos não estressados em jejum quanto alimentados. Independente da condição alimentar prévia; este mesmo antagonista, não foi capaz de alterar a resposta hiperglicêmica estresse-induzida. Por outro lado, a estimulação dos receptores 5-HT1A/1B/1D, pelo L-694.247, foi capaz de reproduzir hiperglicemia de maneira dose-dependente, em animais em jejum não estressados. Em ratos alimentados não submetidos a estresse a resposta hiperglicêmica também foi verificada, embora com menor potência. O L-694.247, também não alterou a hiperglicemia de animais estressados tanto em jejum quanto alimentados. Concluímos que, em animais não estressados, os receptores 5-HT4 exercem um tônus inibitório sobre a glicemia, enquanto que os receptores 5-HT1A/1B/1D atuam no sentido oposto. Palavras-chave glicemia, serotonina, receptores 5-HT4 e 5-HT1A, 5-HT1B e 5-HT1D.

    Palavras-chave: Sistema nervoso central; Glicemia; Receptores Serotonina

    Orientador: Emílio José de Castro E Silva

    Financiador: 

    Defesa: 2000

    Banca examinadora:
    Ramon El-Bachá
    Ailton de Souza Melo
    Emílio Jose de C. e Silva


  • SUZANA RAMOS FERRER
    DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE MÉTODOS BASEADOS EM PCR PARA O DIAGNÓSTICO E TIPAGEM MOLECULAR DE CEPAS ISOLADAS EM EPIDEMIAS URBANAS DE LEPTOSPIROSE EM SALVADOR, BA.
    Mais detalhes

    Resumo:
    A leptospirose, uma zoonose causada por uma espiroqueta do gênero Leptospira, é uma doença presente na maioria dos países do mundo sendo um problema de grande impacto social no Brasil. Os objetivos deste estudo foram de confirmar o diagnóstico dos casos com suspeita clínica de leptospirose pela microaglutinação e cultura, desenvolver o ensaio da polimerase em cadeia (PCR) para o diagnóstico leptospirose, determinando a sensibilidade e especificidade desse teste e desenvolver e aplicar métodos baseados em reação da polimerase em cadeia para amplificação de regiões intergênicas entre elementos repetitivos de leptospiras para tipagem molecular de cepas isoladas em estudo epidemiológicos. A população do estudo foi composta por pacientes admitidos no Hospital Couto Maia com diagnósticos clínico de leptospirose na admissão, durante o período de 05/05/97 a 28/11/97. A confirmação diagnóstica foi realizada através da microglutinação em 51,3% (83/162)dos casos identificados. 36,4% (59/162) dos pacientes não foram confirmados por este testados. Foram identificados através da hemocultura 56,7% dos casos confirmados pela MAT. Para a realização do PCR para diagnóstico foram obtidas amostras de plasma e/ou urina de 129 pacientes. O PCR apresentou uma sensibilidade de 44 % (36/83) em amostras de urina, 21% (16/78) em plasma e de 57% (37/65) quando foram testadas amostras pareadas de plasma e urina. No grupo de controles negativo não houve reação positiva pelo PCR, representando uma especificidade de 100%. Nos pacientes nos quais foram colhidas amostras com menos de sete dias de sintoma, a positividade do PCR foi de 42% (13/31) para amostras de urina e 30% (6/23) para amostras de plasma. O PCR de leptospirose mostrou não possuir as condições requerida para sua implantação a nível ambulatorial, fazendo-se necessário o desenvolvimento de novos testes diagnósticos. Foram tipadas pelo método de PCR 63 (71%) dos isolados de casos humanos e 35 (35%) de ratos em Salvador-BA e os padrões obtidos foram comparadas com os de cepas de referência. As amostras pertencentes ao sorogrupo Icterohaemorrhagiae possuíram padrão semelhante entre si. O método de tipagem molecular pelo PCR demostrou ser uma técnica reprodutível e fácil de ser realizada, funcionando como uma metodologia alternativa para tipagem de cepas de leptospiras

    Palavras-chave: Leptospirose; PCR; Diagnóstico; Tipagem

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 2000

    Banca examinadora:
    Martha Mª Pereira
    José Tavares Neto
    Mitermayer Reis



  • 1997

  • MARIA AURÉLIA DA FONSECA PORTO
    ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E IMUNOLÓGICO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE STRONGYLOIDES STERCORALIS E HTLV-1
    Mais detalhes

    Resumo:
    Estudos prévios têm mostrado que a coinfecção pelo S.stercoralis e pelo HTLV-1 pode resultar no desenvolvimento de formas disseminadas da estrongiloidíase. O presente estudo teve como objetivos: 1) comparar a prevalência de S. stercoralis em doadores de sangue infectados ou não pelo HTLV-1, 2) avaliar a eficácia do teste sorológico através da detecção de IgG e IgE específicos contra S. stercoralis e do teste de hipersensibilidade imediata no diagnóstico de estrongiloidíase em pacientes coinfectados ou não pelo HTLV-1 e 3) avaliar a resposta imune celular nestes dois grupos. A freqüência de infecção pelo S. stercoralis no grupo com HTLV-1 foi duas vezes maior do que no grupo sem infecção pelo HTLV-1 (p = 0,128) e foi quatro vezes maior, quando foram utilizados, como controles, pacientes do Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (p = 0,01). Quando pacientes com estrongiloidíase foram comparados com os que apresentavam coinfecção pelo HTLV-1 e pelo S. stercoralis, não houve diferença entre os níveis de IgG específico contra antígeno de S. stercoralis, nos dois grupos (p = 0,54), porém a média dos níveis de IgE em indivíduos com estrongiloidíase não coinfectados foi maior (251 ± 437UI) do que a média dos indivíduos coinfectados (74 ± 94UI), (p = 0,01). A média dos resultados do teste cutâneo no grupo com estrongiloidíase sem coinfecção foi também maior (136 ± 75mm2) que a média do grupo coinfectado pelo HTLV-1(74 ± 65mm2), (p = 0,001). A positividade deste teste cutâneo foi mais baixa no grupo com estrongiloidíase e coinfecção pelo HTLV-1, quando comparado com o grupo com estrongiloidíase sem coinfecção pelo vírus (p = 0,002). Em relação ao teste sorológico (IgE específica contra antígeno de S. stercoralis) a positividade deste teste também foi maior no grupo sem coinfecção pelo HTLV-1 (p = 0,004). Os níveis de IFN-γ e IL-5 nos pacientes coinfectados pelo S. stercoralis e HTLV-1 foram 919 ± 944 e 173 ± 168pg/ml respectivamente, enquanto nos pacientes apenas com estrongiloidíase foram 20 ± 46 e 727 ± 554 pg/ml (p = 0,01 e p < 0,0001 respectivamente). Nossos dados mostram que há maior freqüência de estrongiloidíase nos indivíduos com infecção pelo HTLV-1 e que a infecção pelo HTLV-1 reduz os níveis de IL-5 e diminue a positividade dos testes cutâneo e sorológico (IgE específico contra antígeno de S. stercoralis).

    Palavras-chave: Strongyloides stercoralis; Virologia; Imunologia

    Orientador: Edgar Marcelino de Carvalho Filho

    Financiador: 

    Defesa: 1999

    Banca examinadora:
    Carlos Brites
    Achiléa Bittencourt
    Edgar Carvalho


  • MARIA DA PURIFICAÇÃO PEREIRA DA SILVA
    IFN-B E TGF-B COMO ANTAGONISTAS SELETIVOS DO IFN-D EM CÉLULAS MONONUCLEARES HUMANAS.
    Mais detalhes

    Resumo:
    Os linfócitos T auxiliares 1 e 2 (Th1 e Th2), atuam na resposta imune produzindo dois diferentes conjuntos de citocinas. A resposta do tipo Th1 caracteriza-se pela produção de citocinas envolvidas na imunidade mediada por células e na ativação de macrófagos (IFN-γ, IL-2, TFN, IL-12), enquanto a do tipo Th2 pela produção de citocinas implicadas na imunidade humoral e deativação de macrófagos (IL-4, IL-5, IL-10, TGF-β). Vários grupos, incluindo o nosso, tem investigado o papel deativador do TGF-β sobre macrófagos e a sua importância em particular na leishmaniose experimental. Embora o IFN-γ seja uma das citocinas imunomodulatórias mais estudadas, a maioria dos dados existentes na literatura sobre o IFN-β e (referem-se ao seu papel antiviral, com poucos estudos sobre a sua participação em outros processos imunes e menos ainda sobre o papel exercido no desenvolvimento Th1 ou Th2. Este trabalho visa estudar estas duas citocinas antagonistas do IFN-γ, o IFN-β e o TGF-β, investigando suas possíveis influências na atividade biológica e na produção do IFN-γ. Nossos resultados, em macrófagos humanos infectados in vitro com Leishmania braziliensis e amazonensis, mostram que ambas as citocinas significativamente aumentam a carga parasitária e antagonizam o efeito protetor do IFN-γ. Quando, porém, investigamos a produção de IFN-γ induzida por IL-12, vimos o IFN-β atuando de forma sinérgica, enquanto o TGF-β novamente mostrou ação inibitória. Por outro lado, IFN-β, TGF-β e IL-12 têm apenas um efeito modesto sobre a secreção do TNF-α ou IL-10. Concluindo, nossos dados fortalecem a idéia que IFN-β e o TGF-β agem antagonizando de forma seletiva o IFN-γ.

    Palavras-chave: Imunologia; Interfero gama; Interferon beta; Citocinas; Imunidade mediada por células

    Orientador: Johan Van Weyenbergh

    Financiador: 

    Defesa: 1999

    Banca examinadora:
    Amélia Mª R. de Jesus
    Patrícia Veras
    Johan Weynbergh


  • IVANA NUNES GOMES
    ESTUDO COMPARATIVO DA INFECÇÃO IN VITRO DE MACRÓFAGOS DE CAMUNDONGOS CBA POR LEISHMANIA MAJOR E LEISHMANIA AMAZONENSIS.
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    Resumo:
    Camundongos da linhagem CBA são resistentes à infecção por L. major (Lm) e susceptíveis à infecção por L amazonensis (La), apresentando distintos padrões morfológicos da resposta tissular e da resposta imune. MΦ desempenham importante papel na infecção por Leishmania por serem as principais células hospedeiras do parasito e uma das células apresentadoras de antígenos a linfócitos T específicos. Além disso, MΦ uma vez ativados são capazes de destruir parasitos internalizados por mecanismos dependentes da produção de NO. Nesse estudo o principal interesse foi investigar uma possível participação de MΦ de camundongos CBA no estabelecimento da resposta imune durante as fases iniciais da infecção. Através de estudos de cinética foi avaliado o percentual de células infectadas pretratadas ou não com IFN-γ. Para avaliar a sobrevivência e multiplicação do parasito no interior de MΦ, foi determinado o número de parasitos/MΦ em diferentes períodos de incubação. Através da mensuração dos níveis de NO foi avaliado a capacidade de MΦ ativados em destruir parasitos internalizados. Os resultados demonstram que entre 90 minutos e 12 horas após a adição de promastigotas, a proporção de MΦ infectados e o número de parasitos/ MΦ foi similar em ambos os grupos. Entretanto, após o período de caça de 24 h o percentual de células infectadas por La foi 2 x mais elevado quando comparado à infecção por Lm. Essas diferenças foram mantidas após 48 e 72 h de caça. Nesses mesmos períodos o número de parasitos/MΦ foi 2x maior em células infectadas por La que por Lm. Em células tratadas com IFN-γ, após 24 horas de pulso o perfil de infecção apresentado em células não tratadas se manteve. Nesse mesmo período, em células infectadas por Lm a produção de NO teve uma elevação discreta comparado à infecção por La. Entretanto essa diferença não foi estatisticamente significante. Assim os estudos de cinética mostraram que MΦ infectados por Lm apresentam maior capacidade de destruição desse parasito em relação a infecção por La. Esses dados sugerem que as diferenças encontradas na infecção de MΦ podem ser relacionadas com a determinação dos perfis de resistência ou susceptibilidade, reforçando a importância dos eventos que ocorrem nas fases iniciais no estabelecimento da infecção.

    Palavras-chave: Camundongo CBA; Macrófagos peritoneais; L.major; L.amazonensis

    Orientador: Patrícia Sampaio Tavares Veras

    Financiador: 

    Defesa: 1999

    Banca examinadora:
    Michel Rabinovitch
    Lain P. de Carvalho
    Patrícia Veras


  • LETÍCIA ANDRADE CASTRO
    ENVOLVIMENTO DOS RECEPTORES 5-HT4 CENTRAIS NO CONTROLE DA INGESTÃO HÍDRICA EM RATOS.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: 

    Financiador: 

    Defesa: 1999

    Banca examinadora:
    Laurival A.de Lucas Jr.
    Washington Luís C. dos Santos
    Josmara Fregoneze



  • 1996

  • EDSON LUIZ PAES CAMANDAROBA
    CARACTERIZAÇÃO CLONAL DA CEPA COLOMBIANA DO TRIPANOSOMA CRUZI: ESTUDO DO COMPORTAMENTO BIOLÓGICO, BIOQUÍMICO E DA RESPOSTA TERAPÊUTICA DOS CLONES ISOLADOS.
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    Resumo:
    A cepa Colombiana do T. cruzi, protótipo do biodema III e do zimodema 1, apresenta caracteres bem definidos quanto à sua patogenicidade e tropismo tissular. Foi investigada a estrutura clonal dessa cepa, com o objetivo de caracterizar as suas populações e investigar a relação entre a resposta aos quimioterápicos e as características dos seus clones. Foram isolados sete clones. Oito grupos de camundongos albinos Swiss foram infectados com a cepa parental e seus clones, com inóculos que variaram entre 5 x 104 a 1 x 105, e analisados os caracteres biológicos (índices parasitêmicos, mortalidade, morfologia das formas sangüicolas) e isoenzimáticos (PGM, GPI, ASAT, ALAT), e realizado o estudo histopatólogico para investigação do tropismo tissular e da patogenicidade. Resposta à quimioterapia: Oito grupos de camundongos infectados com a cepa parental e com os clones foram tratados com o Benzonidazol durante 90 dias, a partir do 20º dia de infecção. Os animais tratados, foram submetidos aos testes de cura parasitológicos, ao teste sorológico e ao teste molecular realizado pelo PCR do sangue periférico. Os resultados mostraram que, tanto a cepa Colombiana parental, como os sete clones, apresentam as características básicas das cepas do Tipo III e perfil isoenzimático do Zimodema 1, embora com variações no número de bandas em ALAT e ASAT. A cepa parental mostrou virulência elevada, com índice de mortalidade alto até 30 dias (100%), também observado em quatro dos clones, com índices de 78 a 100%. Em três clones a mortalidade foi baixa (7% a 23%). As lesões histopatológicas foram características das cepas de Tipo III, com predominância de parasitismo de músculo esquelético e, em menor grau, do miocárdio , com lesões necrótico-inflamatórias extensas, entre 20 e 30 dias de infecção. Os resultados da quimioterapia mostraram alta resistência da cepa e dos clones, ao tratamento com o Benzonidazol. Em conclusão, a estrutura clonal da cepa Colombiana, na amostragem estudada, é homogênea, com variações de virulência, mantendo os perfis parasitêmicos, o padrão Z1 do zimodema, alta patogenicidade e resistência ao tratamento quimioterápico.

    Palavras-chave: Trypanosoma cruzi; Clones; Fenótipo; Quimioterapia

    Orientador: Sonia Gumes Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1999

    Banca examinadora:
    Tânia C. de Araújo-Jorge
    Marilda Gonçalves
    Sonia Andrade


  • VALDERES LEMOS DE SOUZA
    ESTUDO COMPARATIVO DAS INFECÇÕES POR LEISHMANIA MAJOR E LEISHMANIA AMAZONENSIS EM CAMUNDONGOS ISOGÊNIC OS CBA
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    Resumo:
    A maioria dos trabalhos sobre o modelo murino na leishmaniose tegumentar utiliza diferentes linhagens de camundongos que são resistentes ou susceptíveis a uma determinada espécie de leishmania ou trata de manipulações da resposta imune tornando camundongos susceptíveis, resistentes a determinada leishmania, ou tornando resistentes, susceptíveis. No presente estudo avalia-se comparativamente, resistência e susceptibilidade à infecção por leishmania, utilizando o modelo de infecção de camundongos isogênicos CBA infectados com L. amazonensis (L.a.), para as quais são susceptíveis, e infectados com L. major (L.m.), para as quais são resistentes. Nós comparamos a resposta imune-inflamatória nesses dois grupos através da avaliação do curso da infecção pelo monitoramento do tamanho das lesões e avaliação da quantidade de parasitos em cortes histológicos através de imunohistoquímica. A resposta tissular foi estudada em cortes histológicos das patas e dos linfonodos de drenagem no intervalo de três a 70 dias após a infecção. A produção de IFN-y, IL-4 e IL-10 foi avaliada pelo método ELISA e a produção de NO pelo método de Griess, em sobrenadantes de culturas de células do linfonodo de drenagem. Os camundongos CBA infectados por L.m. controlam a infecção e curam, enquanto os infectados por L.a. exarcebam a infecção e morrem. Os padrões de resposta tissular no local da infecção e no linfonodo de drenagem são distintos. Nos animais resistentes ocorre inflamação mista com formação de granuloma e fibrose, enquanto nos susceptíveis ocorre reação macrofágica monomórfica, sem granulomas e fibrose. O IFN-y foi predominante produzido pelas células do linfonodo dos animais infectados por L.m., enquanto que os níveis de IL-4 foram mantidos mais alto no grupo de animais infectados por L.a., após o 7º dia de infecção. Os perfis distintos de resposta correspondem a padrões distintos de resposta tissular e estão relacionados com a produção aumentada de IFN-y ou IL-4, ou seja perfis predominantemente Th1 ou Th2 da resposta imune celular. O padrão morfológico de resposta tecidual comporta-se como correlato da resposta imune. Os dados apresentados indicam que, no contexto do camundongo CBA, fatores relacionados com o parasito são determinantes do tipo da resposta imune-inflamatória.

    Palavras-chave: Camundongo CBA; Leishmaniose; Histologia; Imunologia; Leishmania amazonensis; Leishmania major

    Orientador: Luiz Antonio Rodrigues de Freitas

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Washington Luís C. dos Santos
    Zilton Andrade
    Luiz Freitas


  • LUCIANA MENEZES DA SILVA
    MODULAÇÃO DO GRANULOMA ESQUISTOSSOMÓTICO: MORFOMETRIA E COMPORTAMENTO DA MATRIZ EXTRACELULAR.
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    Resumo:
    O granuloma formado em torno de ovo maduro do Schistosoma mansoni no fígado se modifica no seu tamanho, forma e composição com o passar do tempo. Este fenômeno, denominado “modulação imunológica”, tem sido atribuído fundamentalmente a fatores imunes. Como a “modulação” ocorre apenas no fígado, e não em outros órgãos, a participação de fatores locais parece ser decisiva para que o fenômeno ocorra. Estes últimos têm sido pouco estudados e agora, numa tentativa de contribuir para o seu entendimento, foram particularmente considerados. A presente investigação foi feita em camundongos infectados com 50 a 100 cercárias do S. mansoni. Os granulomas formados em torno de ovos maduros foram estudados e comparados em três órgãos (pulmão, fígado e intestino) e em três fases distintas da infecção: aguda (8 semanas), intermediária (16 semanas) e crônica (22 semanas), com técnicas histológicas, morfométricas, bioquímicas e de imuno-fluorescência. Os resultados confirmaram que o fenômeno da modulação é exclusivamente hepático, não sendo observadas modificações semelhantes no pulmão e intestino. Os elementos da matriz extracelular pesquisados (colágenos de tipo I, III e IV, fibronectina, laminina, proteoglicanos e elastina) estiveram presentes em todos os locais, mas eram muito mais proeminentes no fígado. Exceto para a elastina, que apareceu apenas no fígado, exclusivamente em casos crônicos. A avaliação morfométrica indicou redução no volume, área e densidade de volume apenas nos granulomas hepáticos ao longo das três fases estudadas. Abundância de elementos da matriz extracelular presente nos granulomas hepáticos foi a principal alteração responsável pelos aspectos morfológicos da modulação. Esse aspecto foi correlacionado com particularidades da estrutura celular não parenquimatosa do fígado, onde as células perinusoidais e as células de Kupffer participam de um eixo “sui generis” relacionado com a formação e degradação da matriz. No estudo do fenômeno da “modulação” do granuloma esquistossomótico fica evidente que é o comportamento deste elementos celulares que determina as modificações da matriz extra-celular em torno dos granulomas hepáticos, representando, na sua essência, o fenômeno da “modulação”.

    Palavras-chave: Esquisstossomose mansônica; Granuloma; Matriz extracelular; Modulação antigênica

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Mitermayer Reis
    Aryon Barbosa
    Zilton Andrade


  • MÁRCIA MARIA DE SOUZA
    MODELO DA FIBROSE SEPTAL POR CAPILLARIA HEPÁTICA. UTILIZAÇÃO EM TESTES COM DROGAS ANTIFIBROSANTES.
    Mais detalhes

    Resumo:
    Vários modelos têm sido utilizados na tentativa de melhor se compreender a etiologia e a patogenia da fibrose hepática, bem como para se fazer ensaios com drogas anti-fibrosantes. O rato infectado pelo helminto Capillaria hepatica desenvolve com regularidade, e em relativamente pouco tempo, um processo de fibrose septal progressiva, que chega até à cirrose. Por estas características, este modelo foi escolhido para testes com algumas drogas anti-fibrosantes, não só para testar tais drogas, como, através do presumido modo de ação de cada uma, inquirir sobre a patogênese da fibrose septal. Os objetivos desse trabalho foram: testar o potencial antifibrosante de algumas drogas, tais como: Pentoxifilina, Cloreto de Gadolínio, Vitamina A e Interferon-α; determinar a ação tanto preventiva, como curativa, das referidas drogas sobre a fibrose septal. Para isso, foram infectados 40 ratos Wistar com 1.500 ovos embrionados de C. hepatica, os quais foram subdivididos em 08 grupos experimentais, que receberam diferentes tratamentos com as drogas já mencionadas, excetuando o grupo controle, que foi tratado apenas com solução salina. Foram utilizadas técnicas histológicas, bioquímicas e morfométricas para a avaliação e mensuração da quantidade de colágeno e do grau de fibrose em amostras do tecido hepático obtidas em diferentes fases da infecção, por vezes, de um mesmo animal, através de hepatectomias parciais. As melhores respostas terapêuticas foram obtidas com Pentoxifilina, administrada por via intraperitoneal, mas não por via intravenosa, e com o Interferon-α nas doses de 500.000 e 800.000 U.I. O Cloreto de gadolínio mostrou moderada ação antifibrosante, mas apenas quando usada preventivamente. Os achados foram verificados através de análise estatística e mostraram significância com p<0,05, utilizando-se o teste Student-Newman-Keuls. O modelo animal empregado revelou-se útil para os testes com drogas com potencial antifibrosante. Inferiu-se que a pentoxifilina tem uma ação provável através inibição do TNFα e comprovou-se que o Interferon tem de fato uma ação direta anti-fibrosante. Os resultados apontaram para a importância da via de administração e da dose das drogas testadas.

    Palavras-chave: Capillaria hepatica; fibrose septal hepática drogas antifibrosantes; fibrose hepática

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Luiz A. R. de Freitas
    Aryon Barbosa
    Zilton Andrade


  • GILBERTO CAFEZEIRO BOMFIM
    CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA HEMOGLOBINA FETAL E DE HAPLÓTIPOS LIGADOS AO GRUPO DE GENES DA GLOBINA BETA EM PACIENTES COM ANEMIA FALCIFORME (SS) DE SALVADOR – BAHIA
    Mais detalhes

    Resumo:
    A anemia falciforme é uma das doenças hereditárias de maior prevalência no mundo, constituindo-se problema de Saúde Pública. No Brasil, freqüências elevadas para o gene da HbS têm sido descritas, estimando-se em 0,1 a 0,3% o nascimento de indivíduos com anemia falciforme entre a população negróide do país. Salvador, apresenta contingente negróide estimado em 80% e freqüências elevadas da HbS, sendo relevante, portanto, o desenvolvimento de pesquisas nesta área. O presente estudo teve por objetivo a caracterização molecular dos haplótipos ligados ao grupo de genes da globina βS e sua associação com dados laboratoriais hematológicos e análises das hemoglobinas presentes. Setenta e oito indivíduos com anemia falciforme, com média de idade de 12,5 anos (± 9,6), foram selecionados, após exame clínico e consentimento escrito. Nos indivíduos selecionados foram realizadas análises hematológicas e de hemoglobinas. As Hb A2 e fetal foram quantificadas e as cadeias γ da HbF foram analisadas qualitativamente em gel de poliacrilamida. Os haplótipos foram caracterizados pesquisando-se polimorfismos na região promotora dos genes γ da HbF após amplificação por PCR e hibridização alelo específica por DOT-BLOT. O seqüenciamento do segundo sítio hipersensível à DNase I utilizou o método de dideoxinucleotídeos trifosfato. Encontrou-se 49,4% de haplótipos CAR, 45,5% de Ben e em 4,5% dos haplótipos a identificação não foi obtida. Um indivíduo Sen, em trans com o haplótipo Ben, foi caracterizado nesta população. Na comparação dos níveis de HbF entre os genótipos CAR/CAR, CAR/Ben e Ben/Ben não foram registradas diferenças estatisticamente significativas. Quatro indivíduos apresentaram predominância da cadeia γG e dois da γA, os demais indivíduos apresentaram distribuição de cadeias γ semelhante aos indivíduos adultos, ou seja, ligeiro predomínio da cadeia γA, com uma razão de aproximadamente 40γG : 60γA. O seqüenciamento do HS-2, em quatro pacientes, não revelou alterações, na região estudada, quando comparada a seqüências de controles normais descritas na literatura. Os resultados mostram que alguns pacientes CAR/CAR apresentaram níveis elevados de HbF, não estando de acordo com a literatura. A predominância de cadeias γ, em alguns genótipos, diferiu do resultado de outros estudos. A presença do haplótipo Sen, demonstra que estudos em outras populações, como recém-nascidos e heterozigotos, devem ser realizados. Neste estudo foram encontradas diferenças, que podem refletir o efeito da miscigenação racial da população estudada. O desenvolvimento de estudos clínicos, moleculares e bioquímicos, associados a fatores ambientais nesta população, abrem perspectivas para a identificação de fatores prognósticos que poderão ser utilizados com maior eficiência no acompanhamento desses pacientes.

    Palavras-chave: Anemia falciforme; Hematologia; Hemoglobina fetal; Haplótipo

    Orientador: Marilda de Souza Gonçalves

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Fernando F.Costa
    José Tavares Neto
    Marilda Gonçalves


  • VIRGINIA FREITAS DE SÁ OLIVEIRA
    AVALIAÇÃO DO PAPEL DA IL-15 E DA IL-12 NA IMUNORREGULAÇÃO DA LEISHMANIOSE HUMANA
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    Resumo:
    A resistência contra a infecção pela leishmânia é mediada pela resposta imune celular caracterizada por ativação macrofágica e produção de citocinas como IL-2, IL-12 e IFN-y. Na leishmaniose visceral americana (LVA) ocorre ausência de resposta imune celular específica que pode ser mediada por substâncias séricas solúveis. A leishmaniose tegumentar inclui um amplo espectro de doenças que variam da forma não responsiva leishmaniose cutânea difusa (DCL), a hiperresponsiva leishmaniose cutânea mucosa (LCM). A IL-15 é uma citocina que tem atividades biológicas semelhantes a IL-2 incluindo estimulação da proliferação de células T e células NK ativadas. O objetivo deste estudo foi determinar o papel de IL-15 na resposta imune da leishmaniose humana e o potencial sinergismo com IL-12. Nós estudamos CMSP de 19 pacientes com LVA, 19 com LCM e 3 com LCD, após cultivo por 5 dias na presença de antígeno de leishmania, IL-15 e/ou IL-12 nos pacientes com LVA e com LCD ou de anticorpos monoclonais anti-IL-12 ou anti-IL-15 nos pacientes com LCM. Linfoproliferação, dosagem de IFN-y por ELISA e resposta citotóxica contra células tumorais foram os parâmetros utilizados na avaliação. Investigamos também se IL-12 p40 tem um papel como imunossupressor sérico na leishmaniose. Através de ELISA nós comparamos a concentração sérica de IL-12 p40 em 15 pacientes com LVA, incluindo 9 após tratamento, 10 pacientes com LTA e 15 controles negativos. CMSP de pacientes com LVA, assim como dos controles normais, apresentaram resposta proliferativa dose-dependente a IL-15 tanto com meio quanto com antígeno de leishmânia. IL-15 não aumentou a produção de IFN-y em pacientes com LVA ou com LCD como também não apresentou sinergismo com a IL-12. Da mesma forma a IL-15 foi capaz de induzir aumento da citoxicidade e esta indução foi maior que a IL-12. Como já havia sido previamente demonstrado, CMSP de pacientes com LCM mostraram uma exacerbação da citotoxicidade após estimulação com antígeno de leishmania. Esta resposta foi heterogênea e não foi negativamente regulada pela neutralização de IL-12 ou de IL-15. A linfoproliferação por CMSP de pacientes com LCM também não foram revertidas com anticorpos anti-IL-12 e/ou anti-IL-15. Anti-IL-12, mas não anti-IL15 diminuiu a produção de IFN-y. Comparando a média da concentração de IL-12 p40 de pacientes com LVA, LTA e controles normais os resultados foram 283, 109 and 89 pg/ml respectivamente e os elevados níveis dos pacientes com LVA reduziram após o tratamento da doença (p=0,007). Nossos resultados sugerem que IL-15 não é importante na resposta imune da leishmaniose humana por ser um mediador inespecífico de citotoxicidade e de linfoproliferação e não induzir produção de IFN-y na LVA. A resposta imune exacebada na LCM não é revertida pela neutralização in vitro de IL-12 e/ou IL-15. IL-12 p40 é potencialmente um imunossupressor na LVA.

    Palavras-chave: Leishmaniose; Imunidade celular; Citotoxidade imunológica.

    Orientador: Aldina Maria Prado Barral

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Sérgio Coutinho
    Lain P. de Carvalho
    Aldina Barral


  • LUCIANO KALABRIC SILVA
    UTILIZAÇÃO DA RT-PCR NO DIAGNÓSTICO E GENOTIPAGEM DO VÍRUS DA HEPATITE C (VHC)
    Mais detalhes

    Resumo:
    O VHC é um vírus RNA (VHC-RNA) hepatotrópico associado com um alto risco à cronificação, cirrose e carcinoma hepatocelular. Nos últimos anos, técnicas moleculares para a detecção do VHC-RNA e a genotipagem têm se tornado ferramentas indispensáveis para a avaliação de pacientes com hepatite crônica C. Com o objetivo de verificar a positividade do VHC-RNA em portadores do anticorpo anti-VHC e determinar os genótipos do VHC nesta população, entre maio e setembro de 1997, 127 portadores do anti-VHC pelo método ELISA de 2a./3a. geração, atendidos no Serviço de Hepatologia do HUPES/UFBA, foram randomizados para o estudo. Após consentimento informado, foram obtidas amostras de sangue para os ensaios moleculares e dados demográficos e laboratoriais mediante entrevista e consulta dos prontuários. O VHC-RNA foi detectado no soro pela técnica da RT-PCR utilizando-se primers deduzidos da 5’ NCR sendo confirmados por Southern blot e hibridização com sonda marcada com 32P. Nas amostras VHC-RNA positivas foi realizada a genotipagem pela técnica da RT-PCR, utilizando-se primers genótipo-específicos 1a, 1b, 2, 3a e 4 deduzidos da região do core. Neste estudo, o VHC-RNA foi detectado em 65,4 % (83/127) das amostras testadas. A positividade do VHC-RNA foi mais significante entre os indivíduos com alterações nos níveis de TGO/TGP séricas, acompanhados no período de 6 meses do início da admissão no serviço (p < 0,05). A distribuição genotípica foi 24,1 % do subtipo 1a, 38,6 % do subtipo 1b, 3,6 % do tipo 2, 21,7 % do subtipo 3a, e 12,0 % de genótipos mistos. Portanto, a positividade do VHC-RNA no soro de portadores do anti-VHC selecionados no Serviço de Hepatologia do HUPES-UFBA foi de 65,4 %. Na Bahia, predomina o genótipo 1 (62,7 %) seguido do 3 (21,7 %) e 2 (3,6 %).

    Palavras-chave: 1. Vírus da Hepatite C (VHC). 2. Genótipos. 3. Anticorpo anti-VHC. 4. Bahia

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Luiz Guilherme Lyra
    Luiz A. R. de Freitas
    Mitermayer Reis


  • JOICE NEVES REIS
    EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR DE STREPTOCOCCUS PNEUMONIAE RESISTENTE À PENICILINA EM SALVADOR – BA
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    Resumo:
    A resistência à penicilina por Streptococcus pneumoniae é um problema mundial mais recentemente descrito no Brasil. Em Salvador – BA não existem dados sobre resistência à penicilina nas infecções pneumocócicas. Este trabalho tem como objetivo determinar a prevalência de resistência à penicilina em casos de meningite pneumocócica e caracterizá-la através de estudos epidemiológicos e de tipagens moleculares. A população do estudo foi formada por pacientes, do Hospital Couto Maia, que tiveram cultura de líquor positiva para S. pneumoniae. As amostras foram submetidas a testes de susceptibilidade a antimicrobianos, sendo definidas como sensíveis à penicilina quando a concentração inibitória mínima (CIM) foi < 0,12 g/ml, nível intermediário de resistência ou não susceptível CIM entre 0,12 – 1,0 g/ml , e alto nível de resistência para CIM >2,0 g/ml. Foram realizadas ainda caracterização fenotípica por sorotipagem e caracterização genotípica por Reação de Polimerase em Cadeia – PCR BOX A fingerprinting eletroforese de campo pulsado. Durante o período de 12/95 a 10/97 foram incluídos neste estudo 150 pacientes com meningite pneumocócica, uma incidência anual de 1,6 casos por 100.000 habitantes em Salvador. A meningite pneumocócica ocorreu em todas as faixas etárias, embora tenha sido mais freqüente em crianças menores de dois anos de idade com 42% dos casos. A prevalência amostras causadoras de meningite pneumocócica não-susceptível à penicilina foi de 16,1% (24/149). Todas as amostras foram sensíveis a cefotaxima. Os casos de meningite com amostras não-susceptíveis à penicilina foram causados por sorogrupos presentes na vacina pneumocócica 23-valent: 6(6), 14(14), 19(2), 23(2). A genotipagem destas amostras demonstrou 95 padrões genéticos dentre as 149 amostras analisadas, sendo 14 idênticos e 81 não idênticos. A técnica de eletroforese de campo pulsado foi aplicada para as amostras de sorotipo 14. Este método permitiu identificar seis diferentes padrões, sendo um padrão para as amostras não-susceptíveis (14), e cinco padrões para as amostras susceptíveis (6) à penicilina. A resistência à penicilina em Salvador está relacionada à presença de quatro padrões genéticos de S. pneumoniae na comunidade, sendo dois padrões do sorotipo 14 , um do sorotipo 6B e um do sorotipo 23F. A predominância de clones nos casos de meningite pneumocócica em Salvador – BA sugere que eventos de mutação de ponto e conseqüente seleção natural são os prováveis mecanismos envolvidos na emergência de resistência à penicilina em nossa comunidade. Embora estejam incluídos na vacina 23-valent os principais sorogrupos responsáveis pelos casos de meningite detectados em Salvador, esta vacina não representa uma medida de prevenção adequada devido a sua ineficácia na faixa etária menor que 2 anos de idade. Outras alternativas como a vacinação pré-natal ou o uso de vacinas conjugadas a proteínas devem ser melhor analisadas para prevenção de meningite pneumocócica em nossa população.

    Palavras-chave: Streptococcus pneumoniae; Resistência à penicilina; Meningite pneumocócica; Bahia

    Orientador: Mitermayer Galvão dos Reis

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Lúcia Martins Teixeira
    Edson Duarte Moreira
    Mitermayer Reis


  • CLAUDIA DIAS DE SANTANA
    ESTUDO DA RESPOSTA IMUNE PRIMÁRIA IN VITRO DE CAMUNDONGOS CBA INFECTADOS POR LEISHMANIA AMAZONENSIS E LEISHMANIA MAJOR.
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    Resumo:
    Camundongos da linhagem isogênica CBA apresentam variação na resposta imune quando infectados por diferentes espécies de Leishmania. São resistentes à infecção com L. major e susceptíveis à infecção com L. amazonensis, apresentando distintos perfis morfológicos na resposta tissular. Neste trabalho, foi utilizado um sistema in vitro que inclui parasitos, citocinas, células apresentadoras de antígeno e células T que proliferam in vitro em resposta à estimulação primária. O sistema de imunoestimulação primária in vitro (PIV) tem sido utilizado na tentativa de se compreender eventos precoces envolvidos no estabelecimento de resposta imune. Assim, com o PIV, foi possível verificar eventuais diferenças correlacionadas com o curso da infecção do CBA por L. major ou L. amazonensis. A produção de citocinas foi avaliada durante os primeiros dias pós-estimulação de células esplênicas de camundongos da linhagem CBA (previamente não estimuladas), in vitro, com L. major ou L. amazonensis. Foi feita a análise comparativa dos níveis de IFN-γ, IL-4, IL-5 e IL-10 e produção de NO. A produção de citocinas foi avaliada através de ELISA e a produção de NO através da reação de Griess, em amostras de sobrenadante das culturas. Os resultados mostram variações relacionadas com a espécie de Leishmania, com aumento da quantidade de IFNγ, e NO em função do tempo de estimulação, do número de parasitos utilizados e com a concentração de esplenócitos em cultura. No PIV com L. amazonensis houve maior produção IFNγ e IL-10 que no PIV com L. major. No sétimo dia, produção de IFNγ foi 2,1 a 3,5 (p<0,001)vezes maior no PIV com L. amazonensis e IL-10 1,7 a 2,7 (p<0,001) vezes mais abundante também no PIV de L.amazonensis. IL-4 e IL-5 não foram detectadas. Os níveis de NO foram 2.9 (p<0,001) maiores no PIV com L. amazonensis em comparação com L. major. Nossos resultados similares foram obtidos com células de linfonodo. Nossos resultados demonstram que linfócitos de CBA primariamente estimulados in vitro por L. amazonensis induzem resposta semelhante ao padrão Th1. Este padrão difere do observado na infecção in vivo de camundongos CBA, com L. amazonensis. Provavelmente, fatores ou células envolvidas na definição de resposta Th2 in vivo estejam ausentes no sistema in vitro. A identificação de diferenças significativas, possivelmente relacionadas com o estabelecimento do padrão Th abre perspectivas para a investigação de mecanismos e identificação de pontos estratégicos envolvidos na modulação da resposta imune na leishmaniose neste modelo.

    Palavras-chave: Camundongo CBA; Leishmaniose tegumentar; Leishmania amazonens; Leishmania major

    Orientador: Patrícia Sampaio Tavares Veras

    Financiador: 

    Defesa: 1998

    Banca examinadora:
    Ajax Mercês Atta
    Manoel Barral-Netto
    Patrícia Veras


  • CARLA PATRÍCIA NOVAIS LUZ
    ESTUDO DA NEUROTOXICIDADE AGUDA DOS METAIS PESADOS SOBRE A REGULAÇÃO DA EXCREÇÃO RENAL DE ÁGUA, NA+ E K+ EM RATOS.
    Mais detalhes

    Resumo:
    Trabalho realizado com o objetivo de estudar os possíveis efeitos da injeção intracerebroventricular aguda de chumbo e cádmio sobre a função renal. Ratos Wistar machos receberam duas sobrecargas hídrica oral de 5% do peso corporal com intervalo de 60 minutos. Vinte minutos após a segunda sobrecarga hídrica os animais receberam injeções de PbAc e CdCl2 no terceiro ventrículo em três diferentes doses (0.03, 0.3, 3.0 nmol/rato), sendo comparados ao grupo tratado com salina. Ambos os metais induziram um aumento significante na excreção de sódio e potássio, sem nenhuma modificação no fluxo urinário. O pré-tratamento com losartan, um antagonista seletivo dos receptores angiotensinérgicos AT1 (10,8 nmol/rato no terceiro ventrículo 10 minutos antes da injeção central dos metais), inibiu o efeito natriurético e kaliurético induzido pelo chumbo. Quanto ao cádmio o losartan foi capaz apenas de inibir o efeito natriurético, não interferindo na kaliurese. O pré-tratamento com gadolínio, um bloqueador dos canais de cálcio voltagem-dependentes (0.3 nmol/rato no terceiro ventrículo 20 minutos antes da injeção central dos metais), reverteu o aumento na excreção de sódio e potássio induzido pela administração central de PbAc e CdCl2. Esses dados indicam que o aumento na natriurese e kaliurese é um efeito agudo da injeção central de cádmio e chumbo. A natriurese observada nos animais tratados com esses metais parece depender da integridade funcional das vias angiotensinérgicas centrais já que esta foi revertida pelo losartan. Entretanto, a resposta kaliurética observada nos animais tratados com cádmio não é dependente do componente angiotensinérgico central, já que o losartan não foi capaz de reverter a kaliurese observada nos animais tratados com cádmio. O Gadolínio, um bloqueador dos canais de cálcio voltagem-dependentes, é capaz de reverter o efeito natriurético e kaliurético induzido pelo cádmio e chumbo. Isso sugere, que as ações do chumbo e do cádmio dependem da integridade funcional dos canais de cálcio. Nos animais que receberam apenas a injeção central de gadolínio não foi observado nenhum efeito na excreção de sódio e potássio. Assim, sugerimos que os metais entram na célula através dos canais de cálcio e, uma vez dentro da célula, interagem com alguns passos bioquímicos dependentes de cálcio levando a alterações na neurotransmissão que induzem a resposta aqui observada.

    Palavras-chave: Chumbo, Cádmio, Natriurese, Kaliurese, Angiotensina II, Losartan Cálcio; Gadolínio; Sistema Nervoso

    Orientador: Josmara Fregoneze

    Financiador: 

    Defesa: 1997

    Banca examinadora:
    José Antunes Rodrigues
    Washington Luís C. dos Santos
    Josmara Fregoneze
    Currículo Lattes



  • 1991

  • CARLA RANGEL LEITE FREITAS
    O BAÇO NA ESQUISTOSSOMOSE HÉPATO-ESPLÊNICA. ESTUDO MORFOLÓGICO, COM ÊNFASE NAS ALTERAÇÕES DA MATRIZ EXTRA-CELULAR.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1995

    Banca examinadora:
    Edmundo Fausto Lima Pereira
    Henrique Leonel Lenzi
    Zilton Andrade



  • 1989

  • IGUARACYRA BARRETO OLIVEIRA ARAÚJO
    ETIOLOGIA DAS HEPATITES GRAVES: TENTATIVA DE DETECÇÃO DO VÍRUS B E DELTA DA HEPATITE, ATRAVÉS DE HIBRIDIZAÇÃO IN SITU, EM CASOS DE NECROSE HEPÁTICA MACIÇA E SUBMACIÇA,, OCORRIDOS EM SALVADOR, BAHIA.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1992

    Banca examinadora:
    Euzenir Nunes Sarno
    Irma Seixas Duarte
    Zilton Andrade


  • HELENEMARIE SCHAER BARBOSA
    A BIOPSIA ASPIRTIVA NO DIAGNÓSTICO DAS LINFADENOPATIAS. CITO-MORFOLOGIA E IMUNO-CITOQUÍMICA.
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Moyses Sadigursky

    Financiador: 

    Defesa: 1992

    Banca examinadora:
    Fernando Carlos Schimitt
    Antônio Corrêa Alves
    Achiléa Bittencourt
    Moysés Sadigursky


  • LUIZ ALVES FERREIRA
    CAPILLARIA HEPÁTICA: UMA CAUSA DE FIBROSE SEPTAL HEPÁTICA NO RATO
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1992

    Banca examinadora:
    Heonir Rocha
    Othon de Carvalho Bastos
    Zilton Andrade



  • 1988

  • ROSELLA DE OLIVEIRA SANTOS
    DINÂMICA DA PRODUÇÃO E REABSORÇÃO DA FIBROSE EM GRANULOMAS ESQUISTOSSOMÓTICOS INTESTINAIS (ESTUDO IMUNO-HISTOPATOLÓGICO, MORFOMÉTRICO E BIOQUÍMICO NA ESQUISTOSSOMOSE MURINA EXPERIMENTAL)
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1992

    Banca examinadora:
    Radovan Borojevic
    Edson Roberto Parisi
    Zilton Andrade


  • MARIA DE FÁTIMA FALANGOLA
    ENVOLVIMENTO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL NA DOENÇA DE CHAGAS EXPERIMENTAL (ESTUDO IMUNO-HISTOPATOLÓGICO COMPARATIVO DA INFECÇÃO AGUDA POR DIFERENTES CEPAS EM DIFERENTES ESPÉCIES ANIMAIS).
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Sonia Gumes Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1991

    Banca examinadora:
    Marcelo Fabiano Franco
    Francisco Duarte
    Aristides C. de Queiroz
    Moysés Sadigursky
    Sonia G. Andrade



  • 1985

  • GERALDO GILENO DE SÁ OLIVEIRA
    CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA FORMA SUB-CLÍNICA DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA. (ESTUDO EXPERIMENTAL. ASPECTOS ANATOMOPATOLÓGICOS E LABORATORIAIS).
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    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Moyses Sadigursky

    Financiador: 

    Defesa: 1989

    Banca examinadora:
    Edison Reis Lopes
    Irmã Seixas Duarte
    Moysés Sadigursky


  • SÉRGIO MARCOS ARRUDA
    ESQUISTOSSOMOSE MURINA EXPERIMENTAL AVALIAÇÃO DAS POPULAÇÕES DE CÉLULAS DO BAÇO E A MODULAÇÃO DO GRANULOMA EM ANIMAIS PREVIAMENTE ESPLENECTOMIZADOS
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Moyses Sadigursky

    Financiador: 

    Defesa: 1989

    Banca examinadora:
    Rodrigo Correa de Oliveira
    Radovan Borojevick
    Moysés Sadigursky


  • WASHINGTON LUÍS CONRADO DOS SANTOS
    ALTERAÇÕES DA MATRIZ CONJUNTIVA NA CARDITE REUMÁTICA. (ESTUDO IMUNO-HISTOQUÍMICO E ULTRA-ESTRUTURAL DOS COMPONENTES MATRICIAIS EM APARELHOS MITRAIS, REMOVIDOS CIRURGICAMENTE).
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Jean Grimand

    Financiador: 

    Defesa: 1989

    Banca examinadora:
    Henrique Leonel Lenzi
    Thales de Brito
    Jean-Alexis Grimaud


  • LUIZ ANTÔNIO RODRIGUES DE FREITAS
    FIBROGÊNESE E DIFERENCIAÇÃO CELULAR. (UM ESTUDO HISTOLÓGICO, ULTRA-ESTRUTURAL E IMUNO-CITOQUÍMICO COM O MODELO DO BOLSÃO INFLAMATÓRIO DE SELYE, EM RATOS.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1989

    Banca examinadora:
    Jean Alexis Grimaud
    Cristina M. Takiya
    Zilton de A. Andrade



  • 1983

  • MITERMAYER GALVÃO DOS REIS
    SIGNIFICADO DO GRANULOMA PERIOVULAR NA ESQUISTOSSOMOSE
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1986

    Banca examinadora:
    Francisco Juarez
    Ramalho Pinto
    Henrique Leonel Lenzi
    Zilton de A. Andrade


  • EDUARDO ANTONIO GONÇALVES RAMOS
    GLOMERULONEFRITE ASSOCIADA À ESQUISTOSSOMOSE HEPATOESPLÊNICA. (ESTUDO COMPARATIVO DOS TIPOS HISTOLÓGICOS EM CASOS COM E SEM HEPATOESPLENOMEGALIA ESQUISTOSSOMÓTICA).
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1987

    Banca examinadora:
    Thales de Brito
    Heonir Rocha
    Zilton de A. Andrade


  • MARIA VILMA MATOS JUREMA MEDEIROS
    ESTUDO COMPARATIVO DAS LESÕES HEPÁTICAS APÓS OBSTRUÇÃO BILIAR EXPERIMENTAL EM RATOS JOVENS E ADULTOS. I. ESTUDO HITOLÓGICO E ULTRAESTRUTURAL.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1986

    Banca examinadora:
    Luiz Guilherme Lyra
    Euzenir Nunes Sarno
    Zilton de A. Andrade


  • MANOEL BARRAL NETTO
    IMUNIZAÇÃO DE CAMUNDONGOS BALB/C CONTRA A INFECÇÃO POR LEISHMANIA MEXICANA AMAZONENSIS UTILIZANDO PROMASTIGOTAS HOMÓLOGAS SOLUBILIZADAS.
    Mais detalhes

    Resumo:
    Imunização de camundongos BALB/c contra a infecção por Leishmania mexicana amazonensis utilizando promastigotas homólogas solubilizadas.

    Palavras-chave: 

    Orientador: Moyses Sadigursky

    Financiador: 

    Defesa: 1986

    Banca examinadora:
    Sérgio Coutinho
    Zilton de A. Andrade
    Moysés Sadigursky
    Currículo Lattes



  • 1981

  • TÂNIA MARIA CORREIA SILVA
    PATOLOGIA DA ESQUISTOSSOMOSE NA INFECÇÃO NATURAL DE ROEDORES SILVESTRES (NECTOMYS SP.)
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1985

    Banca examinadora:
    Frederico Simões Barbosa
    Air Colombo Barreto
    Zilton Andrade


  • IVANA LÚCIA OLIVEIRA NASCIMENTO
    CAPILLARIA HEPÁTICA: ALGUNS ASPECTOS IMUNOPATOLÓGICOS DA INFECÇÃO ESPÚRIA E DA INFECÇÃO VERDADEIRA.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Moyses Sadigursky

    Financiador: 

    Defesa: 1985

    Banca examinadora:
    Wilmar Dias da Silva
    Air Colombo Barreto
    Antusa de Araújo da Silva
    Moysés Sadigursky


  • VIRGINIA ANDRADE GALVÃO
    ESTUDO IMUNOPATOLÓGICO DE CAMUNDONGOS DE SEIS DIFERENTES LINHAGENS ISOGÊNICAS À INFECÇÃO POR TRÊS TIPOS DE CEPAS DO TRYPANOSOMA CRUZI.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Sonia Gumes Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1984

    Banca examinadora:
    Ivan Motta
    Bernardo Galvão de Castro Filho
    Moysés Sadigursky
    Sonia Andrade


  • LUCIANO ESPINHEIRA FONSECA JÚNIOR
    CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DOS CRITÉRIOS DE CURA NA INFECÇÃO EXPERIMENTAL PELO TRYPANOSOMA CRUZI.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Sonia Gumes Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1984

    Banca examinadora:
    Anis Rassi
    Antoniana Ursine Krettli
    Sonia Andrade


  • CLÁUDIO COIMBRA TEIXEIRA
    A REGENERAÇÃO HEPÁTICA PÓS-HEPATECTOMIA PARCIAL NA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA. ESTUDO EXPERIMENTAL EM CAMUNDONGOS.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1984

    Banca examinadora:
    Euzenir Sarno
    Salomão Kelner
    Zilton Andrade



  • 1978

  • MARCELLE REESINK
    INTERAÇÃO “IN VITRO” ENTRE TRYPANOSOMA CRUZI E MONÓCITOS E MACRÓFAGOS HUMANOS.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Nádia Nogueira

    Financiador: 

    Defesa: 1982

    Banca examinadora:
    Marcelo André Barcinski
    Zigman Brener
    Nadia Nogueira


  • CARLOS THADEU SCHMIDT CZERSKI
    NEURÔNIOS DO PLEXO MIOENTÉRICO NA INFECÇÃO PELO TRYPANOSOMA CRUZI. ESTUDO EXPERIMENTAL EM CAMUNDONGOS.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1982

    Banca examinadora:
    João Samuel Oliveira
    Edison Reis Lopes
    Zilton Andrade


  • MARCO ANTONIO CARDOSO DE ALMEIDA
    ARTERITE PULMONAR ESQUISTOSSOMÓTICA EXPERIMENTAL. EFEITO DO TRATAMENTO CURATIVO SOBRE A EVOLUÇÃO DAS LESÕES.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1981

    Banca examinadora:
    Moysés Sadigursky
    Naftale Katz
    Zilton Andrade


  • HENRIQUE LEONEL LENZI
    ONTOGENIA DOS ÓRGÃOS LINFOHEMATOPOIÉTICOS E LINFÓIDES EM FETOS HUMANOS. ESTUDO MORFOLÓGICO
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Túlio Miraglia

    Financiador: 

    Defesa: 1981

    Banca examinadora:
    Ivan Mota
    Humberto Rangel
    Túlio Miraglia


  • CARLOS RENAN VARELA JULIANO
    PATOLOGÍA GERAL DOS GRANULOMAS. UM MODELO DE GRANULOMA PULMONAR PRODUZIDO POR OVOS DE CAPILLARIA HEPÁTICA EM CAMUNDONGOS.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Edilson Gregório

    Financiador: 

    Defesa: 1981

    Banca examinadora:
    Thales de Brito
    Zilton Andrade
    Edílson Gregório Vieira Brito



  • 1976

  • FRANCISCO DÁRIO ROCHA FILHO
    ESTUDO COMPARATIVO DE CEPAS DO TRYPANOSOMA CRUZI DE DIFERENTES PROCEDÊNCIAS. (ASPECTOS ANTIGÊNICOS, MORFOLÓGICOS E HISTOLÓGICOS).
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Sonia Gumes Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1979

    Banca examinadora:
    Geraldo de Souza Tomé
    Bernardo Galvão Castro Filho
    Sonia G. Andrade


  • PAULO ROBERTO F. ATHANAZIO
    FATOR “EVI” E DOENÇA DE CHAGAS – ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS NO ESTADO DA BAHIA – IMPLICAÇÕES DIAGNÓSTICAS E PROGNOSTICAS NA MIOCARDIOPATIA CRÔNICA CHAGÁSICA HUMANA.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1979

    Banca examinadora:
    Zigman Brener
    Ivan Mota
    Zilton Andrade


  • ALUIZIO LUCENA BELTRÃO
    SENSIBILIZAÇÃO PRÉ-NATAL E NEO-NATAL NA ESQUISTOSSOMOSE EXPERIMENTAL DO CAMUNDONGO.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Leila Siqueira

    Financiador: 

    Defesa: 1979

    Banca examinadora:
    Ferrucio Santoro
    José Carlos Bina de Araújo
    Leila Andrade Siqueira


  • ANTONIO WILSON VASCONCELOS
    NECROSE HEPÁTICA E REGENERAÇÃO NODULAR NA HEPATITE GRAVE DE CURSO SUBAGUDO.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: Phagocytes mononuclées; Activité peroxydasique; Cytochimie ultrastructurale; Foie humain.

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1979

    Banca examinadora:
    Luiz Guilherme Costa Lyra
    Euzenir Nunes Sarno
    Zilton Andrade
    Currículo Lattes


  • MÁRIO CAYMMI GOMES
    MECANISMOS PATOLÓGICOS RELACIONADOS À AUTO-ENDO-INFECÇÃO NA ESTRONGILOIDOSE HUMANA FATAL.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1979

    Banca examinadora:
    Domingos de Paola
    Thales de Brito
    Zilton Andrade


  • GABRIEL GRIMALDI FILHO
    AÇÃO DE AGENTES IMUNOESTIMULADORES (BCG E LEVAMISOLE) NA LEISHMANIOSE CUTÂNEA EXPERIMENTAL, INDUZIDA POR LEISHMANIA MEXICANA, EM CAMUNDONGOS C3H. ASPECTOS MORFOLÓGICOS E IMUNOLÓGICOS.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Sonia Gumes Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1979

    Banca examinadora:
    Marcelo Fabiano de Franco
    Heonir Rocha
    Sonia Andrade


  • JOSEFA F. BITTENCOURT
    CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DAS METÁSTASES ESPLÊNICAS. ESTUDO COM MATERIAL HUMANO E EXPERIMENTAL.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Aristides Cheto de Queiroz

    Financiador: 

    Defesa: 1978

    Banca examinadora:
    Adonis Reis Lyra de Carvalho
    Mário Rubens Montenegro
    Aristides C. de Queiroz



  • 1975

  • SILENE BARRETO ROTERS
    PADRÃO DOS GRANULOMAS ESQUISTOSSOMÓTICOS EM CAMUNDONGOS TRATADOS E REINFECTADOS
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1977

    Banca examinadora:
    Rodolfo dos Santos Teixeira
    Luiz Guilherme Costa Lyra
    Zilton Andrade


  • CARLOS RENATO A. MELO
    COMPORTAMENTO DA REDE ARTERIAL E DOS SINUSÓIDES DO FÍGADO EM RATOS SUBMETIDOS À LIGADURA TOTAL DA VEIA PORTA.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1976

    Banca examinadora:
    Gilberto Rebouças
    Álvaro Rabelo Júnior
    Zilton Andrade


  • ANETE KINUMI UEDA
    TÉCNICA DO GRANULOMA IMUNITÁRIO. ASPECTOS MORFOLÓGICOS E IMUNOLÓGICOS. APLICAÇÃO AO ESTUDO EXPERIMENTAL DA INFECÇÃO PELO TRYPANOSOMA CRUZI.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Sonia Gumes Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1976

    Banca examinadora:
    Nestor Piva
    Mário Rubens Montenegro
    Sonia Andrade
    Currículo Lattes



  • 1973

  • BERNARDO GALVÃO CASTRO FILHO
    IMUNOPATOLOGIA DA TRIPANOSOMÍASE AFRICANA EXPERIMENTAL.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Paul Lambert

    Financiador: 

    Defesa: 1974

    Banca examinadora:
    Zigman Brener
    Ivan Mota
    Paul Henri Lambert
    Currículo Lattes


  • FRANCISCO AUGUSTO ROTERS
    CARDIOMEGALIA IDIOPÁTICA. ESTUDO ANÁTOMO-PATOLÓGICO DE 21 CASOS COM REFERÊNCIA ESPECIAL AO SISTEMA EXCITO-CONDUTOR DO CORAÇÃO.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1975

    Banca examinadora:
    Mário Rubens Montenegro
    Armênio Costa Guimarães
    Zilton Andrade


  • VICENTE RAUL C. IRUSTA
    CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA PATOLOGIA PULMONAR ESQUISTOSSOMÓTICA EXPERIMENTAL
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1975

    Banca examinadora:
    Túlio Miraglia
    William Barbosa
    Zilton Andrade


  • MOYSÉS SADIGURSKY
    A PATOLOGIA DA ARTERITE PULMONAR ESQUISTOSSOMÓTICA.
    Mais detalhes

    Resumo:

    Palavras-chave: 

    Orientador: Zilton de Araújo Andrade

    Financiador: 

    Defesa: 1975

    Banca examinadora:
    Gilberto Rebouças
    Almério Machado
    Zilton Andrade
    Currículo Lattes